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sábado, 2 de julho de 2016

Miúdos atrevidos que roubam a cena. Take II.

Em Setembro do ano transacto escrevia-se por aqui.

Fomos perdendo, em Portugal, ao longo dos anos a capacidade que tinhamos de fazer chegar ao alto rendimento os miúdos mais atrevidos. Normalmente são também os mais talentosos. Os que valem os milhões todos e mais o preço do bilhete. Na referência no texto sobre Gelson falava-se de Nani, Quaresma e Ronaldo como os últimos.

Ser atrevido não implica não saber decidir ou ser anárquico. Talvez implique dar maior trabalho ao treinador. E implica seguramente ter aquela personalidade própria de quem adora os holofotes mais do que o medo que tem de falhar. Implica jogar demasiadas vezes fora da caixa. No fim do dia, tantas são as vezes que são esses que fazem toda a diferença.

Sobre a escassez de jogadores portugueses com traço de personalidade tão aprazível, é dentro da selecção nacional perceber quem foram os únicos quatro de toda a selecção que se predispuseram a assumir o risco de bater os penaltys contra a Polónia. 

Os três de quem se falava como exemplo no texto de Gelson!... e... Renato. De uns para o outro são quase dez anos de distância. 

Do atrevimento e da criatividade de outrora (que melhor equipa teremos que quando juntámos Figo, Barbosa, Rui Costa, Deco, Capucho, Paulo Sousa...) a um período de apenas relógios. Tudo porque se forMATOU. Felizmente há novas gerações a chegar que prometem diferente.

domingo, 26 de junho de 2016

A decisão do Renato

Venham daí opiniões sobre a decisão. Se acertou, sobre o porquê do acerto. Se errou, como poderia ter feito melhor. Teria sido melhor soltar logo no Ronaldo? Porquê? Havia outra opção que não soltar no Nani? Qual? Que decisão do início ao fim do lance poderia ter catapultado o potencial para um lance golo evidente depois de Renato decidir soltar a bola?

sábado, 25 de junho de 2016

O miúdo que nos tira do marasmo

Errou passes, sim. Tem lacunas no preenchimento de espaços também. Mas caramba, como é que o miúdo é suplente atrás de tanta gente?! Guarde este texto. Daqui por uns anos vamos todos rir e gozar com a situação de termos tido Renato quase sem jogar num Europeu. Alguém dirá que era muito novo. Não é. Está pronto e é o melhor de todo um sector.

É tão diferente para melhor ofensivamente de todos os médios portugueses que é incompreensível como não tem mais minutos. Ainda que comece a parecer que Fernando Santos o usa para "abanar" o jogo.

A cada bola que recebe mais próximo do último terço, ou até do segundo, a forma agressiva como conduz na direcção da meta, não tem semelhanças com mais ninguém. Caramba, o miúdo não é suplente do Modric ou do Rakitic. O que seria óbvio nesta fase da sua carreira. Como pode alguém que com bola faz tão mais que todos os outros, faz tão diferente, desequilibra só por a conduzir, não jogar numa selecção portuguesa cujos médios são incapazes de criar um princípio de desequilibrio sequer?

Enquanto observava o jogo percebia-se. Ou cai alguma bola nos pés do miúdo para que surja algo diferente, ou nem em 10 jogos haveria um golo. Felizmente caiu. Não a guardou, não se virou para trás. Acelerou e o resto é história!

P.S. - Escolheste muito bem com quem trocar a camisola, Modric. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

O Bulo é do Bayern.

Ainda júnior tornou-se uma referência na equipa principal do Benfica.

Tende-se a esquecer tal facto. Renato é de 97 e já é indiscutível no líder do campeonato português. Traça-se o potencial e elogia-se tantos outros mais velhos que ainda nem se conseguiram impor totalmente e por vezes parece querer-se ignorar o potencial de Renato. Ainda esta semana se ouviu Jorge Jesus garantir que Semedo, de 94 e que só na presente época garantiu lugar no seu clube, será a kms o central da selecção. E por vezes parece que tudo se faz para ignorar e desvalorizar o quão extraordinário é haver um míudo com idade júnior que está à beira de chegar aos dois mil minutos na Liga. Nem em clubes de menores aspirações surgem miúdos ainda júniores a impor-se com esta importância. Mais extraordinário se torna quando se fala de uma das equipas pretendentes ao titulo em Portugal.

Não tem a tomada de decisão dos melhores, como nenhum dos melhores tinha enquanto junior. E pelo perfíl de jogador que demonstra ser é bem provavel que nunca chegue a ter a classe de outros.  Não vê mais além e erra demasiadas vezes em posse. E até sem ela, como todos os melhores com a sua idade o faziam. O que não se pode ignorar são as qualidades absolutamente invulgares que já possui nos dias de hoje. Não apenas o lado atlético que lhe permite comer metros muito rapidamente e vencer duelos individuais. Mas sobretudo o que com bola demonstra potencial para chegar. Com tanto erro, já progride e quebra linhas com uma facilidade assombrosa. E cada vez mais, num jogo tão mecânico e robotizado, ter alguém que no corredor central é capaz de desorganizar a estrutura adversária só pela forma como em progressão ultrapassa adversários é uma vantagem que pode muito bem ser explorada a preceito em qualquer modelo de jogo. 

