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domingo, 5 de junho de 2011

Paulo Bento é primeiro, com muita categoria, mas pouco espectáculo.

Muita categoria, pela forma brilhante como manteve quase sempre o adversário bem longe da sua baliza. Menos espectáculo que aquele que se poderia supor, porque não foram muitas as situações de finalização, ainda que Portugal tenha chegado com relativa facilidade às imediações da grande área adversária.

Sempre se percebeu que a entrada de João Moutinho na equipa incrementaria o rendimento global da equipa. A sua ausência no Mundial foi uma das decisões mais atrozes de que há memória, só passível de ser tomada por alguém ou demente, ou ao serviço de outrem. O enorme jogador do FC Porto, impõe uma dinâmica elevadíssima em todas as acções.

Muito acertada também, ainda que não surpreendente, a utilização de Raul Meireles como jogador mais recuado do meio campo. Meireles, ainda que não faça o seu futebol primar pela criatividade, é um jogador notável em aspectos tão simples, como a recepção, o passe, e a assertividade com que faz a bola correr. Não admira o pouco tempo que prende a bola consigo, para tanto jogo que lhe passa nas botas. Com a Noruega, para além da simplicidade e categoria com que joga com bola, impressionou igualmente a inteligência e disponibilidade revelada na forma como compensou diversas vezes o posicionamento dos colegas. Ainda que num breve momento não tenha sido feliz, Meireles foi provavelmente o jogador mais importante no jogo que levou Portugal ao primeiro lugar.

Muito bom o trabalho da dupla de centrais ao longo de quase todo o jogo. Ainda que o lance da segunda oportunidade de golo dos noruegueses, tenha revelado um pouco de inépcia, não acção de Bruno Alves, na forma como não só não garantiu uma correcta cobertura defensiva (posicionamento imediatamente atrás do jogador que está com o portador da bola), como não atacou devidamente o jogador que recebeu a bola nas costas de Fábio Coentrão. É nesta posição que Portugal se encontra melhor servido.

Sinal menos para Nani. Quem segue os noventa minutos das partidas, consegue perceber porque é que mesmo sendo português, é suplente de um coreano, e de um equatoriano. O seu talento é inversamente proporcional ao tamanho do cérebro. Repare, Nani nem sequer prima por decidir invariavelmente mal. O problema parece ser outro. A percepção que tem de que é bastante melhor, do que realmente é. Tal percepção prejudica-o de sobremaneira, tal como prejudica a sua equipa. São mais que muitos os lances em que não solta a bola, preferindo fazê-la chegar ao destino, depois de três dribles, quando a mesma, se fosse por um passe, teria chegado cinco segundos mais cedo. As perdas de bola, mesmo quando tem apoio livre para receber e dar seguimento à jogada, sucedem-se a um ritmo maior que o que seria desejável. Nani parece crer que tem de ser o próprio e de forma individual a resolver os jogos. Está a perder-se um talento extraordinário. É de lamentar.

No corredor oposto, é também de lamentar que apesar de individualmente termos o melhor corredor lateral esquerdo do mundo, não se aproveite o mesmo para criar desequilíbrios. E aqui, a "culpa" terá de ser toda atribuída a Cristiano Ronaldo. Tantas e tantas vezes, optou por não dar seguimento às tabelinhas e às desmarcações do "caxineiro". Sem jogo de equipa, aquele corredor fica entregue apenas à inspiração momentânea de um e outro. Ronaldo garante desejar Fábio no Real. Não se percebe bem porquê. Na selecção raras são as vezes em que lhe dá a bola, e com tantas e tão boas oportunidades que tem para o fazer. Também Coentrão, quando refere que apenas trocaria o Benfica pelo Real, deveria ser bem mais inteligente do que isso. Fábio seria o jogador perfeito num modelo de jogo como o Barcelona. A forma como privilegia a troca de bola e as tabelinhas no corredor lateral, numa equipa como a dos catalães, onde o colectivo está sempre acima dos egos pessoais, fariam de si, pelo talento e persistência que tem, um dos melhores laterais esquerdos da história do jogo.

