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sábado, 13 de fevereiro de 2016

A excelência colectiva protege mais nos jogos grandes? FC Porto vence na Luz.

Fica a questão. 

Nos jogos perante adversários mais dotados seja individualmente ou colectivamente as situações de jogo reproduzem-se com maior velocidade e são definidas com maior qualidade. Aí tudo importa. O centímetro, o metro. O baixar ou o subir no tempo e na coordenação certa.

Um Benfica de criação fácil. Talvez o Benfica com maior chegada ao "golo" nos desafios contra o FC Porto dos últimos tempos. Enfrentou um guarda redes inspirado e quando era necessária a excelência posicional para continuar à procura da vitória, sofre um golo que poucas equipas da Liga portuguesa sonhariam almejar tal o grande trabalho das individualidades do FC Porto. Contudo, foi pela inexistência da tal excelência, tão presente noutros tempos que o caminho foi facilitado.


Um posicionamento alternativo tão comum noutras épocas seria:


A segunda parte AQUI!

Benfica 1-2 Porto. Primeira parte.

O Porto que vence com uma grande exibição de Casillas, e Brahimi. Brahimi fundamental em todos os desequilíbrios que o Porto conseguiu causar. Quer pela sua movimentação sem bola a arrastar Samaris para junto da linha defensiva e a deixar Renato só no meio campo, ou a simular profundidade para criar espaço para receber no pé, quer pelo seu toque individual com ela. Não surpreende a falta de saída de bola do Porto pelo momento de menor confiança que atravessa. O Benfica tentou sair apoiado, mas a pressão do Porto acabou por levar a que se jogasse muitas vezes directo nos avançados. Não é estilo de jogo mais indicado para Jonas aparecer.


Benfica pouco agressivo a recuperar posições







Danilo também poderia ter sido mais conservador.
O primeiro golo do jogo surge de uma situação onde o Porto foi pouco agressivo na procura da recuperação de bola. A linha avançada (Aboubakar e Brahimi) pouco reactivos à bola, permitindo a Lindelof espaço para conduzir contra a linha média. Depois Lindelof bem a encontrar Renato que procura de imediato Jonas no apoio frontal. Indi bastante agressivo a reagir ao homem que recebe de costas, mas Herrera muito lento a reagir a uma segunda bola. Com isso, Renato mais rápido na reacção ganha o lance e acaba por isolar Mitroglou que consegue finalizar. A linha defensiva do Porto mal ao não ajustar o seu posicionamento à saída de um dos seus elementos.


Realçar também posicionamento de Pizzi na mesma linha que A.Almeida.

O trabalho de simulação de Brahimi a confundir completamente Samaris, e com isso a ganha espaço.

O golo do Porto acaba por surgir de forma algo inesperada. Numa situação onde a equipa do Benfica se encontra bem organizada e junta no corredor central, bascula e com os posicionamentos e comportamentos individuais que adopta permite que se crie a situação de finalização. Ainda que Herrera não remate e por não ter contenção se opta pelo passe para Corona (que se encontrava em vantagem espacial), a situação continuaria a ser de apuro para a defesa do Benfica.




Boa saída do Benfica pressionado pelo Porto, utilizando apoios frontais.

O Benfica teve mais alguns lances que poderiam ter sido finalizados com relativa facilidade, mas não tão interessantes do ponto de vista do processo. Deveram-se sobretudo a erros individuais do Porto. Um Benfica mais explosivo em organização ou transição, e um Porto mais pausado na procura de apoios frontais para sair de situações de pressão e criar espaço para atacar melhor. Muito interessante o crescimento da linha defensiva do Benfica, a reagir de forma coordenada.

A segunda parte AQUI!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pré-Época - Viver muitas vezes o futuro.

Depois da derrota com o Paris Saint-Germain (2-3), Rui Vitória expressou quais os objetivos para este compromisso com a Fiorentina: «Primeiro ganhar, segundo possibilitar que haja maiores ligações entre algumas microestruturas da equipa, e ao mesmo tempo dando oportunidades a mais jogadores, seja de início ou mais à frente. Aqui temos a condicionante de este ser um bloco de três jogos em que vamos jogar dia sim dia não, o que nos obriga a equacionar tudo para estarmos em condições para os três jogos.»

