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sábado, 21 de abril de 2012

Não nunca me esqueci de ti...

Jesus, eu estava certo. Tu estavas errado.

O Saviola, o Nolito e o Capdevilla.

Em quarenta e cinco minutos o Estádio da Luz viu mais futebol que na segunda volta inteira. Desde que deixaste cair o Saviola, curiosamente.

sábado, 14 de abril de 2012

Tinha tantas saudades tuas...


Para já é só isto. Outro dia "rasgarei" o Jesus, cujo prazo de validade já expirou.

P.S. - Adoraria poder conviver de perto com Aimar, só para poder questioná-lo sobre o que pensa de ver Oliveira e Rodrigo jogarem em detrimento de Saviola.

domingo, 1 de abril de 2012

Impressionadissimo, Jardim!



Talvez seja por ter visto tão poucos jogos dos bracarenses que a impressão foi tão positiva

Foi verdadeiramente impressionante o colectivo do Sporting de Braga no Estádio da Luz. Se retirarmos os vinte minutos iniciais de categoria do SL Benfica todo o restante jogo só deu Braga. E deu Braga mesmo quando a bola estava nos encarnados. Deu Braga quando era preciso defender e deu Braga de cada vez que um bracarense recuperava a bola.

Se tiver de retirar ilações por apenas um jogo, a diferença em qualidade colectiva é abissal de uma para outra equipa. Sim, O Benfica tacticamente controla os pormenores. Sabe posicionalmente defender com poucos. Porém, por maior excelência que se tenha a defender com 3,4 ou 5 atrás da linha da bola, e a equipa de Jesus tem essa excelência, é sempre insuficiente perante adversários que individualmente sejam capazes de definir com assertividade os lances. Relembre o golo que virou o campeonato (James Rodriguez na Luz).

E foi “individualmente” que o Benfica venceu o Braga.

Foi quase pornográfico o número de ataques potencialmente perigosos (espaço para correr e somente três, quatro jogadores encarnados atrás da linha da bola) que os bracarenses dispuseram ao longo da partida.
Com James em campo, o Benfica teria sido goleado. Ou se preferir, para não o ferir, tivesse o Braga em Mossoró a capacidade para definir com espaço e pouca oposição de Gaitán, Bruno César, Nolito, Aimar ou Saviola, e o Benfica teria sido humilhado.

O Benfica golearia o Benfica. Relembre.

A amostra é curta, mas impressionante. O Braga sabe jogar todos os momentos e creio que todos percebemos o porquê de ter chegado líder à Luz. A qualidade individual de uns, mesmo não sendo absolutamente nada desprezável é muito inferior à de outros, e talvez tenhamos mesmo que ver Jardim com outros recursos. Com individualidades trocadas, golearia. Reafirmo.

Curioso. Jesus ao longo dos imensos jogos em Belém e em Braga, foi sempre sendo superior aos adversários. De todas as vezes que não vencia, ia ficando a sensação de que com outros jogadores seria imbatível. Quem diria que mais qualidade o levariam a mudar as suas ideias (pouca  presença no corredor central. Dois extremos em simultâneo com dois avançados. E mesmo quando joga Aimar com Cardozo, o sistema táctico permanece imutável. Apenas muda o posicionamento do argentino). Na actualidade vai acontecendo o contrário. Ganha porque tem melhores jogadores.

Soltas:

- Emerson a central não é pior ideia que a lateral. O brasileiro é péssimo na abordagem defensiva às situações de 1x1 e péssimo também no trato da bola. O seu ponto mais forte acaba por ser a forma como se relaciona com os colegas de sector. Jogando como central os pontos fracos não estarão tão expostos. Não significa porém que possa dar um bom central. Mas, seguramente que tem mais potencial para jogar a central que a lateral;

- Capdevilla não dá a dinâmica que Jesus pretende (número de vezes que faz o corredor todo), mas é um jogador e tanto. Mais cerebral e acima de tudo sabe jogar. O espanhol sabe jogar e o Benfica deixa de ter em campo um jogador onde cada ataque morre. Começa a parecer que se tem feito toda a época, Jesus estaria hoje na liderança. Curiosidade, o Benfica ganhou todos os jogos em que Cap participou;

- Em Londres, se a ideia for colocar tantos jogadores à frente da linha da bola como na noite passada, o Benfica será trucidado;

- Saviola. Devia ter entrado Saviola, e logo ao intervalo. E sim, por Cardozo. Bruno Alves não estragou Rodrigo, como parece ser crença geral benfiquista. Rodrigo é o mesmo de sempre. Um jogador extraordinário nos movimentos de ruptura e na forma como explora a profundidade, mas banalíssimo no jogo entre linhas. O brasileiro terá uma fantástica carreira, mas como primeiro ponta de lança.  Era Saviola quem poderia acrescentar qualidade onde o Benfica estava com dificuldades, e Rodrigo poderia aparecer mais próximo da baliza adversária. Onde faz toda a diferença. 

- Gaitán. Verdadeiro talento à solta. Num modelo que contemplasse mais apoios, mais jogadores atrás da linha da bola, tamanha qualidade teria mesmo de ser aproveitada. No actual modelo demasiadas vezes tem acções prejudiciais à equipa. Ontem não foi o caso.

- Repito. A amostra é curta. Todavia, não posso deixar de pensar que este poderá ser o melhor Braga de sempre. Mesmo que não obtenha as marcas do passado recente, sabe jogar todos os momentos.  Colectivamente não mais é apenas uma equipa que defende bem e com muitos, esperando o golo da vitória numa bola parada que caia do céu. É uma equipa com processos de categoria indiscutível. Com jogadores de grande categoria para uma equipa que nunca se sagrou campeã nacional, mas que se percebe, salvo uma ou outra excepção, de nível ainda inferior ao da concorrência. E quando assim é, emerge uma figura. A do treinador?! Há que o seguir.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Nolito, Aimar e Saviola. Juntos levar-me-iam à Luz.



