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domingo, 20 de abril de 2014

"Quem ficar com o treinador que tem estará mais perto de ser campeão na próxima época. Ficando os dois... ui... mais uma luta épica a 2!"

Aqui! Pode ler-se no final da época passada.

Este ano, um grande treinador, um título "fácil" para o SLB. Melhor plantel, melhor onze inicial, melhor treinador, título para Jorge Jesus.
Mérito para o treinador do Benfica, que com jogadores de grande qualidade, consegue mais uma vez formar uma equipa com um nível extraordinário de rendimento. Perde constantemente o seu melhor jogador, ano após ano, conseguindo reinventar-se uma e outra vez.

Felicidade de Jesus, por ter ao seu comando o melhor plantel, bem como o melhor onze inicial da liga. Felicidade do Benfica por contar com um treinador desta qualidade.
Será difícil de substituir. Caso saia, poder-se-à, com uma escolha menos acertada, esperar uma época bastante atribulada.

Defender em inferioridade, sem necessidade de baixar sempre as linhas.

Apenas consegui a primeira parte do jogo, desculpem pelo atraso.













quarta-feira, 16 de abril de 2014

Mais uma lição defensiva.


O FC Porto sofre dois golos de duas rotinas ofensivas habituais do SL Benfica. Já tinha acontecido o mesmo em Alvalade. O cruzamento ao 2ºPoste, bem como a entrada de um 3ºhomem na área depois de uma combinação no corredor lateral, como no grande golo de André Gomes são muito vistos na equipa de Jesus.
Com superioridade numérica, ficaram visíveis as dificuldades na construção e criação do Porto.
A excelência defensiva do Benfica, como continuou a pressionar, subindo o lateral do lado da bola, deixando uma linha de 3 atrás para ganhar superioridade na zona da bola.

quarta-feira, 26 de março de 2014

FC Porto - Os dois melhores Pontas de lança do campeonato.

Grande jogo de Jackson, a desequilibrar completamente o jogo no Dragão. Fantástico e muito inteligente na forma como procura pressionar o adversário, ou cortar as linhas de passe. Incrível a forma como procura constantemente os colegas para jogar. Joga sempre, sempre, para a equipa. Tanto na forma como escolhe as linhas de passe a abrir, ou quando tem nos seus pés a definição dos lances. É uma pena não vermos mais vezes juntos, os dois melhores Pontas de Lança do campeonato.

Sem tempo para treinar e aprimorar o modelo de jogo, Luís Castro, hoje, apresentou-se muito bem do ponto de vista estratégico. Fez o que ninguém fazia ao Benfica há muito tempo, escolhendo sufocar e pressionar no campo todo. Ficaram evidentes as dificuldades de construção quando Gaitan, Markovic,  e Enzo, estão de fora. Foram muitas as recuperações de bola no meio campo ofensivo, por parte do FCP. Ficou também evidente, aquilo que defensivamente o Benfica não é tão forte com Cardozo em campo. A forma que Jesus, este ano, trabalhou para defender não tem espaço para o avançado Paraguaio.

Destaque também para Fernando, que está de volta à regularidade que nos habituou.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Jogo de erros


Quando falámos aqui das variáveis que o treinador controla, relativamente à organização da equipa, continua-se a interpretar mal as nossas palavras. Por exemplo, continuam a existir respostas do tipo "ah, se é bom por que motivo não ganha?". Isto porque a maioria ainda não entendeu, verdadeiramente, que o futebol é um jogo de erros. A natureza do jogo é essa porque é jogado por homens. E dentro das organizações de qualidade (trabalho do treinador) vão continuar a existir erros por parte de quem tem a responsabilidade de interpretar as ideias. 

Quem ouviu a conferência de imprensa de Jesus depois do jogo com o Estoril, naquilo que foi importante reter da sua mensagem, percebeu isso. O treinador do Benfica diz que podia ter goleado. Disse ainda que Lima esteve duas vezes na cara do GR. Ora, se o jogo tivesse terminado empatado o Benfica já teria feito um mau jogo? O Benfica já não teria criado situações de golo? O treinador do Benfica já tinha feito um mau trabalho? A organização já tinha falhado naquilo que se diz ser essencial? Já se podia diagnosticar à equipa pouco trabalho de finalização ao nível do treino? Eu não acredito nisso. O treinador não tem culpa de ter criado ferramentas e os jogadores dentro da sua responsabilidade não terem conseguido utiliza-las.