Referência final para Hélder Postiga. Muito boa a movimentação. Muito boa mesmo. Quer nos apoios frontais, ajudando a selecção a chegar mais à frente, quer na forma como caía nos corredores laterais, para oferecer mais opções de passe ao portador da bola, essencialmente em situações de contra-ataque. Menos bem nos gestos técnicos. Por mais de uma vez, foi a sua incapacidade para receber bem a bola, que o impediu de chegar ao golo. Também algo que deva ser considerado e alterado no seu jogo, é a forma como recentemente passou a optar por rematar sem critério. Somar remates somente para a estatística é apenas parvoíce! Não sendo uma enorme mais valia, Postiga é de longe o melhor avançado português.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Paulo Bento forever. Curtas da selecção que volta a apaixonar o seu povo

- João Pereira é bastante melhor que Ricardo Costa;

- João Moutinho é desde 2006 o melhor médio português. Pelo seu futebol de toque curto e de apoio rápido, confere uma dinâmica ofensiva extraordinária às suas equipas. Para além de ser inexcedível no cumprimento das tarefas defensivas;

- Raul Meireles é um trinco de origem. Pepe não. Tão pouco tem agilidade e competência do português, para iniciar com qualidade as transições. Muito menos qualidade no critério como decide sair rápido para o ataque, ou segurar a bola;

- Postiga é o avançado certo para a selecção. Podemos não esperar que continue a fazer golos. Mantendo o critério com que decide temporizar, tabelar, e servir de apoio frontal, ou conferir mais uma opção de passe sobre o exterior, contribuirá e muito para o caudal ofensivo da selecção (a propósito, o ESPN tem repetido o Portugal - Inglaterra de 2000. Nuno Gomes era um avançado soberbo);

- A fraca capacidade de passe de Carlos Martins contrasta um pouco com os colegas de sector. Mas, é voluntarioso, remata bem e talvez não haja quem possa acrescentar mais que ele (ainda que fosse importante ver Tiago na mesma posição);

- Ronaldo e Nani, quando não jogam para o seu umbigo são soberbos. Todos o reconhecemos;

- Paulo Bento é o treinador da moda. É muito fácil suceder a alguém tão incompetente e com escolhas tão condicionadas quanto Carlos Queiroz. Mas, é impossível não conceder crédito ao novo seleccionador nacional. Jogam os melhores. E como jogam!

P.S. - Acredite ou não. O titulo do post estava pensado desde o momento em que Nani invalida o golo de Ronaldo. Ainda com zero zero, e quem sabe, com boas chances de o jogo não terminar com um bom resultado. Mas, provavelmente já tinhamos chegado à área adversária mais do triplo das vezes do que haviamos feito no Mundial.

domingo, 5 de setembro de 2010

O meio campo nos golos do Chipre


Que a linha defensiva falhou demasiadas vezes em termos posicionais, já se percebeu. Contudo, responsabilizar somente cinco jogadores (incluindo Eduardo) pelo descalabro é redutor. Até porque há lacunas evidentes no sistema de jogo, e no comportamento posicional dos médios.



Quando se opta por um duplo pivot a meio campo, vezes demais sucede a mesma situação. Apoio frontal do avançado, e dúvida sobre quem deve pegar no avançado adversário. No primeiro golo, o cipriota recebeu a bola entre sectores. O mau posicionamento de Raul Meireles (nunca havia experimentado um duplo pivot. Mas, em Liverpool será assim que terá de jogar)e a passividade e desplicência como primeiramente não reocupou o seu espaço à frente dos centrais, e posteriormente (não) pressionou o portador da bola é também decisiva para o desenrolar de todo o lance.



É um erro técnico difícil de aceitar a um nível tão elevado. Acontece, porém. Não é nestas infelicidades técnicas que se deve procurar punir o atleta, pelo seu desempenho. Se forem uma constante, não jogar é o caminho. Não esquecer no entanto, que este tipo de erros não são apanágio de Meireles.



Tudo começa com a má opção de Raul Meireles. Desistindo de pressionar o portador da bola, obrigou Manuel Fernandes a sair para a contenção, formando-se uma situação de 2x Manuel Fernandes. Batido Fernandes, pela inferioridade numérica portuguesa em tão curto espaço do campo, seria suposto que Meireles estivesse atrás de si, na cobertura defensiva. Porém Raúl voltou a desistir do lance. Tivesse garantido a cobertura defensiva (colocando-se atrás de Manuel), e teria saído rápidamente para a contenção depois de Fernandes ter sido batido, cortando a linha de passe que viria a revelar-se decisiva.