No seguimento do post anterior, que falava sobre o tempo elevado de empenhamento motor, é esta também uma das preocupações durante esta fase da temporada. Possibilitar que quem se prevê que vá assumir as coisas durante o ano, esteja mais vezes a vivenciar coisas "lá dentro".

O "entrosamento" é isto mesmo, é conseguir fazer com que pessoas e dinâmicas se conheçam e se relacionem com frequência, em contextos altamente competitivos, já que é nesses momentos que se dão as aprendizagens mais consistentes.

Seja A com B, sejam ligações inter-sectoriais e movimentos tipo (por exemplo, AV a baixar e interior a aproveitar o espaço criado pelo arrastamento do DC contrário - Ou outra qualquer brincadeira desse estilo).

Dai que, mesmo sendo pré-temporada, algumas relações sejam mais permanentes do que outras. Dai também que quando se começa a rodar, o jogo baixa muito de qualidade porque como as ligações são mais fracas, acontecem muito mais erros.

Os próximos jogos vão mostrar que ligações são essas.



terça-feira, 28 de abril de 2015

Na área a cobertura é na linha da bola

Há poucos dias atrás, escrevia no meu facebook o que já estão fartos de me ver escrever no blogue. Jorge Jesus, este homem que não se sabe expressar correctamente na sua língua mãe, que não fez um curso superior de desporto, que não assistiu a nenhuma aula que lhe ensinasse futebol, é o grande operário da revolução defensiva desde Arrigo Sacchi. Parece impossível que se possa catalogar como génio, um tipo que não tem uma relação académica ou um vocabulário adequado, nem tão pouco que não domine todas as competências, dizem, que se exigem ao treinador. Mas na sua área de trabalho e neste momento específico do jogo - o defensivo - não há ninguém no mundo que se compare. Ele inova, revoluciona, aponta o futuro. E isso é ser genial!

Apesar do Benfica não ter estado presente no jogo entre Porto e Bayern, o golo de Boateng de imediato me levou a tecer considerações (no facebook) sobre a mais valia de Jesus para a evolução do jogo. Tendo eu mostrado em comparação um lance que ocorreu na meia final da Liga Europa, em Turim, realçado pelo grande Allas, aqui. Não há melhor forma do que a comparação para mostrar as vantagens e desvantagens de cada abordagem, e o risco que cada uma delas acarreta.

A habilidade para transmitir as ideias aos jogadores, a coragem para lhes entregar novidades que para a esmagadora maioria são apelidadas de perigosas, não tem preço. As coisas são simples, quem quiser aprender como se deve defender no futebol moderno que venha a Portugal fazer um estágio com Jesus, que ele lhes mostrará nada menos que perfeição. Neste exemplo, poder-se-ia tirar que, o Benfica o faz para aproveitar o fora de jogo nas situações de bola parada. Mas para quem está acostumado a analisar o Benfica percebe que, a ideia é superior ao momento estático e está presente em todos os momentos em que a bola entra na linha da área. Ou seja, na área a cobertura é na linha da bola. Tudo o resto é do Guarda Redes. A ideia, como sempre, como em todos os momentos, é afastar o adversário da baliza, é tirar-lhe espaço útil de jogo, é fazer campo pequeno, ainda que a maioria caia na tentação de tentar meter jogadores em cima da linha de golo quando aumenta a proximidade ao Guarda Redes. Defender da mesma forma quando bola está na área do adversário ou na nossa dá imenso trabalho.

Tal perfeição em todos os aspectos defensivos só é possível pelo foco e obsessão do treinador por esse momento. Pela vivenciação constante dos mesmos princípios no treino, pela vivenciação constante desses mesmos momentos em jogo, pela exigência constante do treinador a cada lance que ocorre em jogo, pelo treinador não colocar a jogar quem não seja competente no cumprimento destas tarefas. Imaginando que o Benfica jogava como o Barcelona de Guardiola esta perfeição no momento defensivo nunca seria possível. Porque o foco do treinador seria dividido de forma diferente pelos momentos do jogo, e também os jogadores não iriam experimentar de forma constante, em jogo, o momento defensivo.

