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domingo, 12 de setembro de 2010

Curtas


- Hulk e Varela continuam a resolver de forma individual os jogos. Há que lhes dar crédito por tal. Se sabemos que a melhor equipa não é a que resolve jogos por impulsos individuais, por nem sempre estes serem bem sucedidos, e por sere mais fácil de neutralizar tais estratégias, é indesmentível que nesta altura já há um conforto bastante grande, que permitirá encarar com naturalidade um dia menos feliz de um ou outro.

- O SL Benfica, que era o principal canditato à vitória final na Liga, está à quarta jornada, fora da luta. Inacreditável. Se a dinâmica ofensiva nos parece bastante próxima do ano transacto, a transição ataque-defesa está uma lástima. Podemos crer que o segundo golo do Vitória não aconteceria com Ramires em campo?

- O Sporting jamais será campeão sem avançados de classe. Terminará em segundo, terceiro ou quarto. Dependerá do que Braga e Benfica poderão dar. É que de alvalade, não parece que se possa esperar mais que uma época medíocre. Tal poderá ser desmentido já no domingo. Parece totalmente improvável, porém.

- Domingos não será campeão no Braga, mas poderá voltar a chegar ao segundo lugar. O sucesso passará pelo incremento da capacidade ofensiva nos jogos fora de casa (dois golos, ainda que extraordinários, mas altamente improváveis de voltarem a acontecer, não devem ser tidos como prova de tal capacidade). E claro, dependerá também do patamar a que os que estão mais bem apetrechados possam chegar.

- Continuo a comer o meu chapéu se o Barcelona não se sagrar campeão em Espanha.

- O sucesso de Quique Flores não deve ser encarado como situação anormal. O seu modelo de jogo foi sempre pensado para em termos ofensivos, viver das transições. Sabendo que não muda nunca as suas ideias, ter sucesso ou não dependerá sempre das características do campeonato e dos objectivos do clube onde estiver. Em suma, não serve para quem tenha que assumir o jogo.

- Paulo Bento pode ser uma excelente aposta da Federação. Para uma equipa que não treina mais que uma semana por mês, ou de dois em dois meses, bem mais importante que o aspecto táctico, são as capacidades de liderança, de selecção e aproveitamento de dinâmicas dos melhores jogadores. Confirmando a sua personalidade e natural independência, pode ser o homem para o lugar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A fraude e o defraudado.


"Uma decepção quanto a comportamento, atenção e a como se vive a profissão. Teremos que ajustar coisas e responsabilizar-nos pelo que se passou";

"O que conseguimos até aqui não pode ir por água abaixo. Eu responsabilizo-me, mas tenho que procurar o tipo de jogador que não me defraude mais". Quique Flores.

No seguimento deste post, vimos agora expressar o nosso lamento pelo facto do espanhol nunca ter tido a possibilidade de trabalhar com bons jogadores.

Flores, enquanto treinador, foi provavelmente, a maior decepção de que há memória. Continua a preferir ir ao fundo com as suas ideias originais, a trocá-las por um milímetro que seja. Quando assim é, são sempre os outros que estão mal e enganados.

Que não volte à Liga Portuguesa! Continuamos a preferir os que sendo mais limitados, são também bastante mais humildes.

P.S. - Quão interessante seria poder voltar atrás, ver o SL Benfica optar pela sua permanência e ter agora uma visão do que teria sucedido.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"Reforços tornam o Benfica uma equipa melhor".


"Tem cinco reforços muito importantes, que são titulares, e que tornam a equipa melhor". Quique Flores sobre o SL Benfica.

Sim. Tem. Peixoto (Leo), Javi (Katsouranis), Ramires (Reyes) e Saviola (Suazo).

Porém, é no quinto reforço que a diferença é abismal.

Tudo o que de positivo tem sido construído, pelos novos jogadores, mas também, pelo incremento da capacidade dos que ficaram, é de inteira responsabilidade do tal quinto reforço. Jorge Jesus, claro.

P.S. - Como facilmente se percebe, o potencial de uma e outra equipa não difere tanto quanto o espanhol nos quer fazer crer. A grande diferença está, obviamente, na competência táctica do treinador. Pode ser difícil para si, percebê-lo. Porém, é forte a nossa convicção de que com o modelo de jogo da época passada, também os novos jogadores estariam, por ora, bastante desvalorizados. A qualidade individual nunca foi o problema do SL Benfica de Quique Flores.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mais e Menos da Semana

MAIS

Pep Guardiola

Pouco há a acrescentar. O troféu maior, surge, para quem assim ainda necessitava, como o comprovativo de que não há futebol mais interessante no mundo. Independentemente das peças individuais, Guardiola faz a sua equipa valer pelo colectivo. Soberbo.

MENOS

Quique Flores

Tomando por reais, os indícios de que Quique Flores, teria pedido para sair, voltando atrás na decisão, quando se percebeu que o Atletico Madrid não iria trocar de treinador, Quique é uma desilusão, até na vertente humana.