Benfica 3-1 Rio Ave - Saviola 45'

Simão | Myspace Video


E é por isto que eles são melhores que os outros. Retire-se qualquer um do lance e dificilmente teríamos uma das mais belas jogadas da Liga.

Desde a decisão de Nolito, que tal como todo o seu jogar, contraria toda a cartilha dos extremos nascidos e crescidos nas décadas recentes, passando pela qualidade qualidade técnica e de decisão de Aimar, à recepção com enquadramento de Saviola, tudo é sublime. E tudo seria impensável noutro trio que não aquele.


P.S. - É um crime Nolito ter tão poucos minutos. O espanhol é duzentas vezes mais jogador que aquilo que Jesus crê. A capacidade para desequilibrar individualmente é apenas um pormenor em tão completo jogador.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

SL Benfica. Prémios Torneio Guadiana

Prémio Melhor Jogador. Javier Saviola. Mais participativo, foi o jogador a que nos habituou. Não tem velocidade suficiente para explorar as costas das defesas adversárias com a mesma acutilância de Franco Jara. Todavia, e ao contrário do compatriota, é exímio a jogar em espaços curtos, e determinante na forma como permite à equipa progredir de forma apoiada para o ataque. Promete estar de volta, num momento em que Jorge Jesus se preparava para experimentar outras soluções.

Prémio Revelação. Matic. Dificilmente será muito utilizado, e porventura até bem sucedido no modelo de jogo de Jorge Jesus. Apesar da morfologia falta-lhe a imponência tão característica de Javi Garcia, e tão determinante na posição 6 das equipas de Jorge Jesus. Não tendo a mesma disponibilidade física e capacidade de se impor nas primeiras bolas como Javi, será sempre uma segunda opção para uma posição que, tão pouco é a sua de origem. Revelou, contudo, ser um jogador com uma capacidade técnica bem invulgar para atletas com tal morfologia. Fantástica a forma como recebe e passa, sempre de cabeça levantada. Seria uma mais valia em qualquer modelo de jogo que incluísse alguém a ocupar espaços mais próximos do trinco. A capacidade para sair a jogar é notável.

Prémio Adaptação. David Simão. O miúdo tem classe. No actual modelo de jogo não terá condições para atingir o sucesso como defesa esquerdo. A equipa expõe-se em demasia no ataque, fica dividida ao meio e demasiado dependente das características físicas dos jogadores que ficam atrás. David Simão, também por ser lento, é demasiado débil nas abordagens defensivas às situações de 1x1, e tal havia ficado patente, até na partida com o grupo de amadores suiços. Estivesse numa equipa mais capaz de se proteger essencialmente nas transições defensivas, e contando com uma cobertura defensiva próxima, tal não seria um problema. Ofensivamente é francamente bom, e faz lembrar alguém, que mesmo não sendo reconhecido, é um jogador tremendo. Maxwell, do Barcelona. Demasiado cerebral para o que é comum na posição, ficou na retina a tabelinha com Nolito e posterior cruzamento para o golo que definiria o vencedor do torneio.

Prémio Não Serve. André Almeida. É jovem e poderá, eventualmente, mudar o seu destino. Na actualidade não demonstra capacidade para jogar no SL Benfica. Pela forma incessante com que foi batido, fosse por mau posicionamento, ou por más abordagens às situações de 1x1, e pela forma como não tem capacidade técnica para contribuir em termos ofensivos, foi novamente o elo mais fraco da equipa. Será sempre um sobressalto se tiver de jogar.

Prémio Pior Jogador. Javi Garcia. Não tem capacidade para ocupar a posição de defesa central. Rotinado e experimentado, até poderá dar bem mais que o que demonstrou. Todavia, a lentidão com que demora a perceber o que se vai passando à sua volta, quando joga mais recuado é exasperante. A passada lenta, impede-o de dominar na profundidade defensiva.

Prémio Estou maluco para te ver jogar de novo. Nolito. Não sabendo com quem treinava (se com a equipa A se com a B), não deixou de ser impressionante o estilo de jogo do espanhol. Interessantíssima a forma como trabalha para receber a bola, sempre em movimento ao redor do portador da bola, garantindo com a sua movimentação os triângulos (portador da bola no vértice mais recuado, Nolito num dos vértices, direito ou esquerdo) tão característicos do modelo de jogo catalão. Invulgar a sua extraordinária recepção de bola, enquadrando sempre com a baliza adversária ao primeiro toque na bola, foram inúmeras as vezes em que saiu imenso perigo das suas botas. Participou em três dos cinco golos encarnados no torneio (nos outros dois, não estava em campo) e em vários lances que terminaram com os colegas na cara do guarda redes adversário. Um verdadeiro achado.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Deu Benfica

O Sporting não fez um bom jogo. Há quem creia que sim, talvez porque ao contrário dos derbys recentes, o SL Benfica nunca esteve confortável na partida. Porém, apenas do ponto de vista defensivo é possível afirmar que o Sporting conseguiu uma performance superior ao esperado. Ofensivamente, há potencial para muito mais. Curiosamente, o jogo do Estádio da Luz, até pode servir para provar isso mesmo.

Ao contrário do esperado, não foi superior na vertente técnica o SL Benfica. E não foi superior porque vários dos seus jogadores estiveram desinspirados (Gaitán e Saviola. Carlos Martins está sempre), e porque técnicamente os jogadores do Sporting são francamente melhores do que a imagem que é tida deles (Simon, que ainda assim não esteve bem, mas principalmente Matías, Postiga e Valdés).