Para marcar um golo ao Benfica quando o nível de aquisição dos comportamentos colectivos é este, quando o nível de foco é este, é preciso ser excelente na forma de atacar, ou ter muita sorte. E isso diz muito da bitola actual do treinador encarnado.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Benfica fora da Europa

Depois da derrota do Benfica na Rússia e vitória do Mónaco, fica a eliminação de uma das boas equipas da Europa das provas europeias. Num grupo forte e equilibrado, onde qualquer equipa poderia passar, e qualquer uma poderia ficar de fora, calhou a fava aos portugueses. Estimei, na altura em que saiu o sorteio, que nenhuma equipa iria acabar com menos de sete pontos. Caso o Benfica ganhe ao Leverkusen, confirmar-se-à essa estimativa que representa o equilíbrio entre as equipas do grupo, umas pela qualidade individual, outras pela qualidade colectiva e dedo do treinador. Diga-se também que, em conversa com o Maldini offline na altura do sorteio enviei-lhe um sms a dizer: "o Leverkusen joga muito. Pressão, e com bola muito bons. Qualidade técnica e física soberba", e resposta dele foi: "O Benfica este ano nem à Liga Europa vai". Um Zenit fora do alcance de qualquer uma das equipas do grupo, ao nível da qualidade individual. Um Leverkusen que junta qualidade individual e colectiva. E um Mónaco ao nível do Benfica, mas que pelo modelo de jogo conservador de Jardim, parece bem encaminhado para seguir em frente na prova. Modelo esse que serve muito bem para jogos a eliminar, provas curtas, mas que não deixa ganhar com regularidade na liga. Porque o modelo da liga é o mesmo que o da Champions.
O Benfica não tem nível para esta prova. É equipa de Liga Europa, assim como o é o Sporting. Não teve foi a sorte de ter no grupo duas equipas do mesmo nível (Bate, Bilbao, Maribor, Schalke). Mas os adeptos nunca vão achar normal ir-se para provas onde o adversário é superior fazer o papel que o Benfica faz outras equipas passar no campeonato.

Sobre o jogo, só vi a primeira parte. E o Maldini só viu a segunda. Mas do que vi, do resumo da segunda parte e tendo eu visto a primeira: quantas ocasiões de golo teve o Zenit? Quantas ocasiões de golo teve o Benfica? Tendo em conta a qualidade individual do outro lado, onde só entravam Enzo, e talvez J.César e Gaitan, o Benfica fez ou não mais do que a obrigação, que era tentar competir com uma equipa bastante superior? Do que eu vi, teve, pelo menos, as melhores ocasiões para marcar e em mais quantidade.

A questão que ficou - Numa altura em que dominava o jogo, Jesus abdicou de um elemento do meio campo e colocou um avançado - mas se o domínio do jogo se deveu a essa presença de mais um jogador no meio campo, por que é que esse mesmo domínio não existiu na primeira parte?! E quem é que disse que Talisca não estava a jogar com o mesmo posicionamento que Lima adoptou, depois da entrada de Derley?! E de onde é que veio a ideia de que o golo surge por falta de homens no meio, ou falta de mais uma unidade defensiva no controlo do meio campo do Zenit?

Para desmontar o golo, chamei André Almeida para explicar o que aconteceu nesse lance:




PS: E um pequeno bombom para os adeptos do Benfica, que muito adoram a história, e estatística.

- Antes da chegada de Jesus. 15 anos e 5 entradas na fase de grupos da Champions.

- Depois da chegada do mau treinador ao nível da Europa, 5 anos e 5 entradas na fase de grupos da Champions.

- Antes de Jesus, 15 anos e 1 campeonato. 10 classificações abaixo do segundo lugar. E se quisermos igualar o registo de Jesus, vamos ao décimo sexto campeonato. Mas seguindo até ao décimo oitavo os números continuam iguais, ao décimo nono é superado.

- Depois de Jesus 5 anos 2 campeonatos. Sendo que Nunca ficou abaixo do segundo lugar.