MAIS OU MENOS

Paulo Sérgio

Chegar à final da Taça de Portugal, com uma equipa como o Paços de Ferreira, é um marco notável. Porém, no decisivo palco, a equipa pacence nunca se mostrou capaz de contrariar o enorme favoritismo do FC Porto. O futebol apresentado foi demasiado frágil. A opção pelas iniciativas individuais (de Cristiano, fundamentalmente), como forma de resolver um problema colectivo, foi lamentável. Ainda que, Cristiano possa ter tido mais responsabilidade que o próprio Paulo Sérgio.

domingo, 24 de maio de 2009

SL Benfica de Quique Flores resumido num lance




Pare a imagem no 5º segundo. Observe o posicionamento dos jogadores encarnados.

Desde a primeira jornada que assim é. Sempre que o SL Benfica perde a posse da bola, a equipa está totalmente desiquilibrada no campo, e sempre próxima de sofrer golo. A pouca qualidade individual que vamos tendo na Liga Sagres é a razão pelo qual o Benfica "só" sofreu 32 golos em 30 jogos.

Um exercício, potencialmente interessante, seria imaginar uma equipa tão desiquilibrada, a jogar numa liga como a espanhola. Raro seria o jogo em que não sofresse 4, 5 golos.

Inadmissível como na última jornada de um campeonato, a transição ataque-defesa da equipa de Quique, ainda se assemelhe à de um qualquer grupo de amigos que se reúne ao fim de semana para jogar à bola.

Flores parte com seis meses de atraso.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Mais e Menos da Semana



MAIS

Jesualdo Ferreira

É o principal responsável pelo sucesso do FC Porto. A sua equipa é um verdadeiro colectivo, onde (quase) todos sabem o que deve ser feito em cada momento. Mais do que qualquer individualidade, o titulo é obra do "professor".

MENOS

Quique Flores e Jaime Pacheco

Um, tem conhecimentos, mas a sua personalidade narcisista, impediu-o de alterar algumas das más ideias decorrentes do modelo de jogo que preconizou para o Benfica. O resultado foi sempre previsível e está à vista.

O outro, é, muito provavelmente, o pior treinador da Liga Sagres. Incapaz de compreender o futebol actual. É o tipíco adepto, mas, num cargo de treinador. Pensa que os médios defensivos é que têm de correr kms, que os avançados apenas servem para fazer golos e que os defesas para cortar ataques adversários. Pensa que a chave para os jogos são factores relacionados com a atitude, quando não o são, de todo. É um jogo de inteligência.

MAIS OU MENOS

Domingos Paciência

Surpreendeu numa entrevista. Enunciava princípios de jogo, explicava de forma clara as ideias que tinha para o modelo de jogo da Académica. Pressupostos interessantes para uma equipa com individualidades muito débeis. A duas jornadas do fim, a sua Académica surge a somente 3 pontos do 6º lugar. Porém, possuír uma imagem demasiado associada a um clube poderá ser um entrave nas opções profissionais. Ou não.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Jesualdo Ferreira

Os resultados estão à vista. Sem vários dos habituais titulares, o rendimento mantém-se. É que, uma das grandes virtudes do FC Porto, é, ser, em vários momentos do jogo, uma verdadeira equipa. Capaz de encontrar as melhores soluções enquanto conjunto, sem ter necessidade de recorrer aos desiquilibrios individuais. Mérito do treinador. Abdicar de Jesualdo, será um risco e quem sabe a oportunidade de um dos rivais se aproximar do FC Porto na época vindoura.

MENOS

Quique Flores

Os recentes sucessos, foram, obviamente, fruto do acaso. A derrota na Choupana era previsível. Os problemas colectivos continuavam (e continuam) lá todos. O seu insipido modelo de jogo, que não contempla a ocupação do espaço à frente dos defesas centrais, jamais terá sucesso na Liga Sagres.

MAIS OU MENOS

Paulo Bento

Na semana em que parece ter perdido de vez a possibilidade de se sagrar campeão, acabou por garantir mais um 2ndo lugar. Com um orçamento muito inferior aos adversários e sem possibilidades de investir no plantel, não se pode considerar uma prestação negativa. Terá, porventura, faltado Liedson em grande parte das derrotas leoninas. (Num total de 4 derrotas, Liedson não pôde dar o seu contributo (a tempo inteiro) em 3.

domingo, 3 de maio de 2009

O fabuloso minuto 55 na Choupana




Decorria a época 93/94, quando o SL Benfica se deslocou a Setúbal para defrontar o Vitória local. Após uma humilhante (5-2) lição de bem contra-atacar, Toni afirmou que não mais o seu Benfica jogaria sem um médio defensivo (que ocupasse o espaço à frente dos defesas centrais). Nos jogos seguintes, surgiu Kulkov em tal posiçao. O SL Benfica acabaria, uns meses volvidos, por se sagrar campeão.

No SL Benfica actual, ainda que possa ser difícil de perceber, as causas para o anunciado insucesso, não se prendem com o posicionamento Rúben Amorim, David Luiz, Aimar ou Maxi Pereira. Antes, com um sistema táctico e dinâmica de jogo, obsoleta para a realidade nacional.

Com o passar dos jogos, criou-se a ilusão de que bastaria Amorim ocupar uma das posições de médio centro e o SL Benfica mudaria para melhor. Criou-se o mito de que era por jogar com dois médios defensivos (Katsouranis e Yebda) que a equipa era incapaz de produzir no plano ofensivo. O próprio Quique parece ter-se convencido de que o problema estava nos jogadores. Só assim se explica o afastamento de Yebda, Katsouranis, entre outros e das imensas duplas de médios que já testou.