Tacticamente a superioriade também não foi a esperada. Mas, percebeu-se que o SL Benfica é mais equipa. O Sporting conseguiu durante quase toda a partida anular de forma inteligente quer as investidas em ataque organizado, quer as saídas para o contra ataque do SL Benfica. Revelou-se uma equipa bastante bem preparada para o jogo que era esperado pela parte do seu opositor. Não foi, contudo, capaz de se mostrar preparado para a alteração na dinâmica ofensiva que o SL Benfica operou no últimos quinze minutos do jogo.

Sendo incapaz de chegar com frequência e facilidade ao último terço defensivo do Sporting, com a bola controlada (mérito do Sporting), o SL Benfica, tal como havia feito nos derradeiros minutos do jogo da Liga frente ao Maritimo, apostou num jogo mais físico (mais força que velocidade, na realidade). Excelente Cardozo, a receber e a dar seguimento às inúmeras bolas que então lhe passaram então, a chegar pelo ar.

O plano A do Sporting revelou-se capaz o quanto baste, no momento defensivo. Todavia, não foi nunca o suficientemente forte para contrariar a alteração no jogar do SL Benfica. Muito mérito para o Sporting, pela forma como obrigou o SL Benfica a mudar a sua forma de chegar à frente. Muito mérito para o SL Benfica que mesmo forçado a mudar um pouco a sua identidade, mostrou-se qualitativamente preparado para o fazer.

Destaques individuais.

Cardozo. Perdulário (como é possível continuar a atribuir-lhe a responsabilidade de marcar as grandes penalidades!?), mas extremamente influente no jogo. Parece ter ganho todos os duelos em que participou. Pelo chão, ou pelo ar. Foi ele o factor decisivo no jogo. A confiança nos duelos aéreos era tanta, que foi possível vê-lo por diversas vezes a solicitar que o usassem como referência.
Matías e Valdés. Não por terem feito um jogo extraordinário. Valdés jogou breves minutos. Essencialmente porque se percebe que com eles e mais alguns dos actuais jogadores do plantel, o Sporting tem a base para voltar a aproximar aos dois rivais.

Momento do jogo.

Poderia facilmente ser a perdida de Matias que colocaria o Sporting na final da Taça da Liga. Escolhemos, no entanto, o lance do golo de Javi Garcia, somente para que se perceba como pode um jogador que estava a ter um jogo sofrível, ajudar a desbloquear um jogo, somente porque é bastante inteligente.



O que Saviola tem a mais, Jara tem a menos. Inteligência e capacidade de decidir bem. Jara quer receber a bola no pé, mas Saviola sabe perfeitamente que a melhor opção naquela situação é forçar a profundidade, obrigando o cruzamento a sair sem que a defesa esteja de frente para a bola, ao contrário do que provavelmente Jara tinha na mente. Repare no passe de Saviola (mesmo tendo Jara optado por claramente dar a entender que queria a bola no pé). Para que a bola termine no fundo da baliza é necessário mais um sem número de vicissitudes. Porém, não tivesse Saviola tomado a decisão por Jara, e provavelmente teria sido apenas mais uma bola que os defesas de frente para esta, teriam controlado minimamente.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Cinco argentinos no ataque. Cinco golos.


Pablo Aimar. O mais importante de todos eles. Assim esteja bem. Tão bem quanto esteve no jogo com o Rio Ave. A sua importância não se limita à boa movimentação, colocando-se ora entre o sector defensivo e o do meio campo adversário, ora recuando para receber a bola ainda bem próximo do seu meio campo defensivo, nem se esgota na excelente capacidade técnica. Aimar dentro de campo é um autentico treinador. Ajuda e muito os colegas a decidirem. Se o seguir com atenção, pode reparar a forma como gesticula e indica o caminho a seguir aos seus colegas. No lance que termina com o seu golo, é Aimar quem pede a David Luiz que "traga" a bola.

Javier Saviola. Estando bem fisicamente, compete com Aimar em termos de importância na equipa. Tanto um como outro são jogadores de colectivo. Se os restantes colegas não ajudarem, ambos parecem menos decisivos. A época não tem sido fácil para el conejo. Parece menos apto fisicamente e isso limita-o. A confiança que parece estar novamente a adquirir, poderá ajudá-lo a voltar ao rendimento da época passada. A sua movimentação é absolutamente decisiva no processo ofensivo do SL Benfica.

Nico Gáitan. Facilmente se percebe que é um jogador de classe. Não tem tido um bom rendimento, porém. Lances soltos, aqui e ali, deixam perceber que tem um potencial enorme. Muito bom técnicamente, parece ainda procurar o seu espaço. Enquanto não se sentir totalmente seguro de si, continuará a desiludir os que lhe reconhecem capacidade para muito mais do que o que realmente tem mostrado.

Sálvio. Quase o oposto de Gáitan. Classe nem vê-la. Contudo, bate o colega em rendimento. Toda aquela forma determinada e agressiva com que enfrenta cada lance do jogo, beneficiam-o. Faz valer mais os seus atributos físicos do que propriamente os técnicos e intelectuais. Ainda que não seja o protótipo de jogador ideal para os autores deste espaço, pode e deverá ter sucesso, assim os seus treinadores saibam potencias as suas características. E tem apenas vinte anos.

Franco Jara. Aproxima-se mais de Sálvio que dos restantes argentinos. Vale pelos seus atributos físicos. É muito agressivo e procura estar sempre em jogo. Decide invariavalmente mal, dando constantemente primazia a impulsos individuais, e é limitado técnicamente. Tem vinte e dois anos, e continua a ser uma promessa. Tal como Sálvio, o seu sucesso dependerá do modelo de jogo em que estiver integrado. Vários são os jogadores valiosos que construíram uma carreira interessante, baseando o seu jogo somente na capacidade de explosão e agressividade. Pode acontecer com Jara. Ainda que não se possa considerar tal como previsível.

domingo, 3 de outubro de 2010

Como Saviola desbloqueou um jogo que estava bem difícil


O propósito não é enaltecer a qualidade da assistência. De dificuldade bem menor que o gesto técnico de Carlos Martins no acto de remate, diga-se.