Fala-se do Benfica como um clube de grande tradição europeia, mas não o é. Com a televisão a cores pelo menos não. Fala-se de um clube grande em Portugal, mas as classificações, até então, eram de um clube de segunda linha mesmo no nosso pequeno país. Eu não me lembro de um Benfica grande, sem ser com a televisão a preto e branco. Jesus compete onde deve competir, nas competições internas. Outros preferem quem compete na Europa, por preparar um modelo para essa prova, e depois no ano seguinte têm sérias dificuldades em entrar na prova para o qual tanto se prepararam. Espero com ansiedade o momento da saída de Jesus da Luz, por saber que será muito difícil para o próximo que vier. A história e a competência de Jesus assim o dizem.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sair a jogar.

Super interessante chegar a Luz e ver em acção o que tinha acabado de ler aqui

"P. ¿Por eso siempre busca superioridad en esa zona, como poner a un lateral de mediocentro en la salida del balón?
R. Sí, porque con eso abrimos una línea directa al extremo y el que marca al lateral no sabe qué hacer. Eso se lo vi hacer al Bayern de Guardiola y al principio pensaba: ‘¿Dónde está Alaba? Ah sí, cerca de Ribéry en el centro del campo…’. Y me di cuenta de que eso es muy difícil de entender para el extremo que le marca. En otras ocasiones metemos a un lateral al medio cuando el balón está en el otro lado. Son soluciones de salida del balón ante la presión rival. Así, si un día no va una, ok, probamos otra."

Guardiola (ou Perarnau), no "Herr Pep" também fala sobre isso, e a solução para um dos problemas que tinha foi puxar o Alaba e o Rafinha para dentro, para continuar a ter superioridade no corredor mais importante, mantendo a largura de jogo na saida de bola.

Esta noite, principalmente na segunda parte, o Benfica saiu estranhamente "baixo", com Jardel ao meio, Luisão a direita e Samaris a esquerda, Enzo como referência central, mas com os laterais mais dentro do que seria normal e a não darem tanta profundidade quanto isso.

Muito estranho baixarem tanto as linhas para sair a jogar porque... se juntas as linhas e ainda por cima as apróximas da baliza, não estás também a chamar os defensores para te pressionarem em cima? Veremos nos próximos jogos se o que se passou hoje foi estratégico, ou vá.. adaptado ao adversário, ou se é uma nova abordagem a saida de jogo. Algo que não seria possivel com o Artur a jogar, o "avozinho" dá uma qualidade a saida de bola tremendamente superior.

Se conseguirem explorar mais o corredor central (o tal que é o mais importante), vão, tal como o FCP, conseguir um nivel de jogo bem superior ao apresentado até agora. 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Estreia de Jonas

Jogou pela primeira vez pelo SLB contra o Arouca no Domingo passado.

Primeiras impressões? É alguém bem mais virado para a equipa e para as soluções colectivas do que virado para o próprio umbigo.

Ou pelo menos foi assim que foi na estreia.

Preocupou-se em dar linhas de passe a esquerda ou a direita. A mostrar-se em apoio frontal ou em cobertura ofensiva.

Mal marcou o golo procurou Ola John como que a dizer que foi graças ao colega que o golo aconteceu, valorizando a assistência em vez de fazer uma cambalhota qualquer a dizer que "estou aqui".

Teve ainda a oportunidade de "cabritar" um adversário na 1ª vez que tocou na bola, o que também é sempre um prazer de ver.

Veremos se o treino e o modelo de jogo não o formata para ser diferente daquilo que nos mostrou no 1º jogo.

Faltou conseguir perceber como se comporta em organização defensiva para conseguir ter uma ideia do que pode dar ao SLB em jogos a sério.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Fecho da Jornada

Na Luz. Um Arouca muito atrevido, a causar muitas dificuldades ao Benfica, sobretudo pelo número de novos elementos na equipa de Jesus com pouco tempo de trabalho com o treinador. Já se sabe que a forma de Jesus organizar a equipa é difícil de interpretar, e é demasiado exigente para Talisca e Samaris ao mesmo tempo, no mesmo onze. De realçar, também, que neste início de época, como seria de esperar, as  vitórias do Benfica têm sido mais fruto da qualidade individual dos seus jogadores (com Eliseu, Talisca, e Sálvio na frente do pelotão) do que do trabalho colectivo ao nível ofensivo. O número de pontos que Jesus conseguiu até ao momento têm muita sorte misturada. A sorte de não sofrer golos, fruto dos problemas de interpretação do modelo de jogo (parte defensiva) por parte dos seus jogadores.