O Benfica vence em Setúbal, derrota o Maritimo e parecia ser consensual que havia melhorias. Claro. Quique Flores finalmente colocara Amorim como médio centro e Nuno Gomes ao lado de Cardozo. Como se o cerne da incapacidade deste Benfica estivesse nas suas peças.

Por vezes, no futebol há uma terrível incapacidade de ver para lá da montanha (dos resultados). Há muito que se percebera, que, dificilmente este SL Benfica, teria capacidade para ombrear com os seus rivais. Braga e Nacional são, incomparavelmente melhores equipas que o Benfica de Quique Flores, que se vai valendo somente das individualidades (que por terem tanta qualidade, conseguem disfarçar, amiúde, a total ausência de um colectivo forte e equilibrado).

É inconcebível que a quatro jornadas do término da Liga, uma equipa ainda não seja capaz de se manter coesa, com os sectores próximos e a participarem com iguais responsabilidades no processo ofensivo e defensivo. É inconcebível que uma época volvida o SL Benfica tenha uma transição ataque-defesa ao nível de um qualquer grupo de amigos que se reúne num domingo à tarde para jogar à bola.

Porém, mais grave que tudo isso, é ter um treinador que, ainda assim, nada altera.

Há 16 anos atrás, Toni foi bastante mais astuto que Quique Flores. Bastaria ocupar aquele espaço para incrementar a qualidade de jogo da sua equipa.


P.S. - As substituições, a par da escolha do 11 inicial, são, provavelmente, das tarefas menos importantes de um treinador. Pelo que, habitualmente, são pouco decisivas. Porém, ao minuto 55, substituir Katsouranis por Di Maria foi uma ideia absolutamente genial. Um minuto depois, dava frutos. Em cheio. Aguarda-se o dia em que Quim é substituído por Mantorras. Com o público em delírio, claro.

P.S. II - Nunca antes se percebera, tão facilmente, que muito do que está mal, é passível de ser corrigido pelo treinador. Que nunca o faz.

P.S. III - Desde o jogo em Belém, que não faz sentido ter Flores como treinador. O desfecho do que se seguiria foi sempre prevísivel. Prevísivel é, também, o que acontecerá na próxima temporada, se se persistir no erro.

P.S. IV - Custa admitir que Rui Costa, que sempre se destacou, entre outras coisas, por uma leitura táctica bestial, não perceba o que está mal neste Benfica.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Carlos Manuel

Facilmente se elegeria os avançados Liedson (mais uma vez), Cardozo, Lisandro ou até Nuno Gomes pelo desempenho nos seus jogos da Liga Sagres. Porém, a grande surpresa, pela positiva, da semana foi Carlos Manuel. O heroi de Estugarda. Ao contrário do habitual, uma das estações televisivas, optou por ceder o lugar de comentador a alguém, que demonstrou perceber realmente de futebol. O Carlão, pode não ser um comunicador por excelência, mas ouvir falar em "apoios frontais", "desmarcações nas costas" e "contenções", ao mesmo tempo que se enuncia as vantagem de cada uma das acções, explicando que decisões deveriam ser tomadas e a que momento (claro que corrigir Di Maria, é um exercício relativamente fácil), foi uma lufada de ar fresco a este nível. Desde as aparições televisivas de José Mourinho e Carvalhal que não mais tinha valido a pena deixar o som da TV ligado.

MENOS

Minuto 58 no Estádio do Dragão.

Mais um prego na putrefacta indústria do futebol português. Se os clubes tendem a acabar, a culpa não pode ser, somente, atribuída à má gestão dos dirigentes. O futebol em Portugal há muito que deixou de ser atractivo para quem tem princípios. Vai morrendo lentamente. Adeptos, quase que nem vê-los. Se há algo que a mulher de César não pareça ser, é séria.

MAIS OU MENOS

Quique Flores

O SL Benfica voltou a vencer. Aparentemente com uma boa exibição. Finalmente foi possível ver boas combinações ofensivas, um futebol ofensivo envolvente e bons golos (o 2ndo é fabuloso. A antítese do que foi o Benfica ao longo da época). Contudo, nem tudo foi louvável. A transição ataque-defesa voltou a ser demasiado sofrível. A equipa voltou a partir-se ao meio. Na 2nda parte, em demasiados momentos, sobravam somente 6 jogadores para defender. A entrada de Katsouranis ajudou um pouco (Carlos Manuel referiu que o grego, por diversas vezes, chamou Reyes e Di Maria, corrigindo-os, obrigando-os a contribuírem para o encurtamento do espaço), mas a equipa continua sem a segurança necessária que um candidato ao titulo tem de apresentar. Mais uma vez, o jogo tornou-se uma lotaria.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

SL Benfica de Quique Flores e os diferentes momentos do jogo.



O Benfica de Quique Flores nos 5 momentos do jogo.

Ataque

Um dos momentos em que a equipa é mais débil. No início da época, a saída mais comum para o ataque era feita com um passe do defesa lateral para o avançado (Aimar) que procurava receber a bola no corredor lateral. A partir do jogo no Dragão, o futebol directo, ora procurando Reyes no corredor lateral, ora procurando um dos avançados, que recuava no relvado, para disputar a 1a bola, tornou-se a saída mais usual no SL Benfica.