Antes, voltar a mencionar a excelência da inteligência da movimentação do argentino. É um hábito muito seu, procurar receber a bola, em apoio frontal, na zona entre o central e o lateral.

Mas afinal, que vantagem retira o Benfica da movimentação do seu avançado?

Quando Saviola recebe a bola naquela zona, há sempre uma indecisão no adversário sobre quem deve sair à bola? O central ou o lateral? Quando sai o lateral, abre imenso espaço no corredor lateral, onde Coentrão ou Maxi surgem com tempo e espaço para criar um lance potencialmente perigoso. Quando sai o defesa central, a tendência natural é procurar o outro avançado para tabelar. Quando a defesa adversária "fecha" bem o centro através do aproximar dos restantes três defesas (laterais e central que ficou) acaba sempre por ceder demasiado espaço no lado exterior.

A solução defensiva para tal situação passará pelo recuar do médio defensivo para a linha defensiva. Com quatro jogadores na última linha, é possível cobrir toda a zona defensiva com maior largura. Porém, quase nenhuma equipa em Portugal opta por o fazer.

Quanto do golo há da decisão de Saviola em receber a bola naquele espaço (que lhe permitiu ter uns segundos para enquadrar com a baliza, enquanto o central não chegava, e que permitiu abrir mais espaço sobre o exterior da defensiva bracarense)? No minímo tanto quanto o que valorizou no remate e na assistência. Sem aquela decisão, nada se teria feito.

domingo, 26 de setembro de 2010

SL Benfica na Madeira

- Saviola está de novo a jogar enormidades. A sua inteligente movimentação para receber a bola sempre entre sectores (entre os defesas e os médios) e entre posições (entre o lateral e o central adversário), aliada à sua invulgar de tão boa, capacidade técnica, que lhe permite enquadrar com a baliza adversária logo que recebe a bola é o principal foco desequilibrador ofensivo do Benfica. Esteve bastante perdulário. Contudo, fez uma exibição fantástica;

- É fácil perceber a qualidade Nico Gaitán. Tem muita técnica e é bastante assertivo em tudo o que faz. Em termos individuais, beneficia quando joga sobre o lado direito. Não se percebe porque apenas aparece a espaços no jogo;

- É comum afirmar-se que Jara é o substituto natural de Saviola. Impossível! Técnicamente Franco é um susto!;

- Peixoto tem subido a sua condição física e o seu jogo torna-se diferente. Já o dissemos, em termos técnicos e táctivos é francamente bom. Jesus sabe disso. Quando não é traído pela sua aptidão e condição física, é uma opção credível. Apenas quem com ele trabalha durante a semana pode perceber se está ou não capaz de ir a jogo;

- Fábio Coentrão é um craque. Nas etiquetas pode encontrar reclamações para que Rui Costa lhe desse uma oportunidade de integrar a equipa do Benfica, por forma a que pudesse melhorar tácticamente. Pode confirmar que nos parece que oferece mais soluções ao SL Benfica quando joga como lateral. Mas, pode também encontrar por lá, a opinião de que tamanho talento será um desperdício construir carreira como lateral. É o jogador português mais talentoso pós Nani. Agora, que ao talento alia capacidade de decisão, tem condições para jogar onde quiser, por quem quiser. As necessidades dos seus treinadores ditarão o seu percurso;

- A justificação mais viável para tamanho desperdício na Madeira, poderá ser o nervosismo natural de que tem um atraso demasiado considerável na liga. Não é comum Cardozo e Saviola desperdiçarem lances tão fáceis. Controlar a ansiedade dos nove pontos de atraso poderá ser quase tão determinante, quanto é um atraso tão grande.

- Tantas e tão claras oportunidades de golo, não podem justificar-se apenas com a qualidade de uma das equipas. A falta de competência do Maritimo foi gritante. Custa a perceber como tem apenas seis golos sofridos na Liga. Não custa, contudo, a perceber porque está em décimo quinto.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Soltas do clássico


Soltas do derby eterno. O melhor jogo do mundo.

- O palpite avançado na semana passada tornou-se real. Era altamente improvável o Sporting ter sucesso no Estádio da Luz. Este SL Benfica, independentemente do que a actual classificação nos revela é bastante superior no plano técnico-táctico ao actual Sporting;

- Jogo enorme de Saviola. Revendo o clássico, há algo comum a todas as jogadas perigosas do SL Benfica. A participação assertiva e determinante do argentino;

- Como justificar a quantidade quase pornográfica de bolas perdidas pelos defesas e centrocampistas (André Santos à cabeça) do Sporting? E a cada uma delas seguia-se sempre um ataque rápido do SL Benfica bastante perigoso;

- Técnicamente, Evaldo é do pior que já se viu de leão ao peito. Tem muita força e velocidade q.b. Porém, tal é insuficiente para se poder afirmar como jogador importante nos processos ofensivos de uma equipa que pretende ser dominadora. Jesus explicou a estratégia. Bloquear as saídas do João Pereira, obrigando o Sporting a sair pela esquerda. Percebe-se porquê;

- Cardozo foi o homem do clássico. Tivesse sido eficaz como Paulo Sérgio sugeriu e o resultado teria sido uma catástrofe. As suas duas perdidas antes, e duas perdidas depois dos dois golos, desmentem o treinador leonino;

- Ao contrário dos jogadores do Sporting, os do Benfica sabem sempre qual o melhor comportamento a adoptar nas diversas situações. Nada parece fruto do acaso. Como reagir ao colega que é driblado? Como ocupar o espaço em determinada situação? Se ter conhecimento táctico do jogo pode não ser garante suficiente para o sucesso. Relembre que não basta saber, é preciso aplicar bem. É no entanto inegável que sem tal base, as dificuldades crescem exponencialmente;