No Dragão. Um jogo que já se esperava dividido tendo em conta a organização que Lopetegui tem estruturado e procura fazer evoluir. Compreendo que neste momento o treinador possa estar mais focado naquilo que a sua equipa possa fazer com bola, do que naquilo que faz nos momentos de organização defensiva. É uma opção de cada treinador, e cada um tem o seu caminho. No entanto, tendo em conta a distância entre os jogadores do Porto é uma tarefa para 6 Jacksons reagir rápido e recuperar, ou perturbar de forma evidente o portador da bola. Como o Porto não tem 6 monstros físicos na frente torna-se fácil para jogadores de qualidade sair com alguma (para não dizer muita) qualidade em transição ofensiva. É uma tarefa hercúlea para quem defende tentar recuperar, tendo em conta o espaço que há para defender, e o portador da bola estar constantemente em boas condições de criar lances de golo. Depois, nota-se que o trabalho de organização, bem como de transição defensiva (quando não recupera num primeiro momento) tem muito por onde evoluir. Fica sempre, para mim, a impressão que o Porto pode marcar dez golos, mas que também pode sofrer outros dez.
PS: Não percebi como é que foi possível, ao intervalo, o comentador do jogo elogiar a colocação e organização defensiva das duas equipas.

No Restelo. Lito Vidigal a trazer de volta o 4-2-4 ao campeonato nacional de seniores. Na segunda parte, com bolas jogadas na frente para um avançado pentear e os restantes a aparecer no espaço. Assim foi a construção do Belenenses em todo o segundo tempo. Por outro lado, Domingos Paciência responde com uma linha defensiva a tentar jogar zona, com uma linha média a procurar marcar os médios contrários, e uma linha avançada onde os extremos só descem se o lateral contrário sobe. Muito pouco futebol, corredor central para jogar nas primeiras, segundas e terceiras bolas, procura incessante do cruzamento, equipas partidas, sectores distantes, muito espaço para jogar, e um número ridículo de transições ofensivas mal aproveitadas.



terça-feira, 23 de setembro de 2014

Ola John - Será que assim olham para mim?

Domingo, quando foi necessário, apareceu o Ola John que toda gente pedia.
Assumiu, desequilibrou, e como os Freitas Lobos adoram, "espalhou o terror" na organização defensiva do Moreirense.

Sempre defendemos aqui no blog que este jogador era competente e devia ter muito mais minutos jogados neste momento.

Defendemos que ele devia jogar mais, não porque assume repetidamente o 1x1 ou 1x2 como o argentino que joga no corredor direito, mas porque tenta sempre aproximar a equipa de uma melhor situação do que estava anteriormente.

Os apoios que dá, a maneira como resolve 2x2, atraindo defesa e cobertura para libertar o 2º jogador, e a maneira como privilegia o passe em boas condições em vez de um cruzamento de olhos fechados.

(No domingo voltou-se a ouvir após mais um cruzamento do Sálvio - "Ninguém aparece?????!!!!!" - Se não está ninguém, faz sentido cruzar? a espera que a toupeira se lembre de marcar?)

Só por tudo o que foi apresentado anteriormente devia ter mais minutos, até porque iria colocar Gaitan no meio, onde ele vai sempre fazer mais a diferença.

Como não é assim tão parvo, Ola John já percebeu que se não assumir, e se não "for para cima", vai dar menos nas vistas e assim fica mais difícil jogar mais tempo.

Markovic ainda não percebeu isso, e talvez por isso esteja a jogar tão pouco tempo, quando o Liverpool precisa urgentemente de alguém como ele.

domingo, 24 de agosto de 2014

Falta de qualidade gritante, na zona do campo mais importante do jogo


Com este corredor central nem a Liga de Honra ganharia! Jardel, Talisca, André Almeida, Jara e Lima. Assim está composto o miolo do Benfica.