Acho que, neste momento ninguém duvida que o Benfica tem o melhor plantel do campeonato. Ninguém duvida também que as individualidades mais relevantes, ao nível da qualidade técnica e criatividade, jogam no Benfica. Facilmente se percebe que a equipa com a melhor organização de jogo, no ataque e na defesa, é a do clube da luz. Então, como é que se explica que organizações com processos inferiores, como é o caso do Porto e do Sporting, com menor qualidade individual (mais que evidente nas unidades ofensivas), tenham mais golos marcados que o Benfica? A que se deve isto afinal? Simples. Ainda são os jogadores que jogam. E os jogadores são homens. E os homens erram.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Proximidade entre jogadores (sectores), controlo dos espaços.


Carregando neste link, pode ver-se na caixa de comentários a seguinte apreciação sobre a mudança de princípios de jogo do FCP:  "Percebo a vossa analise sobre a diferença do FCP de VP para PF mas é preciso dizer que VP contou com Hulk, Moutinho e James e PF não tem jogadores que se aproximem sequer do nível deles."

Ao qual o Maldini responde: "Ace, não tem nada a ver com individualidades, apesar de Moutinho e James terem saido esta época e serem incríveis mais valias face aos substitutos, mas é uma questão colectiva sobretudo

http://lateral-esquerdo.blogspot.pt/2013/02/fc-porto-x-malaga.html


compara... tudo junto, tudo perto, tudo demasiado bom."


No grande post do Maldini pode ler-se, "Sectores muito afastados, equipa partida ao meio. Pouca disponibilidade para participar defensivamente de metade da equipa (sempre apenas cinco, máximo seis atrás da linha da bola). Ofensivamente com poucos apoios, com más decisões, apesar do Frankfurt também não concentrar demasiada gente atrás e próxima da bola. 

Sobra zero do enorme FC Porto de Vitor Pereira.

Há não muito, quando questionado sobre a melhor equipa do momento em Portugal, um jogador do Penafiel, apesar de ter perdido por quatro no Dragão, respondeu "Benfica. Contra eles não havia espaço para jogar".

Controlo dos espaços, e proximidade entre jogadores (sectores), é uma questão de princípios, de treino, é uma questão colectiva. É trabalho do treinador. Trabalho de Vítor Pereira, no ano passado com o FCP, e é a continuação do excelente trabalho que Jesus vem desenvolvendo no Benfica.









Não é que o Benfica tenha feito um jogo particularmente brilhante, na Grécia. Mas a organização colectiva é tão boa, que permite esconder muitas das debilidades dos jogadores. E, permite que a grande maioria deles se destaque, fazendo-os parecer, muitas vezes, mais do que são verdadeiramente. São essas as matrizes organizativas que aparecem "sempre" na equipa, independentemente dos nomes dos jogadores. E é com base nisso que se deve avaliar a qualidade de um treinador. É assim que o fazemos por aqui.







O PAOK até fez um jogo bom, defensivamente. Mas ter no lado esquerdo da defesa um picareta não é fácil. Veja-se no lance do golo do Benfica. Faz um erro igualzinho ao do Maxi, só que dá golo.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Organização defensiva. Defender em inferioridade.

Conversava no skype com um amigo sobre o modelo de jogo de Jesus, onde eu elogiava precisamente a capacidade do treinador do Benfica em organizar as suas equipas defensivamente. O seu maior mérito é de facto esse. É o treinador mundial que melhor defende em inferioridade, e é um dos 2/3 treinadores mundiais que poderia/deveria dar aulas de como defender, a todos os outros. A forma de defender de Jesus é tão evoluída que até arrepia. Cada jogo do Benfica é uma aula para todos os treinadores mundiais.
Atenção que entendo que o Benfica poderia/deveria ser mais pressionante, e condicionar mais o adversário no seu meio campo defensivo. Mas assim que a bola passa a linha dos avançados, começa a dança... Contenção, cobertura, ajuste, contenção, ajuste, cobertura. Coordenação da linha defensiva, controlo dos espaços fundamentais de finalização, controlo da largura, controlo da profundidade, controlo do espaço à frente da linha defensiva, agressividade posicional.

"Como estamos a defender muito fortes, quando marcamos antes do adversário ficamos mais perto de ganhar. Não posso dizer que é impossível virar um jogo contra nós, mas é pouco provável"

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Onze inicial do Sporting na Luz

Poderá dizer-se que Leonardo Jardim arriscou? Nem por isso.
A colocação de Montero e Slimani, em simultâneo, em nada altera as dinâmicas defensivas do Sporting. Para quem acompanha desde o início da época, que se percebe que a equipa defende com dois homens nos dois centrais adversários para evitar a saída de bola, e duas linhas de quatro (4-4-2).
Mesmo quando defende no meio campo defensivo, duas linhas de quatro, e André Martins só quando consegue chegar da pressão no central.
No ataque a opção por Slimani deverá ser para garantir maior agressividade no ataque as zonas de finalização. Montero e André Martins estão super habituados a pisar o corredor lateral, com as trocas posicionais que fazem com os extremos.












sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Benfica - Sporting, as diferenças

«Tenho jogadores com muita qualidade no ataque», palavras de Jesus antes do derby.