Pare a imagem no oitavo segundo do video, quando a bola chega ao extremo direito do Chipre. Mesmo em organização defensiva, Portugal concede uma situação de 4x4! Inacreditável. Repare no posicionamento dos quatro mais ofensivos do Chipre e confirme quão rápido foi Manuel Fernandes a restabelecer o equilibrio defensivo. Inacreditável, como pode um centrocampista andar a passo, numa situação de 4x4. A má defesa de Eduardo, surge depois. Porque foi consentido, de forma atroz um lance de golo iminente ao adversário.

domingo, 29 de agosto de 2010

Curtas


- Hulk está a dar-se bastante bem com a Jabulani. Vai continuar a resolver de forma individual vários jogos. Veremos de que forma Villas Boas extrairá as qualidades individuais do brasileiro para o colectivo;

- Segundo um dos mais conceituados jogadores com quem Paulo Sérgio já havia trabalhado, o técnico leonino é apenas razoável na parte táctica do jogo, mas um verdadeiro ás na vertente motivacional e na de liderança. Poderemos ter um Sporting mais forte nas competições a eliminar do que numa prova de regularidade?

- Aimar voltou;

- Meireles foi uma óptima transferência. Não faria sentido ter no mesmo plantel quatro jogadores conceituados para dois lugares;

- Roberto deu pontos ao Benfica. Com tamanha injecção de confiança, surgirá finalmente o "sim ou sopas". Se era apenas questão mental, o Benfica ganhou um guarda redes. Se voltar a falhar, é uma questão de (falta de) qualidade. Aquela parada ofereceu 3 pontos ao Benfica, porém suscitou uma série de dúvidas na mente de quem lidera. E o mercado encerra 3a feira;

- Domingos segue imbatível na pedreira. Não perdendo no Dragão na próxima jornada, teremos de incluir o Sporting de Braga no lote de candidatos ao titulo maior;

- Makukula por Stoijkovic seria um negócio bastante produtivo para Benfica e Sporting. Mas, somente se não fossem competidores directos. Ambos resolveriam os problemas mais prementes de um e outro;

- Yebda segue para o Napoli. Continuamos a crer que tem qualidade para jogar no Benfica;

- Finalmente um pouco de Nico Gáitan. Tem qualidade que nunca mais acaba. Aquele corredor esquerdo do SL Benfica será bastante melhor esta época, agora que são dois a participarem em todos os processos;

- Pongolle foi sempre um caso bastante estranho (o seu "não" rendimento). É que ainda é difícil aceitar que alguém com o seu percurso tenha tão pouca qualidade quanto a que denotou em Portugal. Ficará por desvendar;

- Com o confuso início do SL Benfica (depois de uma pré-época novamente perto de brilhante), o FC Porto surge como mais candidato. Não que não se reconheça mais qualidade no SL Benfica, e que não se espere mais goleadas atrás de goleadas. Porém, a margem para errar é nula. É determinante não deixar aumentar a distância. E segue-se Guimarães, Sporting, Maritimo e Braga no caminho de Jorge Jesus...;

- Ridículo o clube que Quaresma escolheu para prosseguir a carreira. Ou então, ridículos os clubes que não deram oportunidade a tamanho talento. Assim como ridícula foi a sua ausência no Mundial;

- Como o meu chapéu se Guardiola perder a Liga Espanhola para Mourinho...;

- Simão pode ter saído por discordar da balbúrdia que se transformou a selecção nacional. Mas, é certo que também já não caberia nas primeiras escolhas.

sábado, 22 de agosto de 2009

Redondo. Quem fala assim... foi o melhor médio defensivo da história do jogo!


"Gosto muito de Bolatti, é um futebolista que entende bem o jogo, o que é muito importante";

"É um jogador que recupera bolas sem ter de fazer falta, fá-lo naturalmente, porque coloca-se muito bem no campo";

"... seria-o também no Barcelona, com Xavi e Iniesta, que são o motor da equipa. Eles mostram que não é preciso ser-se fisicamente sobredotado, mas que é uma questão de inteligência e mentalidade.";

"Surpreende-me a capacidade de definição, com tranquilidade, e isso é muito difícil", sobre Messi;

"Gosto muito, se bem que é um jogador diferente de Messi. Mas também é desequilibrante. Não é um Zidane, um criador de jogo, mas vai desequilibrá-lo. Essa é a sua grande virtude. Depôs, é lindo vê-lo jogar porque o faz de modo simples. Faz coisas difíceis de maneira fácil." sobre Kaká.