Escrito pelo Maldini, que está sem net.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"Ensinar 11 jogadores a jogar não é assim tão difícil, porque eles não são iniciados, têm noções básicas de ocupação de espaços"

É o que se canta por aí. Pensa-se que os treinadores têm alguma fórmula mágica e que são obrigados num mês a colocar uma equipa completamente nova a jogar de acordo com as suas ideias.
Ninguém percebe a dificuldade que é ensinar um jogador e o colocar dentro do sistema. Ninguém percebe o que é colocar 5, 6, 7, ou 8 jogadores novos ao mesmo tempo no mesmo onze inicial, com uma ideia comum de jogo.
As dificuldades surgem do jogador não conhecer as referências da equipa. São ainda, na sua maioria, jogadores sem qualquer cultura de ocupação de espaços, ao contrário do que se diz. Pelo que o trabalho é ainda mais difícil. As dificuldades maiores surgem de não terem qualquer referência em campo que os passa ajudar, de não terem qualquer jogador modelo para imitar, para os guiar, para os corrigir.

Em tempos, numa equipa que treinava, perdi um jogador que me fazia o trabalho todo de dentro do campo. Não usava a braçadeira mas era o capitão. Eu falava pouco lá para dentro porque ele corrigia tudo, comunicava com todos, percebia como ninguém a ideia de jogo e obrigava os colegas a guiarem-se por ela. Desde logo, nos jogos seguintes senti a sua falta. Gritava muito para dentro de campo, estava mais intranquilo, e tinha maior necessidade de focar e corrigir logo cada situação. Os erros aconteceram mais vezes, muito mais vezes. E isso é ter um modelo por quem os outros se possam guiar dentro de campo. É ter uma referência que os ajude a estabilizar os comportamentos. A passar a ideia que o treinador tem para a equipa.
No Benfica, Jesus falou de Luisão e Enzo. Eu poderia acrescentar Amorim. Mas numa equipa com tantos fogos para apagar não há um Amorim que resista. Siga o link.

sábado, 2 de agosto de 2014

Emirates Cup

Muitas dúvidas e preocupações poderão estar, agora, na cabeça dos adeptos do Benfica. Mas, esqueça o resultado ao intervalo, olhe para o que se passou no jogo, tente perceber. De onde surgiram os golos? Por que motivo surgiram? O que falhou?
De seguida passarei a minha ideia sobre o momento do Benfica.

- Há poucas equipas no mundo com o potencial ofensivo do Arsenal. Ao nível das ideias, Wenger é para mim top3 mundial na organização do seus lances de ataque. Pelo que tanto golo marcado, e tanta oportunidade criada, tendo em conta a qualidade dos seus executantes, é perfeitamente normal (para o momento em que se realiza o jogo).

- Bellerín. Não conhecia, foram os primeiros 45 minutos que vi dele, e estou maravilhado. Aponte este nome. 19 anos e qualidades físicas e técnicas, mas sobretudo critério na tomada de decisão.

- Linha defensiva. Poderá ser estranho pensar-se em problemas da linha defensiva numa equipa treinada por Jesus. Mas é de facto o problema mais gritante com que Jesus se bate neste momento. E a maior dificuldade surge com estímulo de percepção mais complexa: controlo da profundidade. Que é, de facto, supra importante, tendo em conta a forma compacta e posicionamento adiantado que Jesus quer que a sua equipa interprete.
São 3 elementos novos - Sidnei, César, Eliseu/Benito - e Maxi. Todos eles sem qualquer tipo de competência táctica, ao nível dos princípios de jogo que Jesus usa. Defesa zonal: contenção, coberturas, decisões colectivas para controlar a largura e a profundidade, fora de jogo. Jogadores habituados a jogar sozinhos, preocupados apenas com a sua referência individual, obrigados a agir e reagir de forma colectiva. Também, muitos erros na abordagem aos lances de 1x1.
A forma de Jesus defender é complexa, não é de fácil interpretação, e tanto jogador novo lançado para o onze inicial ao mesmo tempo tem este tipo de resultados contra equipas super competentes ao nível ofensivo (poucas num futuro próximo do Benfica).
Com Luisão e Jardel/Lisandro, 95% dos problemas ficam resolvidos.

- Artur. Ou Jesus contrata um Guarda Redes capaz de defender a profundidade, e diminuir o espaço que pode ser aproveitado atrás da linha defensiva. Ou então não pode jogar com a linha defensiva tão subida, uma vez que Artur não se mostra corajoso o suficiente para se expor a situações mais complicadas.