Ter no plantel jogadores do nível de Aimar, Reyes, Yebda, Katsouranis, Rúben Amorim e Di Maria, e raramente conseguir chegar com a bola dominada ao último terço do terreno de jogo, só é passível de acontecer quando em termos colectivos o nível é fraco. Escasseiam combinações ofensivas e mobilidade, além de que não se verifica um trabalho efectivo de cada jogador para receber a bola. Simples simulações de corpo, dando a entender que se vai procurar a profundidade, recuando logo de seguida, para receber a bola no pé seria suficiente para um melhor controlo da posse de bola.

Defesa

Excepção às bolas paradas, parece ser o melhor do Benfica de Quique Flores. Quando organizado, é muito difícil conseguir criar situações de finalização perante o SL Benfica. Yebda, Katsouranis e Rúben Amorim são eximios na leitura que fazem das situações de jogo. Os laterais têm sempre garantidas as coberturas defensivas. O quarteto defensivo, posiciona-se (salvo raras excepções) correctamente. O colectivo tem capacidade para encurtar o espaço de jogo aos adversários. Há, um grande mérito de Quique, na boa capacidade que o SL Benfica demonstra, em organização defensiva.

O jogo no Dragão, onde abdicou do ataque, garantindo não perder a posse de bola, enquanto desiquilibrado no campo, evitando dessa forma, a transição defesa-ataque do FC Porto, e obrigando os dragões a jogarem em ataque organizado, foi, a par dos jogos em Guimarães, o ponto mais alto do SL Benfica neste momento do jogo.

Transição Defesa-Ataque

O movimento tipico, até ao momento em que pôde contar com Suazo, foi sempre a saída rápida pelo corredor lateral esquerdo, onde Reyes facilmente se libertava do seu adversário directo, acabando, quase sempre por solicitar Suazo em profundidade. A transição era simples e eficaz. Até ao momento em que se tornou compreendida pelos adversários. Esta transição era tudo o que de positivo o Benfica conseguia no plano ofensivo. Basear todo um processo ofensivo nos 20,30 segundos que se seguem após a recuperação da posse de bola revelou-se uma insensatez. Particularmente, para um clube que pretende ser dominador.



Transição Ataque-Defesa

Foi, até ao jogo no Estádio do Dragão, o ponto mais fraco do SL Benfica. Os extremos conferiam, não só, largura ao ataque, mas também profundidade. Fruto desse posicionamento, a equipa como que se partia em dois. Aquando do momento da perda da posse de bola, a equipa estava sempre desiquilibrada no campo. Sobravam 6 jogadores para defender. Os 4 da frente, estavam demasiado longe do meio campo defensivo e do corredor central, pelo que raras vezes recuperavam a tempo de participar no processo defensivo.

A má transição Ataque-Defesa, tornou-se a principal justificação para a utilização de Amorim como médio direito.

Na 2nda volta da Liga Sagres, optando por futebol directo, a equipa tornou-se menos exposta aos contra-ataques adversários. Porém, perdeu, ainda mais, capacidade ofensiva.



Bolas Paradas

No plano ofensivo, é o ponto mais forte do SL Benfica. Reyes e Carlos Martins executam tais lances com muita mestria. Ajuda, imenso, ter Cardozo, Yebda, Katsouranis, Luisão, Sidnei e David Luiz para finalizar.

No plano defensivo, até à 6a jornada, optando por defender HxH nestes lances, o SL Benfica sofreu demasiados golos (Rio Ave, 3 em Paços e outro do Leixões). Depois da 6a jornada, Quique Flores corrigiu de forma bastante eficiente, aquela que estava a ser a forma mais comum de marcar ao SL Benfica. Passando a defender os livres laterais e cantos, de uma forma zonal (uma primeira linha de 4 jogadores, seguida de uma de 3 e logo depois uma de 2), o SL Benfica reduziu substancialmente os dissabores sofridos nesse tipo de lances (Vit.Setúbal e Sporting marcaram, em lances um pouco atípicos e após o SL Benfica ter conseguido, num primeiro momento, tirar a bola da grande área. A Académica foi a excepção).

domingo, 19 de abril de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Derlei & Liedson

Em Guimarães, com o Sporting, em vários momentos, bem próximo do K.O., foram os inevitáveis avançados leoninos que pela enésima vez se tornaram decisivos. Actuando lado a lado, pela mobilidade, disponibilidade e poder de finalização que entregam ao futebol do Sporting, têm sido de uma utilidade absolutamente incrível. Garanta Derlei uma boa condição física, e o Sporting deverá, indubitavelmente, propor-lhe a renovação de contrato.

MENOS

Hulk

Promovido a super-estrela. Apesar de ter evoluído bastante na ocupação dos espaços e até na tomada de decisões, Hulk continua com limitações que o tornam bem menos jogador que muitos outros colegas de equipa. Perante equipas com capacidade para encurtar os espaços, as suas acções individuais parecem condenadas ao insucesso. E como de momento, Hulk, poucas soluções oferece, para além das suas galopadas...

Para Jesualdo, permanecendo no FC Porto 09/10, será sempre mais traumático perder Lucho, Meireles, Bruno Alves, Lisandro e até Fernando do que Hulk. Perguntem-lhe.