O rendimento actual de Renato está bastante longe dos trinta e cinco milhões. Todavia, na actualidade paga-se ao potencial. E negar o potencial que tem o jovem português é crime.

terça-feira, 29 de março de 2016

Ser Totti - A revolucao que o futebol precisa.

Hoje, ao acordar e cuscar os jornais dei de caras com isto.

"Renato Sanches? Tem muita qualidade, teve uma grande evolução, e, sendo tão novo, se continuar a jogar assim poderá transferir-se para outro grande clube." - Witsel, aqui

No brilhante texto da Mariana Cabral no Expresso podemos ler “Não quero parecer moralista, mas a nossa juventude hoje será que quer ser como Messi e Ronaldo ou será que quer ter o que Messi e Ronaldo têm, dinheiro e fama? Os milhões que estão entre ganhar e não ganhar mexeram muito com o jogo e com o jogador, a quem hoje se paga somas quase incomportáveis”


Alguem acredita que Totti, quando largar "a menina" vai ter algum tipo de dificuldade na vida? ou tudo o que ganhou (financeiramente) será mais do que suficiente para viver confortavelmente o resto dos seus dias?


Renato, João Mario, Ruben Neves, e tantos outros, deviam querer ser Totti, em vez de ser Ronaldo.

Ambicionar estar a carreira toda no seu clube de coração deveria ser a maior honra, o maior orgulho e o maior sonho de qualquer futebolista.Seria a diferença de ambicionar ser um Deus, ou alguem cheio de dinheiro.
"Cruyff looked at me intently. “Yeah, but maybe we were the real winners in the end,” he said, his close-set eyes suddenly flaring. “I think the world remembers our team more.”

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Ferrari em grande velocidade no Restelo.

O cognome foi de autoria do seu ex treinador. É com Rui Vitória que os números ofensivos têm sido ainda mais avassaladores.

No Restelo mesmo antes de estar em vantagem viu-se um Benfica com os sectores tão próximos quanto o que haviam estado em Braga. Equipa muito junta no momento defensivo a colocar muita dificuldade aos adversários para jogar dentro do seu bloco.

Ofensivamente é hoje a equipa mais criativa da Liga e o regresso de um grande Gaitán a ligar com Jonas coloca a tão desejada nota artística nas exibições encarnadas.



Destaques individuais:

Mitroglou. O melhor reforço da época. Ainda que por vezes demonstre egoísmo na sua tomada de decisão, aparece com muita qualidade nas zonas de finalização e mesmo estando longe do nível dos colegas da frente na criação, acaba por perceber como pode ser útil, jogando simples e mostrando-se para tabelar. 

Jonas, Gaitán e Pizzi. Os dois primeiros bastante acima de Pizzi, mas também muita categoria do transmontano. Características identicas. Excelência na tomada de decisão, criatividade, movimentos a pedir bola no pé, e sempre fabulosos no seu trato. Gaitán, novamente a decidir fora da caixa com aquele passe interior para mais uma maravilha do incrível Jonas. 

Renato Sanches. Que qualidade! O miúdo já integra o lote dos médios centro da Europa com grande capacidade de desequilibrio. Notável a forma como quebra linhas e chama adversários a si em posse, libertando os colegas da oposição. Não prima pela criatividade, mas cada vez mais depois de atrair entrega. Mostra parecenças com outro médio muito bem sucedido na Luz, Enzo Perez. Agressividade a ocupar o seu espaço, ainda tem de continuar a evoluir sem bola. Todavia, o que aos dezoito anos já faz e com a facilidade com que faz com bola é impressionante. 



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Pontos para RV

Image result for rui vitória1º Não sabemos se é de propósito, mas ter os 2 médios centro baixos faz com que Lisandro e Jardel acabem por participar muito menos na construção.

Isto trás coisas boas e coisas más. O Bom, é que há muito menos perdas de bola e em caso de realmente isso acontecer, a equipa está melhor preparada para a perder. O Mau, é que perde jogadores a frente da linha da bola e é mais difícil construir por dentro, só conseguindo fazer coisas por fora.

Image result for renato sanches2º Durante a primeira parte, estava visível Renato e Fejsa bem baixos a serem eles a construir, e foi visível que a Académica apesar de ocupar razoavelmente bem os espaços centrais, não era muito competente a sair no contra ataque.

Ao intervalo (e dadas as diferenças para a primeira parte, não foi coisa do momento, foi falado no balneário) o Renato passou a aparecer entre atrás da primeira linha de pressão da Académica. Isto fez com que houvesse mais linhas de passe a frente da bola, e ao mesmo tempo sempre que ele recebia ia atrair jogadores da segunda linha, soltando mais os colegas mais adiantados.

O Renato Sanches é um dos principais responsáveis pelas melhorias no jogo do Benfica. Sabe tudo do jogo, e como diz (e muito bem) o podcast do Rui Malheiro, está mais do que habituado a ter a responsabilidade toda em cima dele.