"Às vezes, desgasta-se em certos sectores do campo nos quais não é necessário" sobre Cristiano Ronaldo.

A percepção que, uma boa percentagem, de futebolistas argentinos têm do jogo, é algo de fantástico. No futebol, importa contribuir com algo para a equipa. As boas equipas, não vivem de impulsos individuais. A capacidade para tomar (boas) decisões, em todos os momentos, a forma como definem as jogadas, e os excelentes timings, com que se executam as acções, são apanágio dos melhores jogadores do mundo. Ainda que, se continue a valorizar, somente, quem dá nas vistas.

Jogadores, verdadeiramente, complicados de substituir nas suas equipas? Fernando, Raúl Meireles, Matías, Izmailov, Aimar e Saviola.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Raúl Meireles e Lucho


"Recepção dirigida para a baliza adversária, e jogar o mais simples possível. Dois, três toques. Faze-la chegar o mais rápido possível aos avançados." Raúl Meireles.

Na simplicidade de processos (Defensivos. Contenção aos médios adversários, coberturas aos colegas de equipa e restabelecimento de equilibrios. E ofensivos. Primazia pela circulação rápida da bola e pelo garantir de apoios (linhas de passe, numa linha mais recuada, no campo de jogo) ao portador da bola) dos centro campistas, residiu o ponto mais forte do FC Porto, nas últimas épocas.

Lendo a afirmação de Meireles, percebe-se que, provavelmente, qualquer jogador profissional seria capaz de o fazer. Contudo, raros são os que possuem esta capacidade intelectual de jogar unicamente em prol do colectivo. Também, porque em muitas equipas, não há uma ideia colectiva para o jogo. Apenas onze jogadores soltos, que tentam criar algo. Cada um por si.

Para Jesualdo Ferreira, reagir à perda de Lucho será, provavelmente, o seu maior desafio desde que chegou ao Porto.

P.S. - Após a partida de "El Comandante", para o FC Porto, perder Meireles, seria, seguramente, mais trágico, do que ver partir Bruno Alves, Lisandro, e/ou principalmente, Hulk.

P.S. II - Incrível como Lucho e Meireles, passam pelos jogos, tendo a bola na sua posse, somente, por breves minutos por jogo, e ainda assim, são o suporte de toda a equipa, não é? É que, quando em organização ofensiva, menos toques na bola, corresponde, geralmente, a mais qualidade.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Mais e Menos da Semana



MAIS

Lucho e Raul Meireles

Reside na excelente capacidade táctica, seja na ocupação dos espaços ou ao nível das tomadas de decisões dos médios portistas, o principal segredo para o sucesso do colectivo de Jesualdo Ferreira. Lucho e Meireles, são exemplares no plano defensivo e igualmente cumpridores no momento ofensivo do jogo. Juntos, são meia equipa.

MENOS

Vitor Pereira

Nomeou Lucilio Baptista para uma final. Independente do modo como decorresse a final, seria sempre um erro inaceitável.

O histórico de Lucilio fala por si. Contudo, restringir a arbitragem a um único minuto, é um erro. Antes do minuto 73, o chorrilho de asneiradas já era demasiado elevado, para ser esquecido por uma única besteira. Naquele momento, já o jogo deveria estar reduzido a um 10 X 7 ou 8. E nunca um 11 x 11.
O final da carreira de um dos mais habilidosos árbitro de que há memória, será motivo de regozijo para (quase) todos.
MAIS OU MENOS
Quique Flores

Não corrigiu os problemas colectivos no SL Benfica. O futebol praticado, demasiado vertical, continua muito áquem do que seria de esperar. Teve, no entanto, na decisão de colocar Aimar onde mais pode render neste sistema táctico, uma excelente ideia.

O argentino foi o melhor jogador do Benfica e foram dos seus pés que sairam quase todos os lances de perigo encarnado. Jogando longe das zonas de pressão adversárias, com tempo para enquadrar com a baliza adversária, Aimar é um desiquilibrador.