- Peixoto voltou à lateral esquerda. Se é verdade o que Jesus garantiu. "Em termos colectivos Peixoto não erra", é indesmentível que a ausência de um desiquilibrador (Simon?) desde início no seu corredor facilitou imenso o jogo a Peixoto. Afinal, é nas situações defensivas de 1x1 que César encontra mais dificuldades;

- É possível que Nuno André Coelho não tenha feito a exibição atroz que lhe é atribuída. Já aqui referimos que o colectivo não está preparado para reagir às diversas situações (relembre o post anterior). Só por isso os jogadores leoninos ficam mais fragilizados e expostos aos erros;

- Liedson já era. E não é por não ter sido capaz de transformar em golo o único lance verdadeiramente perigoso do Sporting em todo o jogo;

- A muita posse de bola do Sporting foi bastante estéril. Contam-se pelos dedos de uma mão os passes que entraram em apoio frontal, na zona à frente dos centrais do SL Benfica.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Este Benfica não é para velhos.


Amesterdão, Guimarães (x2), Toronto, Albufeira, Guadiana (x2), Eusébio Cup, Taça da Liga e Campeonato Nacional. Em pouco mais de um ano, o futebol do SL Benfica de Jorge Jesus arrecadou dez troféus. Ok, os troféus de pré-época têm o valor que têm. Mas, indiciam algo. Não dúvide!

A equipa de Jesus pretende derrubar todas as premissas que se tinham por verdadeiras. Os defesas são para defender. Os avançados para marcar golos. Só se obtém profundidade com extremos, que servem para driblar e cruzar. O número dez, deve procurar incessantemente passes de ruptura. O avançado deve permanecer na área, e todas as equipas precisam de alguém que corra inúmeros kms (os carregadores de piano de Jaime Pacheco), para que os artistas possam render.

Esqueça tudo.

Não há tarefas fixas. São dez jogadores de campo, e todos podem aparecer em qualquer lado. Desde que se efectuem as necessárias compensações. É por isso que cada vez mais, é frequente vermos David Luiz sair com a bola para o ataque (Airton ou Javi ocupam o lugar ao lado de Luisão quando assim é). Quando David transporta a bola, ele não mais é um defesa central. Os centrais nesse momento são Luisão e Javi Garcia. Não há extremos? Há tantos! Saviola, Fábio, Jara, Gáitan, Amorim, Martins, Aimar. Dê-se ao trabalho de contabilizar quantos jogadores diferentes, em momentos distintos surgem a conferir profundidade e linha de passe sobre o corredor lateral. Esta mobilidade constante de toda a gente, é a mais forte arma que se pode ter, perante equipas que defendem ao homem e que não povoam o espaço defensivo à frente dos centrais.

Se pensava que a partida de Di Maria enfraqueceria o Benfica no momento ofensivo. Enganou-se. O argentino é um talento fantástico e que conseguia, por várias vezes, desiquilibrar individualmente. Porém no futebol, 11 é sempre melhor que 10+1. O que poderá ser este Benfica em termos ofensivos, agora que não tem um jogador a perder a bola dezenas de vezes por jogo?

Curtas do Guadiana

- Jara tem feito, e muito, por modificar a nossa opinião inicial. Não é forte na decisão, facto que o leva a perder inúmeras vezes os timings correctos para soltar a bola. Porém, a base está lá. É rápido, tem técnica e uma agressividade extraordinária. Nas mãos de Jesus, poderá, porque tem potencial para isso, tornar-se um caso muito sério.

- David Luiz está num momento estupendo. Cada vez mais a equipa está preparada para compensar as suas subidas, e cada vez mais, o brasileiro o faz de forma assertiva. É o primeiro avançado da equipa.

- Martins está bastante bem no momento ofensivo. Menos complicativo, também ele já entra no jogo de posse e tabelinhas da equipa. Não tem a mesma velocidade, inteligência e disponibilidade de Ramires para os momentos defensivos (seja em organização ou em transição).

- Fábio Coentrão é um desiquilibrador. Outro que sem dar muitos toques na bola, joga e faz jogar.

- Aimar e Saviola são o centro da equipa. Se dúvida, reveja os últimos 30 minutos da partida de ontem. Aqueles em que os argentinos não jogaram. É a capacidade técnica e inteligência táctica extraordinária de ambos que permite as saídas para o ataque pelo corredor central.

- O pé esquerdo de Cardozo é uma maravilha. Não só pela forma como finaliza, mas como também participa nas tabelinhas e no jogo ofensivo. Mesmo com limitações evidentes, é um jogador extraordinário e decisivo.

- Por lesão, ou não, Nico Gáitan mostrou-se pouco. Esteve bem na forma como serviu, algumas vezes, a velocidade de Fábio Coentrão.

- Airton está bem, mas Javi confere algo que o brasileiro não. A capacidade de passe do espanhol é francamente boa. É outro dos responsáveis pelos bons passes verticais a explorar, desde logo, os avançados.

Pode este SL Benfica não ser bem sucedido? Pode. Se Ramires partir, o Benfica ficará mais vulnerável em termos defensivos. Mas, que leva um grande avanço dos demais...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Soltas do clássico


- Aimar é um jogador genial. Bem fisicamente, só Saviola se pode comparar ao astro;

- Do ponto de vista táctico, Carvalhal tem valor para um clube grande;

- Rúben Amorim e Fábio Coentrão deveriam ser a dupla de laterais na África do Sul. São tão superiores a todos os outros que seria ridiculo não estarem presentes. E a jogar;

- Liedson longe da área está longe de poder assustar;

- Bastante boa do ponto de vista táctico, a primeira parte do Sporting. Excelente controlo às saídas para o ataque do seu adversário;

- Segunda parte irresistível do SL Benfica. Muito dominador, com excelente posse de bola e muita capacidade para chegar à grande área adversária;

- Cardozo é absolutamente decisivo. Quanda a equipa se vê bloqueada, tem sempre o paraguaio como uma excelente referência atacante. Impressiona o crescimento de Cardozo, enquanto jogador de futebol na presente época.