MAIS OU MENOS

Quique Flores

O resultado foi óptimo. Porém, os problemas continuam os mesmos. Ainda que se possa pensar que a colocação de Amorim como médio centro traga outra vitalidade ao futebol do SL Benfica, ou que Nuno Gomes deva mesmo alinhar ao lado de Cardozo (também jogaram juntos nas duas jornadas anteriores...), nos últimos tempos a única decisão interessante foi mesmo a colocação de Aimar fora das zonas de pressão adversárias. O Resultado no Sado, é um engano. Uma espécie de "Com papas e bolos..." Por quanto tempo. Eis a questão.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Liedson e Lisandro

Lisandro não acrescentou golos ao seu interessante pecúlio na Liga dos Campeões, mas demonstrou, mais uma vez, desta feita em Old Trafford, que é um jogador notável.

Liedson, semana após semana, aparece no que de melhor o Sporting produz. Alguém se lembra do último golo leonino que não tenha tido a sua participação? Se não marca, assiste. Ao contrário do que se poderia supor, os anos têm sido benévolos para o Levezinho. O Sporting agradece.

MENOS

Quique Flores

Já há muito se percebeu que, em relação ao rumo adoptado, há alterações que devem ser tomadas. Num momento em que todos os objectivos parecem inalcançáveis, persistirá Quique Flores com as suas inflexíveis ideias?

MAIS OU MENOS

Pablo Aimar

É um futebolista notável. Porventura, o melhor da Liga Sagres. O modelo de jogo do SL Benfica não o potencia. Contudo, aparecendo a receber a bola fora das zonas de pressão, como se tem verificado nos últimos jogos, torna-se mais preponderante e a espaços, percebe-se a sua infindável qualidade. Mal aproveitado. Porém, não é o maior responsável por esse facto.

domingo, 12 de abril de 2009

O fabuloso destino do Benfica de Quique Flores


Não estará, porventura, traçado. Segue-se uma intensa luta pela manutenção do 3º lugar. Sim. Analisando o que há para jogar, pensar em melhorar a actual posição na tabela classificativa é uma utopia. O Braga de Jesus, tem sido, ao longo de toda a prova bem mais equipa que o Benfica. Porém, nunca teve Suazo, nem Reyes.

Previsível.

Se foi notória a evolução enquanto equipa, que o Benfica sofreu até ao mês de Novembro, surgindo jogo após jogo, com novas correcções em relação ao que havia sido feito anteriormente, daí para a frente, somente uma confrangedora estagnação.

No mês de Dezembro, ficou perceptível tudo o que poderia vir a acontecer. Quique Flores não aproveitou a pausa natalícia para implementar as alterações necessárias, que pudessem conduzir a sua equipa ao sucesso. Seguiu-se o fatidico mês de Janeiro, onde para além da perda da liderança, ficou claro que só uma mudança (ou no sistema, ou nas dinâmicas) poderia tornar o Benfica uma equipa competitiva.

Quique permaneceu indiferente a todos os sinais. O caminho trilhado não se alterou. O mesmo caminho que todos haviam percebido estar condenado ao insucesso. Pós Belém, Rui Costa deveria ter actuado. Não seria tarde.

Por teimosia, ou falta de lucidez, foi Quique Flores que, preferindo manter-se fiel ao seu insípido modelo de jogo, conduziu o SL Benfica a exibições e resultados pouco condizentes com toda a qualidade individual que tem à sua mercê.

Continuidade por continuidade, quando não há evolução não faz sentido. Quando se percebe que há uma clara teimosia em forçar a acontecerem ideias que jamais resultarão no contexto do SL Benfica, a continuidade será um crasso erro.

Se pode ter sido um erro abdicar de Fernando Santos e de Ronald Koeman, uma vez que as suas equipas, apesar não terem saído vencedoras, mostraram alguns bons indícios, passíveis de serem potenciados com mais um ou dois anos de trabalho, persistir em Quique Flores é um absurdo. Flores já mostrou, não estar disponível para mudar nem um pouco o seu trajecto inicial. E também já se percebeu que aquele tipo de futebol, jamais obterá sucesso na Liga Sagres.

P.S.I - E pensar que Quique, com toda a sabedoria que tem, bem poderia ter sido o treinador que o Benfica tanto necessita. Pena a incapacidade para moldar as suas ideias à realidade vivida.

P.S.II - Alguns textos de Dezembro e Janeiro, quando se percebeu o destino do Benfica 08/09.

http://lateral-esquerdo.blogspot.com/2008/12/benfica-15-benficos-dias-de-pausa.html

http://lateral-esquerdo.blogspot.com/2009/01/quique-flores-pelo-menos-3-pontos.html

http://lateral-esquerdo.blogspot.com/2009/01/ateno-de-quique.html

domingo, 5 de abril de 2009

Quique Flores. Mais que 3 pontos.