- Rio Ave. Não se deixe enganar, ainda que os elementos da linha defensiva se mantenham, são poucas as equipas a nível interno com reais capacidades para aproveitar de forma sistemática o ainda fraco desempenho da linha defensiva encarnada.

- Eliseu. 18 minutos que me surpreenderam, ao nivel da tomada de decisão. Procura dos colegas para combinar, entrega fácil em colegas no corredor central.

- Ola John. O melhor do Benfica a conduzir para fixar e soltar. O melhor a temporizar para melhorar as condições em que o colega recebe o passe.

- Gaitan. Parece que Jesus esteve a ler o Posse de Bola. A ideia era Bernardo. Mas ficando Gaitan também apostaria nele para a posição de segundo avançado. E viu-se durante a primeira parte tudo o que Gaitan pode fazer ali. Combinações, condução, quebra da contenção, facilidade em enquadrar, agressividade no ataque da defesa contrária, facilidade de passe, qualidade nas decisões.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Emery - A força do Benfica é o colectivo

"Although Benfica may be missing some of their key players for the final, Emery doesn’t see them detracting from just how dangerous an opponent the Portuguese side are, as a team.

They’re important, but not decisive for their team, because they’ve made a lot of rotations and utilised a lot of players. Their structure won’t change and even with individual changes, their team remains the same.”

Mais do que os nomes, o SLB vale pelo modelo. Durante a antevisão da final, Emery disse por várias vezes que mesmo alterando muitas vezes os jogadores, o Benfica jogava sempre da mesma maneira.

Isto mostra duas coisas:
1º que o que a equipa faz em campo tende a ser o mais parecido possivel, independentemente de quem joga, sendo que tal só é possivel graças ao  (bom) treino .
2º que Emery não viu as coisas com atenção. Jogar Sálvio não é igual a jogar Markovic. O comportamento deles é diferente e provoca coisas diferentes nos colegas e consequentemente no jogo. Jogar Cardozo não é igual a jogar Lima ou Rodrigo.

sábado, 10 de maio de 2014

O que fazer quando já não há nada para decidir? Porto - Benfica

Temos hoje um clássico que... nem cheira a clássico. Duas equipas que vão jogar o "jogo dos jogos" em Portugal, aquele que hoje em dia mais mexe com as emoções das pessoas dada a rivalidade entre os dois clubes e .. a maior parte das pessoas nem sabia se o jogo era hoje ou amanha.

Ao mesmo tempo jogam equipas por esse mundo fora que já têm as classificações definidas. Tenham ou não atingido os seus objectivos, já há imensas equipas que apenas vão cumprir calendário.

O que fazer nestes momentos? O que treinar?

O Benfica ainda tem duas finais pela frente, logo há de estar a preparar esses jogos nos treinos, agora o Porto não tem nada a ganhar ou a perder, e ainda por cima o treinador já sabe que para o ano não será ele a "comandar o barco". Logo... o que fazer? Preparar já o que vem para o ano? Dar minutos a quem não teve oportunidades? Baixar a complexidade nos treinos e transformar aquilo em algo mais "lúdico" para que o treino e o jogo continue a ser motivante?



Tanto no Porto como no Benfica, hoje, devem jogar aqueles que tiveram menos oportunidades e alguns jovens. É portanto... um jogo de pré-época quase. Será um jogo com muitos erros, e com muitas oportunidades em transição defesa-ataque. Quem estiver mais "vivo" tem a vantagem.

Ainda assim, de positivo, isto terá o factor de proporcionar aos jovens uma estreia sem pressão nenhuma e quando for a "sério", já não será a primeira vez. Há de diminuir a ansiedade e ajudar a conviver com a pressão de jogar no meio Deles.

Quero ver o Tozé e o Bernardo num jogo um bocadinho mais a doer.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Curiosidades.