- Tão bem montada tácticamente, o Sporting merecia que Carvalhal tivesse tido outras opções técnicas;

- Quem é Eder Luiz?!;

- David Luiz não pára de crescer e a sua tranferência para um grande europeu será merecida.


Acrescente as suas, sff.

terça-feira, 16 de março de 2010

Mais e Menos da Semana

MAIS

Dupla de avançados

Do Sporting e do Benfica.

Liedson confiante é um terror. Recupera bolas, faz golos, assiste. Promete muito a sua ponta final de época. Saleiro é a surpresa. Já aqui referimos que ainda que inteligente, e com outros traços interessantes, dificilmente o jovem português demonstraria qualidade para jogar no Sporting. Porém, Saleiro teima em provar que tal palpite poderá estar bem errado. É mais um jogador a atravessar um momento de enorme confiança e isso reflecte-se na qualidade de jogo. O seu golo é sublime. O gesto técnico, e a desmarcação. A forma como correu numa linha horizontal, para não ser apanhado em fora de jogo, demonstra um conhecimento muito grande sobre o jogo.

Saviola prova a cada jogo que passa ser o melhor jogador da Liga Sagres. A qualidade como baixa no terreno, como serve de apoio frontal, como recebe e enquadra é única. O golo na Madeira prova que demasiadas vezes o mais difícil e mais decisivo não é o golo, nem a assistência. Saviola parece ser sempre o melhor em campo. Cardozo esteve tão terrível nas situações de finalização quanto brilhante no processo de criação de jogo ofensivo. Capaz de segurar a bola com enorme mestria, o paraguaio é uma enorme surpresa. Ainda que perdulário, Cardozo está a jogar como nunca.

MENOS

Onze do FC Porto

A falta de qualidade é demasiado latente, e já aqui havia sido apontada. Mesmo os jogadores que fazem, por ora, as delicias dos adeptos (Varela, Rodriguez e Rúben Mical) estão bastante longe de serem valor acrescentado. Sem Fernando, o seu melhor jogador, o naufrágio em Londres era previsível. O Arsenal joga demasiado futebol para um FC Porto, tantas vezes entregue às iniciativas individuais. Há que atacar o mercado. Com critério.

MAIS OU MENOS

Fucile

O uruguaio está no top 3 dos melhores laterais em Portugal. Muito culto tacticamente e com excelente performance física, Fucile é um dos indispensáveis do FC Porto. Um dos que ainda sobram, em que se pode confiar. Porém, fica ligado da pior maneira ao desastre de Londres. Não lhe retirem potencial, contudo. Não é naquele lado que o FC Porto precisa de reforços.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Mais e Menos da Semana


MAIS

Saviola

Não seria dificil que a previsão proferida em Junho se tornasse real.
De Saviola sempre esperámos habilidade, criatividade e inteligência. A enorme quantidade de golos que vem somando é, contudo, uma semi surpresa. Para além de Cardozo, ninguém mais em Portugal somou tantos golos. El Conejo prova ser decisivo em todos os momentos do jogo. É a par de Schmeichel, o único estrangeiro que passou pela Liga Portuguesa, consagrado no Jubileu da Fifa como um dos cem melhores futebolistas da história do jogo. Percebe-se porquê.

MENOS

Carlos Martins

A exibição contra o FC Porto havia sido uma agradável surpresa. Perante o Nacional, voltou o habitual Carlos Martins. Um dos mais bem pagos jogadores do futebol nacional, é também um verdadeiro desastre nos mais decisivos factores de rendimento.

MAIS OU MENOS

Miguel Veloso

Para além do fantástico remate, é um jogador talentoso e inteligente. Tem na falta de agressividade (sobre o espaço, na forma como sai para a bola, ou para as coberturas. Não sobre os adversários), e quem sabe, por vezes, na falta de disponibilidade, o principal handicap. Demasiadas vezes ocupa o espaço somente com o olhos. Quando se tornar mais rigoroso (e se ele, como quase qualquer formando do Sporting, compreende o jogo...), estará apto para assumir o lugar na selecção. O estupendo golo, e o alegado interesse dos colossos europeus, devolvem-lhe a aura. Que não páre de evoluír...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Cardozo & Saviola

Formam uma dupla fantástica. Que se complementa. El Conejo é rapidíssimo, bastante astuto e com uma técnica soberba. Desde o primeiro momento que se percebeu que alguém com tanto talento estaria, obviamente, condenado ao sucesso na Liga Sagres. Cardozo é, pós Mário Jardel, o goleador da Liga. Tal como o brasileiro, Óscar Cardozo tem uma apetência fora do vulgar para fazer golos. Finaliza de qualquer forma, sempre com enorme mestria. Mesmo quando integrado numa equipa bastante débil, o paraguaio foi sempre capaz de marcar golos. Fazer parte de uma equipa com tanta capacidade para produzir lances de golo, é uma dádiva para Cardozo. Tanto quanto para o SL Benfica ter alguém com tamanha capacidade para traduzir em golo, a superioridade que vem evidenciado ao longo do campeonato. Contra a Académica, a imensa qualidade da dupla atacante do SL Benfica, tornou simples o que poderia complicar-se.