Mais que os três pontos em cada jogo, a Quique Flores deveria ser exigido:

- Uma saída para o ataque em futebol apoiado. Porquê não colocar os centrais em cada vértice da grande área e sair a jogar com a bola no pé, em vez do tradicional chutão, indigno de um clube que se pretende dominador?;

- Que a equipa fosse capaz de conseguir 3 passes consecutivos. Seria possível, com um melhor jogo de coberturas, e com um melhor trabalho para receber de cada um dos jogadores;

- Que as bolas paradas não fossem a única forma de entrar na área adversária;

- Que a largura conferida ao ataque, não se cingisse aos movimentos de Maxi Pereira e ao posicionamento dos médios alas. Porquê não surgem os avançados a oferecer opções de passe nos corredores laterais? Como no jogo como o Napoles na luz, onde Di Maria o fez tão bem;

- Que o portador da bola tivesse em todas as situações várias opções (o jogo de coberturas ajudaria, assim como uma maior mobilidade);

- Que percebesse que na Liga Sagres, treinando um dos três tradicionais candidatos ao titulo, um modelo de jogo cujos pressupostos ofensivos acentam essencialmente em saídas rápidas para o contra-ataque é inadequado (Ainda para mais, nem as ditas transições têm resultado);

- Que a sua boa zona defensiva, tivesse um apoio mais eficiente do sector do meio campo;

- Que a equipa não dependesse tanto da qualidade individual de Reyes;

- Um maior aproveitamento de Aimar. Colocá-lo fora das zonas de pressão pareceu uma boa opção. Porém, sair para o ataque em futebol directo, prejudica-o. Colocá-lo em zonas de aproximação à 1a bola é parvoíce. Para quê talento, se não há intenção de fazer circular a bola pela relva?

segunda-feira, 23 de março de 2009

Mais e Menos da Semana



MAIS

Lucho e Raul Meireles

Reside na excelente capacidade táctica, seja na ocupação dos espaços ou ao nível das tomadas de decisões dos médios portistas, o principal segredo para o sucesso do colectivo de Jesualdo Ferreira. Lucho e Meireles, são exemplares no plano defensivo e igualmente cumpridores no momento ofensivo do jogo. Juntos, são meia equipa.

MENOS

Vitor Pereira

Nomeou Lucilio Baptista para uma final. Independente do modo como decorresse a final, seria sempre um erro inaceitável.

O histórico de Lucilio fala por si. Contudo, restringir a arbitragem a um único minuto, é um erro. Antes do minuto 73, o chorrilho de asneiradas já era demasiado elevado, para ser esquecido por uma única besteira. Naquele momento, já o jogo deveria estar reduzido a um 10 X 7 ou 8. E nunca um 11 x 11.
O final da carreira de um dos mais habilidosos árbitro de que há memória, será motivo de regozijo para (quase) todos.
MAIS OU MENOS
Quique Flores

Não corrigiu os problemas colectivos no SL Benfica. O futebol praticado, demasiado vertical, continua muito áquem do que seria de esperar. Teve, no entanto, na decisão de colocar Aimar onde mais pode render neste sistema táctico, uma excelente ideia.

O argentino foi o melhor jogador do Benfica e foram dos seus pés que sairam quase todos os lances de perigo encarnado. Jogando longe das zonas de pressão adversárias, com tempo para enquadrar com a baliza adversária, Aimar é um desiquilibrador.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Jesualdo Ferreira

Seis em dez jogadores de campo do FC Porto 08 / 09 não faziam parte do plantel da época anterior. Três dos quais num único sector (o defensivo).

Integrar e rotinar num colectivo, mais de meia equipa é de uma dificuldade tremenda. Ainda para mais, sabendo que vários dos reforços chegaram com enormes insuficiências tácticas.

Se o início de época prometia ser penoso, o FC Porto teve em Jesualdo um treinador capaz de voltar a construir um colectivo. A meio do mês de Março, garantida a presença nos quartos de final da Liga dos Campeões e a semi final da Taça de Portugal, com a recente distância pontual aumentada para os adversários directos, na Liga Sagres, a época promete ser um enorme sucesso para o Professor.

Critique-se a personalidade, mas nunca os conhecimentos e a capacidade. Não foi em vão que Simão Sabrosa, recentemente, tanto o elogiou.

Não renovar com Jesualdo será um erro incrível.

P.S. - Sabia que Jesualdo esteve ligado ao melhor futebol do SL Benfica das últimas duas décadas? Talvez não saiba, mas quando recorda Leverkusen, os célebres 3-6 em Alvalade, e uma equipa que praticava um futebol extraordinário, não deverá ignorar o mérito de Jesualdo. Que foi quem planeou e orientou o processo de treino da equipa de Toni.

MENOS

Quique Flores

Ainda que traído por alguns erros individuais dos seus jogadores, Quique Flores e o colectivo que tem tentado criar não sai ileso. A forma como corrigiu uma das principais deficiências da equipa (a transição ataque-defesa), só poderia ser passível de ter sucesso em jogos como o do Estádio do Dragão. Não pode ser aceitável que, com a qualidade individual que o espanhol tem à sua mercê, opte por jogar futebol directo, somente para precaver o desiquilibrio defensivo no momento da perca da posse de bola.

Não seria mais fácil, criar uma dinâmica com um jogo de coberturas ofensivas (apoios ao portador da posse da bola, numa linha mais recuada no campo de jogo, precavendo, por um lado, eventuais percas da sua posse e garantindo, por outro, a possibilidade de manter a mesma, com um simples passe para trás), que permitisse jogar a bola de pé para pé, sem desiquilibrar a equipa?

Em determinados momentos, parece que Quique abusa da teimosia, para não alterar as suas ideias iniciais.