E essa é a diferença fundamental entre as duas equipas. Qualidade individual que nunca mais acaba, no Benfica. Quantos jogadores do Sporting entrariam no onze de Jesus?!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Curtas

- "Não sei o que temos de fazer para ganhar" Moyes. Está morto. Pior do que pensar nisto, é dizer alto e bom som. Vai na mesma onda de dar a entender que não confia no plantel quando parece um puto louco com o FM e só quer é fazer compras.

- Por falar em não confiar no plantel, de repente todo o processo ofensivo do PF se altera com a chegada do Quaresma. Um jogar que se caracterizava pela variação de centro de jogo, passou a ser um jogo de procura imediata do cigano, a ver se ele consegue inventar uma trivelada mágica. De notar também que o meio campo do FCP é completamente novo. Não é normal "naquela casa" alterações estruturais tão significativas em pouco tempo. 

- Normal, é o que acabou de acontecer em Barcelos. Numa altura em que um rival directo perde na Madeira, o SLB não conseguiu melhor do que um empate, com Cardozo a falhar um penalty já depois da hora. Ao mesmo tempo, o Benfica continua a ser o principal candidato ao título, é tanta a qualidade individual (Gaitan este ano está do outro mundo) que mesmo jogando 30 ou 40% do que poderia jogar arrisca-se a ser campeão.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Porque é que este Benfica não esteve no Dragão?

É uma questão legitima. Porém, a diferença não esteve no Benfica. Antes no adversário dos encarnados.

O FC Porto é mesmo uma equipa de nível mundial (que ironia terem de voltar a ler aqui isto, não é?) e não deixou de o ser por ter perdido com um elemento a menos em campo para o Málaga, que recorde-se viu-se eliminado da Liga dos Campeões por um super finalista Borussia Dortmund, no período de compensação com um golo pleno de irregularidades várias. Mas o Málaga até poderia ter a qualidade do Olhanense, que "acidentes" acontecem, e o FC Porto não seria menos competente e menos forte por um resultado.

O FC Porto não é só bastante superior ao Chelsea. Como aliás, também o SL Benfica colectivamente o é. O FC Porto beneficia de ter um excelente treinador, bastante superior ao bom e muito titulado Benitez, por exemplo, que conhece como ninguém o adversário que enfrentou no fim de semana. Ao contrário do Chelsea, que percebia-se não sabia bem para o que ia. Ainda que tenha corrigido um pouco as coisas na segunda parte, quando começou a condicionar a primeira fase da construção encarnada.

É soberbo o futebol do Benfica quando o adversário não tenta controlar logo no primeiro momento as investidas encarnadas. Garay sem pressão entrega com qualidade em Matic e/ou Enzo. Matic recebendo e enquadrando, mesmo que com pressão é fantástico. Tem mil formas de dar seguimento com muita qualidade ao ataque, e descobre normalmente Gaitán entre sectores, e ai o argentino tem estado a um nível impressionante. Porém, condicionar a primeira fase ofensiva dos encarnados significa desmoronar metade do potencial perigoso do SL Benfica. Os centrais jogam longo, a bola não passa por Matic, não chega com qualidade a Gaitán e não se perde tudo, mas bastante.

Sporting, Estoril e FC Porto. Três dos adversários mais recentes dos encarnados que o perceberam, e que fruto disso colocaram mais dificuldades ao Benfica que qualquer outro em praticamente toda a temporada encarnada.

Não foi um Benfica diferente em Amesterdão. Foi um adversário incapaz de o conhecer e controlar. A diferença de qualidade e produção ofensiva esteve sobretudo nas diferenças entre adversários. O FC Porto é bastante superior colectivamente ao Chelsea e sobretudo tem um treinador de grande qualidade que sabe como ninguém como travar o Benfica de Jorge Jesus.

Menos Benfica na segunda parte em Amesterdão deveu-se acima de tudo a uma nova organização / estratégia blue. Menos liberdade aos encarnados na saída de bola encarnada, Benfica a jogar longo mais vezes, Matic com menos bola, Benfica com menos ataques prometedores.