MENOS

Hélder Postiga

Uma semana terrível. Mais uma. Tem algumas qualidades. Dá-se à equipa, procura sempre o sucesso conjunto. Contudo, a sua capacidade de finalização parece ser inferior à de qualquer jogador de uma qualquer série da terceira divisão. Pode alegar que a equipa não lhe tem dado condições para o sucesso. Porém, o contrário é bem mais real. Mesmo nos jogos em que beneficia de lances para marcar, Postiga raramente consegue acertar na baliza. Um desastre. Os zero golos, quando quase metade da época está cumprida, sintetizam, de forma bastante cruel, aquela que tem sido a época do internacional português. Não admira que Carvalhal procure um sistema que utilize um só avançado.

MAIS OU MENOS

André Villas Boas

O resultado no Estádio da Luz é o que se sabe. As declarações finais, parecendo desde logo agradar a outrém, também não foram felizes. Ainda assim, a sua Académica, que é provavelmente a pior equipa da Liga, em termos de qualidade individual (há também o Vitória de Setúbal, claro), conseguiu ser, à data, a melhor que passou pelo Estádio da Luz. Excelente organização colectiva. Cumpridora defensivamente, garantindo em todos os momentos o necessário equilibrio, coberturas e concentração sobre o lado da bola, e com ideias claras no processo ofensivo, quer na forma como tentava sair rápido para o ataque, quer na tentativa de circular a bola. Deu sempre a sensação que o que não corria bem, se devia à pouca qualidade individual de cada um dos executantes. Villas Boas continua a prometer.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Farías e Saviola

O argentino do FC Porto é um goleador de excelência. Perfeito para os jogos que se complicam. Não precisa de muitos minutos, tão pouco de muitos toques na bola, para chegar ao golo. Fica a dúvida sobre quantos obteria se jogasse mais tempo. Com a Académica foi verdadeiro Ás de trunfo.

De Saviola não sobra muito para dizer. Se Lisandro era/é um avançado encantador, El Conejo ainda mais. Ter um jogador com tamanha qualidade na Liga Sagres é um cenário quase surreal. Há que disfrutar.

MENOS

Manuel Machado

Em surdina sugere-se, quem sabe se pelo sucesso de Jorge Jesus no SL Benfica, a hipótese Sporting para o prosseguir da carreira de Machado. Para o Sporting, seria uma tragédia. As equipas de Manuel Machado são muito interessantes nas saídas para o contra-ataque. Nota-se que é um treinador com alguma sapiência nos processos ofensivos. Contudo, do ponto de vista defensivo, é uma lástima. Os seus jogadores perseguem, quais baratas tontas, os adversários para toda a parte. Não há o formar de linhas defensivas. Cada um, joga por si. O método defensivo é um autêntico buraco. Equipas com mobilidade e qualidade técnica facilmente desmontam as equipas de Machado. Tenta compensar as lacunas defensivas, utilizando um sistema táctico mais defensivo (5-3-2), que acaba por prejudicar, também, a equipa, quando em situação de ataque organizado. A goleada na luz era esperada. Equipas perdidas no campo, consentem a todo o momento, que seja explorada a profundidade nas costas do seu último elemento.

MAIS OU MENOS

Hulk

Os dois golos na champions dão-lhe a notoriedade que tanto ama. Permitem-lhe ser, cada vez mais, o heroi da pequenada. Porém, continua a faltar-lhe cultura colectiva. No jogo da Liga, realizou uma exibição risível. Das poucas vezes que decidiu fazer a bola circular, fê-lo de forma desajeitada, e quase sempre para o adversário. Perante equipas capazes de delimitar os espaços, Hulk é menos um. Compreendem-se os assobios no Dragão.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Aimar & Saviola





Juntos, poderiam jogar numa cabine telefónica para sempre. E serem felizes. Por cá, tal como Diego Maradona, pagariamos para ver.

P.S. - A propósito de golos e assistências. Consegue catalogar o passe de Fábio Coentrão e a finalização de Cardozo, como o mais importante e decisivo do lance? Percebe porque não se pode/deve quantificar o rendimento, em golos e assistências (principalmente)?

P.S. II - Já aqui havia sido dito (ainda bem antes do SL Benfica x Vitória de Setúbal). Equipas com o método defensivo baseado em referencias HxH (Homem X Homem) sairão todas goleadas da luz.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Saviola. Porque os avançados não se medem ao golo.


Post recuperado, como tributo a (mais) uma exibição "assombrosa" de El Conejo.


"Weldon pressiona Saviola".

A frase, sugerindo a saída do 11 do argentino, é retirada do Correio Sport. O nome do seu autor (Luís Sobral), não é relevante. Uma dúvida porém. Tal frase, revelará, uma mesquinhez tão própria do português (quão interessante é desvalorizar o que é bom, somente porque é caro) ou apenas ignorância?

Apesar de fácil, catalogar o rendimento dos jogadores por golos e assistências, é errado.

O jogo passa por várias fases, e a finalização, ainda que seja a mais visível, é apenas mais uma. Só possível se todas as outras tiverem sido bem sucedidas. Da mesma forma que o último passe, é somente um passe. Tão importante e decisivo quanto todos os anteriores.

Exemplo simples. Nuno Gomes beneficiou de um excelente cruzamento de Fábio Coentrão para marcar. Porém, se o passe de César Peixoto, para Fábio, não tivesse sido, exactamente como foi (para o espaço vazio, aproveitando o corredor lateral livre), dificilmente, teria havido cruzamento. E quem solicitou Peixoto, se tivesse errado o passe?

Javier Saviola não será, seguramente, o melhor marcador da Liga Sagres. Como tal, poucos perceberão a sua extrema importância no SL Benfica. Poucos perceberão que é o melhor avançado em Portugal. Muito rápido, muito dotado técnicamente e bastante astuto, El Conejo joga e faz jogar. Sem ele em campo, as combinações ofensivas, a rápida circulação de bola e a constante mobilidade, não parece ser possível.