MAIS OU MENOS

Paulo Bento

Erros evidentes no escalonamento da equipa em Munique, ajudam a explicar, somente uma pequena parte de uma das mais negras páginas da vida do Sporting CP.
Forte candidato a abandonar Alvalade, Paulo Bento termina a semana subindo um lugar na classificação. Após vários meses, recupera aquela que tem sido a sua classificação habitual. Com bem menos investimento no plantel, que os adversários directos...

sábado, 24 de janeiro de 2009

À atenção de Quique


- Há vida para além de Suazo. Ter como única estratégia ofensiva, as transições rápidas, procurando as diagonais de Suazo entre os centrais adversários, é insuficiente;

- Com equipas que defendem HXH (Homem x Homem), as melhores soluções passam pelo aclaramento de espaços, explorando diagonais dos extremos, entre os centrais e laterais adversários;

- Ter o actual Pablo Aimar a receber a bola em zonas de pressão, não é boa ideia. Se falta quem conduza os ataques, porquê Aimar tão longe dessa tarefa?;

- Não alterando o sistema, não será importante ajustar a dinâmica? Mesmo em posse de bola, não seria benéfico ter 3 médios no corredor central, ocupando-se da largura no corredor mais longe da bola, o lateral? Seria apenas uma das formas de tornar a equipa menos susceptível aos ataques rápidos adversários;

- A equipa vê demasiados cartões amarelos, porque está demasiado exposta aos contra ataques. A dinâmica presente, como que incute 4 jogadores só para o processo ofensivo;

- Criticar jogadores por não disfarçarem no plano individual uma má estratégia colectiva é um absurdo. Fazê-lo publicamente é inaceitável;

- Cardozo, dentro das suas limitações, é um óptimo avançado. Um goleador notável. Não o enquadrar na equipa é um erro;

- Ao contrário da Liga Espanhola e Inglesa, em Portugal, uma grande percentagem dos golos, não surgem de transições rápidas. Isto porque, na Liga Sagres, as equipas optam por não se expor em demasia e sair para o ataque só pela certa;

- Ter ideias e procurar desenvolve-las é positivo. Não perceber o contexto onde se está inserido, e não procurar a evolução, mesmo que isso implique alterações nas dinâmicas ou sistema, poderá ser um caminho para o insucesso;

- Já foi mencionado que basear todo um processo ofensivo, num só jogador (Suazo) é um absurdo?;

- Ter no plantel jogadores com tanto empenho em cumprir objectivos, e não contribuir para isso, somente por teimosia, é inaceitável;

- Carlos Martins, mesmo só jogando 20 minutos por jogo, é bem capaz de perder 100 vezes a bola. Torna-se particularmente grave, quando as suas más decisões (a tentativa de fazer a meia lua a um jogador do Belenenses, num momento em que a equipa estava desiquilibrada no terreno, para além de ridicula, foi inacreditável. Mesmo para Martins.) são causadoras das melhores oportunidades do adversário;

- Perante equipas que defendem relativamente recuadas no terreno, e que não se expõem aos ataques rápidos, que soluções para além das bolas paradas? Não será importante a promoção de combinações ofensivas, que não visem exclusivamente o procurar do espaço vazio, nas costas da defesa? É que o Benfica actual dá a sensação de só conseguir adiantar-se no marcador de pontapé de canto ou de livre lateral.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Quique Flores. Pelo menos 3 pontos depois.


Com reflexão natalicia ou não, Quique Flores voltou com as mesmas ideias, relativamente ao sistema e ao modelo de jogo.

Tornou-o claro, quando na antevisão da partida na Trofa, afirmou "precisamos dos melhores jogadores para termos um melhor controlo do jogo". Apesar de tal afirmação, e mesmo sabendo-se do castigo de Katsouranis, ninguém consegue perceber o porquê de um meio campo formado por Carlos Martins e Bynia. Juntar dois jogadores incapazes de fazer um simples passe, nunca pode ajudar.

Após a derrota, Quique referiu que a equipa iria mudar a sua forma de jogar. Não creio que as ideias de Flores sejam más. Apesar disso, por esta altura, Quique parecia ser o único a não perceber que as suas concepções, no contexto actual do SL Benfica e da Liga Sagres, não estavam a contribuir para o sucesso da sua equipa.

Após afirmar que o Benfica iria mudar, não posso deixar de pensar, que no mínimo o deveria ter feito com uma jornada de antecedência. Haveria melhor momento que a pausa natalicia, para ter ponderado seriamente nos progressos que vinham a ser feitos?

O melhor caminho, será, possívelmente, o salvaguardar das dinâmicas possíveis, enquadrando-as num sistema táctico mais seguro, que possibilite uma maior segurança defensiva, assim como uma melhor gestão da posse da bola.

P.S. - Quão injusto é considerar que os jogadores do Benfica têm denotado falta de atitude. Não tendo dados objectivos, creio que são eles, os jogadores da Liga que têm mais kms nas pernas. O que não é bom sinal, diga-se.

P.S. II - Sabia que os melhores anos da carreira de Reyes foram como avançado, ou como 2ndo avançado?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Benfica, 15 benéficos dias de pausa


Para o Benfica, a pausa natalícia bem poderá ser o momento mais importante da temporada, assim Quique Flores o deseje.

