Mostrar mensagens com a etiqueta Postiga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Postiga. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Paulo Bento forever. Curtas da selecção que volta a apaixonar o seu povo

- João Pereira é bastante melhor que Ricardo Costa;

- João Moutinho é desde 2006 o melhor médio português. Pelo seu futebol de toque curto e de apoio rápido, confere uma dinâmica ofensiva extraordinária às suas equipas. Para além de ser inexcedível no cumprimento das tarefas defensivas;

- Raul Meireles é um trinco de origem. Pepe não. Tão pouco tem agilidade e competência do português, para iniciar com qualidade as transições. Muito menos qualidade no critério como decide sair rápido para o ataque, ou segurar a bola;

- Postiga é o avançado certo para a selecção. Podemos não esperar que continue a fazer golos. Mantendo o critério com que decide temporizar, tabelar, e servir de apoio frontal, ou conferir mais uma opção de passe sobre o exterior, contribuirá e muito para o caudal ofensivo da selecção (a propósito, o ESPN tem repetido o Portugal - Inglaterra de 2000. Nuno Gomes era um avançado soberbo);

- A fraca capacidade de passe de Carlos Martins contrasta um pouco com os colegas de sector. Mas, é voluntarioso, remata bem e talvez não haja quem possa acrescentar mais que ele (ainda que fosse importante ver Tiago na mesma posição);

- Ronaldo e Nani, quando não jogam para o seu umbigo são soberbos. Todos o reconhecemos;

- Paulo Bento é o treinador da moda. É muito fácil suceder a alguém tão incompetente e com escolhas tão condicionadas quanto Carlos Queiroz. Mas, é impossível não conceder crédito ao novo seleccionador nacional. Jogam os melhores. E como jogam!

P.S. - Acredite ou não. O titulo do post estava pensado desde o momento em que Nani invalida o golo de Ronaldo. Ainda com zero zero, e quem sabe, com boas chances de o jogo não terminar com um bom resultado. Mas, provavelmente já tinhamos chegado à área adversária mais do triplo das vezes do que haviamos feito no Mundial.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os avançados do Sporting. Quantas más noticias quer?

As (más) noticias do presente:

- O único que finaliza com qualidade é o que pior joga. Fala-se de Liedson, claro;

- O que faz jogar, é um desastre no momento de finalizar. E quando fica a faltar um golo, todos nos lembramos de quem falhou as oportunidades. Fala-se de Postiga.

As do futuro:

- Se você crê que nos anos vindouros Wilson Eduardo poderá vir a resolver algum problema, talvez deva adquirir uma poltrona bem confortável, não vá a espera tornar-se demasiado agoniante. Mas que desastre de jogador. Estar na primeira divisão é bem capaz de poder ser o ponto alto da sua carreira.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Adivinha quem voltou

Dois pontos prévios.
i) O Levski Sófia pode ter parecido um docinho. É certo que não é uma equipa competente. Todavia, não duvide que é bastante superior a dois terços das equipas da primeira liga portuguesa.

ii) Por vezes, resultados desnivelados sucedem, só porque sim. Porque em determinado dia se esteve mais feliz na finalização. Sem que isso traduza necessáriamente uma alteração no jogar da equipa. Essa foi a razão que me levou a rever a gravação do jogo. Procurar confirmar diferenças substanciais na tendência de jogo do Sporting.

E provou-se. A diferença foi tão grande quanto o resultado demonstra. A tradicional saída da defesa para o ataque tão prevísivel e tão fácil de defender (bola no lateral, que passa para o extremo, indo desmarcar pelas costas na esperança de receber a bola mais à frente para cruzar para a área) do Sporting dos últimos tempos, não foi utilizada mais de duas, três vezes.

As saídas para o ataque passaram a ser feitas numa primeira instância pelo corredor central. Do central, a bola saía sempre para um dos três médios centro. Ao que se seguia diferentes comportamentos, dependendo do médio.

Zapater jogou mais simples (procurava mais Matias ou Maniche). De forma intermitente recorreu ao passe longo. Pouco feliz nesse aspecto, todavia. Maniche exagerou nos passes longos. Demasiadas vezes mal sucedido. E Matías foi o homem do jogo. Foi dos seus pés que a saída defesa ataque saiu de forma mais fluida e assertiva. Essencialmente pela sua decisão de trazer a bola na direcção do corredor central e pela primazia pelo passe curto, procurando à sua direita Postiga (que baixava e bem, no campo, servindo de apoio frontal), ou à esquerda Salomão, ou Evaldo.

Uma das grandes vantagens de sair pelo corredor central, é que mesmo que o adversário consiga pela concentração tapar o caminho para a baliza, forçando a opção pelo passe para o exterior (corredor lateral), este quando sucede, encontra o lateral ou o extremo, livre de oposição e com bem mais tempo para receber e enquadrar.

Curiosa também a boa opção pela mobilidade entre lateral e extremo, que resultou demasiadas vezes na forma como confundia o adversário. Quando Matías baixava e recebia a bola (sempre entre o corredor lateral esquerdo e o central), Salomão baixava também um pouco para receber a bola (sobre o lado esquerdo de Matías), trazendo consigo o lateral direito, ao mesmo tempo que Evaldo subia no relvado aproveitando o espaço libertado pela movimentação de Salomão. Relembre que defrontando equipas que centram o seu processo defensivo nas marcações individuais, os movimentos de mobilidade são absolutamente decisivos.