Imagine o seguinte cenário. Ontem, no lugar de Saviola, teria jogado qualquer outro avançado da Liga Sagres (Hulk. porque não?). Mesmo que o avançado que imaginou, tivesse alcançado um hat-trick, acredita mesmo que a equipa marcaria oito golos?

Os golos são da responsabilidade de todos. E com Saviola em campo, podem surgir a qualquer momento. Mesmo que o último toque nunca seja do argentino. Mesmo que, Saviola lhe pareça ausente.

P.S. I - Alguns jogadores, ainda que com evidentes limitações, acabam por justificar a presença no jogo, pelo interessante ratio de golos que obteem (Liedson e Cardozo, são exemplos claros). Porém, pelo que não são capazes de criar, não são os melhores jogadores das suas equipas.

P.S. II - Cardozo, Falcao e Liedson poderão terminar com 30 golos cada. Ainda assim, Saviola será sempre melhor e mais decisivo.

P.S. III - Sabia que Lisandro Lopez, o melhor avançado da Liga Sagres das últimas épocas, marcou, na liga transacta, metade dos golos do melhor marcador (Nené)?

P.S. IV - Com o Everton, Angel Di Maria, mostrou, quem sabe se pela primeira vez, boa capacidade de definição das jogadas. Continuando a evoluir neste aspecto, e com todo o talento que tem, grandes feitos o esperam.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Liedson, Saviola e Álvaro Pereira

No fraco desempenho, na fase de construção e criação de jogo do Sporting, também Liedson, tem responsabilidades. Contudo, compensa com o excelente sentido de baliza. É o melhor finalizador da liga portuguesa e...português. Sem ele na área, ao Sporting, nunca parece ser possível chegar ao golo.

Saviola fez um golo soberbo, em mais uma exibição fantástica. Os baixinhos (junte-se ao grupo, também, Ramires) têm, nas botas, futebol que nunca mais acaba. Já aqui, bem antes do jogo com o Vitória de Setúbal, haviam sido previstas goleadas. Mais surgirão.

Não sendo extraordinário do ponto de vista técnico, Álvaro tem na força e na velocidade boas características. Frente ao Leixões participou em quase todos os golos. É, e não surpreendeu, melhor jogador que Cissokho. Parece ser o melhor defesa esquerdo da Liga.

MENOS

André Marques

André Marques é a prova de que mesmo não tendo um pingo de talento, é possível ser-se futebolista. E é tudo.

MAIS OU MENOS

Paulo Bento

O mais importante foi garantido. Os três pontos. Porém, é impossível a Paulo Bento escapar ileso ao mau futebol que o Sporting vem praticando (os 5 golos em 4 jogos, poderia não ser um indicador fiável. Contudo, é). Por mais fatigado que Matias se pudesse apresentar, abdicar de ter a tempo inteiro, o mais talentoso jogador da equipa foi um erro. Independentemente de ter, ou não, individualidades com a mesma valia dos adversários, o Sporting tem nos seus valores individuais (esqueça André Marques, Abel e Yannick) capacidade para bastante mais.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Saviola. Porque os avançados não se medem ao golo.



"Weldon pressiona Saviola".

A frase, sugerindo a saída do 11 do argentino, é retirada do Correio Sport. O nome do seu autor (Luís Sobral), não é relevante. Uma dúvida porém. Tal frase, revelará, uma mesquinhez tão própria do português (quão interessante é desvalorizar o que é bom, somente porque é caro) ou apenas ignorância?

Apesar de fácil, catalogar o rendimento dos jogadores por golos e assistências, é errado.

O jogo passa por várias fases, e a finalização, ainda que seja a mais visível, é apenas mais uma. Só possível se todas as outras tiverem sido bem sucedidas. Da mesma forma que o último passe, é somente um passe. Tão importante e decisivo quanto todos os anteriores.

Exemplo simples. Nuno Gomes beneficiou de um excelente cruzamento de Fábio Coentrão para marcar. Porém, se o passe de César Peixoto, para Fábio, não tivesse sido, exactamente como foi (para o espaço vazio, aproveitando o corredor lateral livre), dificilmente, teria havido cruzamento. E quem solicitou Peixoto, se tivesse errado o passe?

Javier Saviola não será, seguramente, o melhor marcador da Liga Sagres. Como tal, poucos perceberão a sua extrema importância no SL Benfica. Poucos perceberão que é o melhor avançado em Portugal. Muito rápido, muito dotado técnicamente e bastante astuto, El Conejo joga e faz jogar. Sem ele em campo, as combinações ofensivas, a rápida circulação de bola e a constante mobilidade, não parece ser possível.

Imagine o seguinte cenário. Ontem, no lugar de Saviola, teria jogado qualquer outro avançado da Liga Sagres (Hulk. porque não?). Mesmo que o avançado que imaginou, tivesse alcançado um hat-trick, acredita mesmo que a equipa marcaria oito golos?

Os golos são da responsabilidade de todos. E com Saviola em campo, podem surgir a qualquer momento. Mesmo que o último toque nunca seja do argentino. Mesmo que, Saviola lhe pareça ausente.

P.S. I - Alguns jogadores, ainda que com evidentes limitações, acabam por justificar a presença no jogo, pelo interessante ratio de golos que obteem (Liedson e Cardozo, são exemplos claros). Porém, pelo que não são capazes de criar, não são os melhores jogadores das suas equipas.

P.S. II - Cardozo, Falcao e Liedson poderão terminar com 30 golos cada. Ainda assim, Saviola será sempre melhor e mais decisivo.

P.S. III - Sabia que Lisandro Lopez, o melhor avançado da Liga Sagres das últimas épocas, marcou, na liga transacta, metade dos golos do melhor marcador (Nené)?