Quase meia época volvida, chega o momento crucial para o Benfica de Quique. No fundo, há duas possibilidades em aberto, e é em ambas que o treinador do Benfica deve pensar ao longo desta quadra.

1 - Continuar a procurar a evolução, num sistema táctico, de tão difícil interpretação, se se pretende ser realmente bem sucedido com ele;

2 - Alterar para um sistema de jogo mais seguro, salvaguardando as dinâmicas possíveis, e voltar para um período de aprendizagem, corrigindo algumas das suas ideias iniciais.

Tomo Quique Flores por alguém muito inteligente, e é indesmentível que procura moldar a equipa à sua imagem. Notam-se processos e movimentos, que se sabe serem fruto do seu trabalho. Quique tem ideias e procura não deixar a sua equipa entregue ao imprevisível. Vários foram os jogos (Sporting, Napoli, Guimarães, Académica) em que a boa interpretação das suas ideias deram frutos, notando-se claramente o tal "dedo" do treinador.

Contudo, ainda mais têm sido as partidas, em que o Benfica não consegue ser uma equipa conexa. Continua a ser uma equipa demasiado exposta aos contra-ataques adversários. Vários são os jogos de toada Ataque - Resposta, Ataque - Resposta, com o Benfica como interveniente. O Nacional, no Estádio da Luz, foi bem capaz de construir mais ataques, do que aqueles que o FC Porto e o Sporting consentem em 4 ou 5 jogos. E todos sabemos que os campeões são sempre, as equipas que melhor defendem...

Parece óbvio que para permanecer no 1º lugar, a equipa terá de evoluír para patamares de rendimento e de segurança, bastante mais elevados. Será isso possível nos próximos meses, mantendo o actual sistema táctico?

A Quique, compete decidir se tal é possível, sabendo que uma mudança para um 442 losango, tornaria o Benfica incrivelmente mais seguro em termos defensivos e mais capaz de ter uma boa gestão da posse de bola, relativamente ao que tem sido até à data.

Os bons treinadores têm ideias e procuram colocá-las em prática. Os grandes treinadores, percebem quando as suas ideias podem não ser as mais adequadas para determinado contexto, e não se coíbem de as mudar, mesmo que para tal coloquem o orgulho de lado.

Da reflexão de Quique, dependerá o futuro do Benfica.

P.S. - Se optar pelo pensamento comum aos adeptos (crendo que estaria com mais pontos, se tivesse tido melhores arbitragens, e que como tal, nada deverá ser alterado), os benfiquistas, bem podem esquecer (também) o campeonato...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Havia plano, Quique?


18 de Dezembro. Estádio da Luz. 19.45h. SL Benfica sobe ao relvado com Moreira, Maxi Pereira, M.Victor, Sidnei, D.Luiz, F.Bastos, Yebda, Bynia, Urretaviscaya, N.Gomes e Cardozo, para defrontar o Metalist, 2ndo classificado da liga da Ucrânia, sabendo que precisa de vencer por oito golos de diferença.

Bom plano de jogo, penso. Quique não pára de surpreender pela positiva. Demonstra não ser hipócrita. Percebe que a tarefa é impossível, e não expõe os principais jogadores ao insucesso (mesmo uma vitória extraordinária seria sempre um insucesso, uma vez que a Comunicação Social foi alimentando a possibilidade de se vencer por oito). Além de que, não arrisca possíveis lesões, num jogo que face às contigências, se havia tornado num mero formalismo. Cumprir de calendário.

Aproveita o jogo para o voltar à competição da promessa Di Maria, e dá minutos a vários jovens, sedentos por evoluir e por se darem a conhecer.

Tudo perfeito.

A partida decorre de forma natural, até que, um pouco contra a corrente do que havia sido o jogo, o Metalist marca e vence o jogo.

Percebo a frustação dos adeptos, mas não entendo as declarações de Quique.

Para além dum plano de jogo, é necessário haver também um plano para as declarações. Quique tentou "abanar a casa" no único momento da época em que não o deveria ter feito. Naquele momento, criticar era demasiado fácil. Praticamente só jogaram miudos, que por certo, têm uma participação muito pouco crítica e activa no balneário do Benfica. Se o próprio Quique percebe que é altura de dar minutos a um jovem com idade júnior, e a vários que estão no seu primeiro ou 2ndo ano de séniores, não me parece admissível que opte pelo discurso de choque e de ruptura no fim de tal jogo.

Não pode, por um lado, colocar os mais valiosos e mais bem pagos de fora (e que no fundo, foram mais responsáveis pela hecatombe nas provas europeias, do que os jovens) e por outro, exigir rendimento a jogadores em pleno processo de evolução e maturação individual (para além de colectiva).

Por momentos fez lembrar aquele que foi o planeamento da época do Benfica 07 / 08. Trocaram-se homens (Simão, Miccoli e Karagounis) por miúdos (Adu, Di Maria e Coentrão), e depois exigiu-se sucesso, a quem não o poderia dar.

Quem tem de dar a cara pelos insucessos, para além de Quique Flores, terá de ser sempre os Reyes, Suazos, Aimares, Katsouranis, Luisões e Nuno Gomes do Benfica. Nunca os miúdos. Será curioso observar o próximo discurso de ruptura e a quem o mesmo se dirigirá, para perceber um pouco mais sobre a liderança de Quique Flores.