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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Duas das quatro Semi-finalistas da melhor prova europeia

Sobre um comentário anterior - "Estes comportamentos da linha defensiva parecem tão lógicos que é difícil (para quem desconhece) imaginar que se defenda bem de outra forma." - é perguntar aos homens do saber táctico infinito qual é a forma que adoptam para defender.  Em Itália é que se defende bem, dizem. Defendia-se bem, sim, quando era Sacchi a comandar a equipa. Treinadores que, estão constantemente no top e são considerados a nata do treino, do jogo, por marcarem presença constante nos momentos de decisão. Mas olha-se para as suas equipas colectivamente e percebe-se que só lá andam pela qualidade individual que têm ao seu dispor. Treinadores que têm nas suas equipas jogadores que lutam pelos prémios individuais mais notáveis, torna-se difícil é não aparecer nesses momentos tão poucos são os grandes com treinadores com ideias à sua medida. Este Ancelotti, que andou com Sacchi, foi treinado por ele, cresceu como treinador perto dele, faz lembrar a velha história que o Nuno do Entre10 conta sempre - "As empregadas do Louvre também por lá andam todos os dias, mas não é por isso que percebem alguma coisa de arte"




Não há qualidade de jogo ofensivo, não há qualidade de jogo defensivo. Ao que eu pergunto, qual foi o critério que levou a que fossem estes os escolhidos para liderar dois gigantes europeus? A resposta é fácil e o público não gosta. Não acham possível que no alto rendimento se escolham treinadores como na mais baixa divisão distrital em Portugal, pelo estatuto.

sábado, 24 de maio de 2014

Para ganhar a 10ª é preciso dar a bola a quem sabe.


Aqui e ali o Real conseguiu mostrar organização, mas só quando saiu Khedira e Modric baixou um pouco que houve o espaço suficiente para que o melhor jogador em campo se mostrasse.

Di Maria criou desiquilibrios atrás de desiquilibrios, mas a chave do jogo é o espaço que Modric ganhou quando baixou um pouco no terreno. Quando se juntou Isco ficou ainda mais claro. Seria uma questão de tempo até o Real conseguir marcar.

Acabaram por ter a sorte de marcar num momento que "mata" o jogo, porque dá cabo do adversário emocionalmente e os deixa claramente por cima para o overtime, mas estiveram sempre muito muito perto de o conseguir durante toda a segunda parte.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Liga dos Campeões

O sorteio de hoje da prova mais difícil do futebol europeu ditou dois grandes jogos. 



Real Madrid-Borussia Dortmund

Paris Saint-Germain-Chelsea

O Real Madrid, com muita confiança pela posição que ocupam no campeonato, e com muita qualidade individual. Colectivamente carece de algumas melhorias, mas estando Ancelotti no seu primeiro ano parece-me perfeitamente normal. O futebol que apresentam impressiona sobretudo pela qualidade dos seus executantes. Ronaldo, Bale, Benzema, Marcelo, Di Maria, e Modric num dia normal dão cabo de qualquer organização. Mas o que acontecerá se as individualidades aparecerem pouco inspiradas?

O Dortmund de Klopp, longe do fulgor que o caracterizou nas últimas quatro épocas, não vai deixar o Real Madrid relaxar. É preciso dizer que Klopp tem tido uma época com muitas lesões, principalmente na linha defensiva. Estando a equipa na máxima força, e sabendo que em termos de organização Klopp é dos melhores treinadores europeus, perspectivam-se dois grandes jogos. A organização, agressividade posicional, e agressividade com bola são marcas do treinador alemão.

O PSG tem a oportunidade perfeita de mostrar o quão evoluídos estão como equipa. No início da época (na altura em que defrontou o Benfica) não impressionavam pela qualidade do seu modelo de jogo. Têm grandes individualidades, é verdade, e têm um modelo de jogo trabalhado. Mas não creio que neste momento sejam colectivamente tão fortes e dominadores, que sejam favoritos à conquista da taça. Sobretudo pelas ideias com que a equipa joga. Poderá durante esse período ter evoluído, e mesmo que não o tenha feito, as suas individualidades vão-nos proporcionar grandes momentos de futebol.

O Chelsea de José Mourinho, defensivamente parece bastante forte. Dependendo, depois, sobretudo, dos momentos de inspiração de William, Hazard, e Óscar. A organização ofensiva da equipa blue, que no início da época dava sinais de poder evoluir positivamente (com apoios frontais dos extremos e com os laterais a servirem essencialmente para dar largura, voltando a meter a bola dentro) parece ter-se descaracterizado novamente, em nome de vitórias que Mourinho dizia não serem o objectivo desta época. Foram demasiadas as vezes que a equipa alterou o padrão, que o treinador português dizia querer, para que os princípios não se modificassem. Hoje, Mourinho constrói mais uma equipa onde a principal figura é ele. Não o que os jogadores apresentam em campo, como modelo comportamental trabalhado durante o ano. A equipa não sobressai pelo seu modelo de jogo, sobressai pela figura do treinador. O maior perigo, aliás, deverá vir disso mesmo. Daquilo que Mourinho poderá ou não "inventar" do ponto de vista estratégico.

Menos interessante são os outros dois jogos do sorteio, que com maior ou menor dificuldade, deverão ditar a passagem de do Bayern de Guardiola e do Barcelona.

Man. United-Bayern Munique

Barcelona-At. Madrid

O Manchester United era a equipa que todos queriam. Muito mal orientado, com uma organização colectiva muito desorganizada, com uma forma de atacar igual ao que se fazia no século passado, e com muito talento desperdiçado por um treinador sem ideias para sobreviver no futebol moderno. Moyes é em tudo mau.

O Bayern de Guardiola é a equipa mais forte da prova. Se conseguir voltar à qualidade que já demonstrou este ano, dentro das ideias do treinador, será inultrapassável. Contudo, a equipa tem revelado dificuldades que não esperava para esta altura da época. Quando pressionada, a linha defensiva, as dificuldades são imensas. Será que a falta de vivências regulares, em competição, de comportamentos pressionantes por parte dos adversários, está a causar essa menor confiança e insegurança com bola? Ou será que a cultura alemã estará a influenciar, no mau sentido, tudo o que Guardiola quer para o seu Bayern? Não obstante disso, com maior ou menor dificuldade, acredito que estarão na final.

O Barcelona é para mim, o segundo maior candidato à conquista da prova. Com maior ou menor dificuldade, deverão, também, ultrapassar esta eliminatória. É a equipa mundial onde a maior parte dos jogadores tem índices de tomada de decisão estratósféricos. É uma equipa que actua normalmente com 10 jogadores criativos em campo (Excepção feita ao Mascherano). E é uma equipa que conta com o melhor futebolista da história. Os princípios de jogo não são os melhores, na defesa, ou no ataque e isso não pode ser ignorado.


O Atlético de Simeone, continua com índices de competitividade muito elevados. Não nos proporciona grandes momentos de futebol, e é uma equipa que vale pela atitude competitiva, pela garra, agressividade (sobre o homem) e pelo grande esforço de concentração que os seus jogadores fazem jogo após jogo. Simeone não encanta. Mas vai conseguindo resultados, fruto de uma organização defensiva trabalhada, a defender com linhas baixas, e com saídas rápidas para a transição ofensiva. Muitos golos também conseguidos em bolas paradas e com o aproveitamento de erros individuais do adversário.