Estou muito curioso para perceber como se vai reorganizar o Porto, tendo em conta o desastre da época actual. Sendo que Luís Castro tem zero de responsabilidades neste processo, paga-se o preço de uma escolha errada para liderar a equipa no terreno de jogo. Com o treinador certo, a equipa poderá novamente aproximar-se da vitória, fazendo com que os resultados da equipa deixem de ser completamente aleatórios, e demasiadamente dependentes de imponderáveis como a inspiração individual de alguns dos seus jogadores, ou da sorte. Será também curioso perceber como se processará o ataque ao mercado de transferências. Sendo que a equipa, no modelo em que tem jogado nos últimos anos, necessita de extremos de grande qualidade. Um médio criativo, e um ou dois centrais (dependendo da saída de Mangala) também serão necessários.
Mas tudo começará na escolha da figura do treinador.

Por outro lado, curiosidade para ver que mudanças Leonardo Jardim vai operar no seu modelo de jogo. Sendo que, as dificuldades exibidas nos últimos 10 jogos tenderão a piorar caso não mude nada. Isto porque os adversários começam a perceber melhor a forma de "encaixar" no Sporting, pelo maior conhecimento que vão tendo dos processos da equipa ao longo do ano. Outro factor que obrigará à essas mudanças, é o facto de os adversários terem, novamente, ganho o respeito outrora perdido pelo Sporting. Significa isso que não vão arriscar tanto, contra o Sporting, vão expor-se menos, reduzir espaços, baixar linhas, defender com muitas atrás da linha da bola. Com maior responsabilidade ofensiva por parte dos Leões, serão obrigados a jogar constantemente em ataque continuado. Não é que Jardim não quisesse que a sua equipa fosse dominante, e dominasse o jogo com a posse de bola. Mas, o Sporting voltou a impor respeito, e agora, ninguém vai jogar para ganhar contra eles. Assim sendo, haverá necessidade de envolver mais jogadores no processo ofensivo, e procurar outras formas de desequilibrar ofensivamente. Será também necessário muito treino da transição defensiva (reacção à perda de bola, e defender com poucos com muito espaço).

No Benfica, perceber se Jesus fica ou sai. E que rumo irá seguir o clube, pela escolha do treinador, que terá um trabalho muito difícil. Manter o nível que a equipa tem demonstrado, ao nível da organização, não se afigura fácil. Caso fique, perceber se faz evoluir o modelo para controlar mais o jogo com bola, do que controlar sem bola. Fazer a equipa gerir os ritmos conforme for favorável, descansar com bola, tornar-se ainda mais dominante. Seria a machadada final no modelo de Jesus, fazendo-o regressar +/- ao que era no seu primeiro ano de Benfica. Se não ficar, quem será o próximo?!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Sugestões tácticas

Assim que terminou o jogo, fiquei logo com a sensação que Jesus poderia ter feito mais. Houve jogadores que não se apresentaram ao nível necessário. Mas Jesus, desta vez, não deu as melhores ferramentas aos seus jogadores. Não só pelas opções no onze inicial, mas sobretudo na forma como preparou os momentos de pressão, e a orientação das linhas de passe na saída de bola. Não obstante da grande qualidade dos italianos em organização defensiva, da agressividade sobre a bola, da grande diferença física, da agressividade posicional, da intensidade com que ajusta, o SL Benfica poderia ter feito mais, na minha opinião, assim Jesus o tivesse preparado. 

Deixo algumas sugestões, do porquê de discordar das declarações de Jesus quando ele diz que o Benfica foi quase perfeito defensivamente. E do porquê de eu achar que o grande desgaste, em apenas 45mins dos jogadores, se deveu não só à qualidade individual da Juventus, mas também porque o Benfica não esteve tão bem ao nível do posicionamento. Disso resultou que, de forma constante os jogadores fossem "obrigados" a enfrentar os adversários em igualdade e nas piores condições possíveis. O jogo directo, constante, a que Jesus sujeitou os seus jogadores, funcionou como catalisador para um desgaste extra de todas as suas unidades.


Escrevi, aqui, no Posse de Bola, "Péssima abordagem ao jogo por parte de Jesus, que nem na pressão conseguiu condicionar o fraco jogo  na construção dos italianos."














Para Turim, preparar melhor o jogo do ponto de vista de posicionamento, na pressão adiantada, ou baixar as linhas e defender à entrada do meio campo. Será também necessário que, o acerto na tomada de decisão, nos lances de transição ofensiva, suba de forma gradual.