Notas individuais:

- Matías. Por tudo o que foi referido anteriormente;

- Postiga. O Sporting voltou a jogar com onze. O avançado não serviu somente para aparecer em zonas de finalização. O segundo golo nasce de um apoio frontal de Hélder Postiga, que com o corredor central ocupado solicitou Simon na direita. No terceiro assiste Salomão. O quarto golo é da sua autoria. E curiosamente é um lance onde nem sequer decide de forma assertiva. A jogada nasce novamente nos pés de Matías, que serve Salomão. O jovem tabela com Postiga e preparava-se para aparecer isolado na cara do guarda redes adversário, assim recebesse a bola. Importante perceber que a decisão de rematar de tão longe, ao contrário da opção mais correcta, que teria sido colocar Salomão numa situação de 1x0, não será alheia ao facto do jogo estar ganho e de, por certo, haver um normal sentimento de que havia que corar uma boa exibição com algo que fosse mais agradável aos olhos do público;

- Maniche. Não tem a mesma capacidade do colega do lado, e abusa demasiadas vezes do passe longo, que mesmo que bem sucedido, pode não trazer nada de novo. Contudo, mostrou-se bastante dinâmico. Beneficia imenso por ter um médio mais defensivo em campo, isto porque tem facilidade em aparecer nas imediações da grande área adversária;

- Simon e Salomão. Excelente a decisão de trazer a bola para o corredor central de todas as vezes que a recebem. Simon bastante melhor, pois foi sempre capaz de dar seguimento às suas jogadas. Menos bem Salomão. Demasiados ataques perderam-se nas suas botas. A primeira parte foi catastrófica. Porém, com a confiança de ter feito um golo, incrementou bastante a sua prestação;

- Evaldo. Em termos individuais foi um dos grandes beneficiados pelo facto de a bola deixar de sair pelos seus pés. Sem a responsabilidade de ter de iniciar a saída defesa-ataque, onde a sua pouquíssima técnica o expõe ao erro, Evaldo apareceu no momento ofensivo numa fase mais tardia. Quando recebia a bola, estava já bem próximo da área adversária e esta vinha do corredor central. Com tempo e espaço para o fazer, parece logo um jogador diferente. A sua boa capacidade física permitiu-lhe aparecer inúmeras vezes solto no corredor lateral. Infeliz nos cruzamentos, todavia.

P.S. - A propósito do golo de Postiga. Muitos de vós irão garantir que quando se marca um golo, é sempre porque a opção foi boa. Não é assim. A resposta está aqui. Pelo que não debaterei sequer esse assunto. Quando se decide bem, somos felizes mais vezes. Quando se decide mal, menos. Mas, tal não significa necessáriamente que seremos sempre felizes quando a decisão for boa, ou que uma má decisão esteja sempre condenada ao insucesso.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Cardozo & Saviola

Formam uma dupla fantástica. Que se complementa. El Conejo é rapidíssimo, bastante astuto e com uma técnica soberba. Desde o primeiro momento que se percebeu que alguém com tanto talento estaria, obviamente, condenado ao sucesso na Liga Sagres. Cardozo é, pós Mário Jardel, o goleador da Liga. Tal como o brasileiro, Óscar Cardozo tem uma apetência fora do vulgar para fazer golos. Finaliza de qualquer forma, sempre com enorme mestria. Mesmo quando integrado numa equipa bastante débil, o paraguaio foi sempre capaz de marcar golos. Fazer parte de uma equipa com tanta capacidade para produzir lances de golo, é uma dádiva para Cardozo. Tanto quanto para o SL Benfica ter alguém com tamanha capacidade para traduzir em golo, a superioridade que vem evidenciado ao longo do campeonato. Contra a Académica, a imensa qualidade da dupla atacante do SL Benfica, tornou simples o que poderia complicar-se.

MENOS

Hélder Postiga

Uma semana terrível. Mais uma. Tem algumas qualidades. Dá-se à equipa, procura sempre o sucesso conjunto. Contudo, a sua capacidade de finalização parece ser inferior à de qualquer jogador de uma qualquer série da terceira divisão. Pode alegar que a equipa não lhe tem dado condições para o sucesso. Porém, o contrário é bem mais real. Mesmo nos jogos em que beneficia de lances para marcar, Postiga raramente consegue acertar na baliza. Um desastre. Os zero golos, quando quase metade da época está cumprida, sintetizam, de forma bastante cruel, aquela que tem sido a época do internacional português. Não admira que Carvalhal procure um sistema que utilize um só avançado.

MAIS OU MENOS

André Villas Boas

O resultado no Estádio da Luz é o que se sabe. As declarações finais, parecendo desde logo agradar a outrém, também não foram felizes. Ainda assim, a sua Académica, que é provavelmente a pior equipa da Liga, em termos de qualidade individual (há também o Vitória de Setúbal, claro), conseguiu ser, à data, a melhor que passou pelo Estádio da Luz. Excelente organização colectiva. Cumpridora defensivamente, garantindo em todos os momentos o necessário equilibrio, coberturas e concentração sobre o lado da bola, e com ideias claras no processo ofensivo, quer na forma como tentava sair rápido para o ataque, quer na tentativa de circular a bola. Deu sempre a sensação que o que não corria bem, se devia à pouca qualidade individual de cada um dos executantes. Villas Boas continua a prometer.