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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Hecatombe da nação do futebol

Tanta é a desorganização nesta competição que a minha motivação foi sempre muito pouca. Mesmo as equipas que se apresentaram organizadas não foram nada de especial, tendo inclusivamente, algumas delas, ido para casa bastante cedo. Ontem, porém, aconteceu algo que tem de ficar para a história. A Alemanha, independentemente do resultado da final, deverá ficar como a melhor equipa deste torneio. Pela qualidade dos seus processos, pela organização que demonstrou, pelas vitórias contundentes contra equipas com potencial individual e processos colectivos inexistentes, pela melhor exibição colectiva deste campeonato do mundo, pela vitória sobre a desorganização que reina neste mundial!


O melhor desta goleada é que todo o mundo viu esta meia final. O pior é que muitos vão continuar sem perceber e dizer que foi um acaso. O banho colectivo que o Brasil levou, mais uma vez, demonstra tudo o que vem sendo defendido por aqui. Uma equipa não é um conjunto de onze individualidades lançadas para o campo ao mesmo tempo. É preciso organizar-se para atacar, e sustentar esse ataque com uma forma de defender congruente com o futebol ofensivo que se pratica. É preciso que as onze individualidades tenham uma ideia comum de jogo. É preciso percorrer os melhores caminhos para se chegar mais vezes ao golo, ainda que esses não levem a notoriedade de quem finaliza. O futebol mudou, evoluiu, está diferente, está mais complexo. Quem continuar a recusar-se a aceitar a evolução vai continuar a ser ultrapassado.

sábado, 28 de junho de 2014

Começou o Mata-Mata

Começaram hoje os jogos a eliminar do mundial do Brasil. Sem grandes jogos,  não houve margem para surpresas, seguindo em frente as duas equipas com as melhores individualidades.
Grande exibição colectiva do Chile. A par da Costa Rica e Itália, é talvez a equipa onde mais se nota a influência do trabalho do treinador. Deu um banho de bola a um Brasil inerte, pobre, que procurou apenas assistir à apresentação chilena.
Scolari fica a dever mais uma eliminatória à Nossa Senhora do Caravaggio.

Não existisse James, não estivesse presente a inteligência de Jackson, e a Colômbia não seria tão falada. O futebol praticado não é espectacular, mas a qualidade dos seus executantes resolve. Novamente James! Fantástica a execução do criativo.
Cuadrado. Monstro físico. Velocidade, agilidade, força. Potencia de remate. Técnica razoável. Muito instinto, pouca inteligência. Vejo-o como lateral, pelas suas melhores qualidades.

Extremamente impressionado com a regularidade das exibições de Rios. É assombrosa a sua CAPACIDADE DE TRABALHO! E de passar o jogo todo a bater nos adversários, claro.

Prometo nunca mais criticar o Bruno Alves e o Miguel Veloso, se o Brasil não fizer a Colômbia pagar pela fraca organização defensiva. Com tanto espaço para explorar, e com tanta descoordenação (Yepes é libero?!), o jogo vai ser a medida de Neymar, Óscar, e Hulk.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Caiu o mito

"A única coisa que o Kalou fazia era correr rapidamente. Não fintava muito bem e por isso colocámo-lo a driblar pinos. Ok, eu sei que era pinos mas ajudou-o a driblar adversários, algo que ele faz agora sem nenhum problema." Luis Felipe Scolari.

Felipão fez um trabalho enorme ao serviço de mais de uma selecção. As suas competências de selecção e de liderança são muito fortes, e contribuíram para o seu sucesso.

A qualidade do seu trabalho técnico-táctico é facilmente perceptível na sua frase. Felipão não deve ser bastante mais que um rotundo zero nesse campo.

Mesmo você, quando levar o seu filho de oito anos ao treino de futebol, desconfie quando o colocarem a contornar pinos. Nem nessa idade a técnica deve ser treinada de forma desenquadrada da realidade do jogo.

P.S. - É muito divertido imaginar a cara dos jogadores do Chelsea quando pouco mais de um ano depois de trabalharem com José Mourinho foram confrontados com exercícios onde tinham de driblar pinos.

domingo, 8 de novembro de 2009

Machado, Scolari, Villas Boas e Co Adriaanse. Sim, Não e Talvez.


Manuel Machado. Está bem onde está. É inegável que já obteve classificações interessantes com as suas equipas, que são geralmente bem organizadas nas saídas rápidas para o ataque. Contudo, o seu método defensivo é pouco consentâneo com a grandeza de um clube como o sporting. Tende a compensar as suas más ideias, com o organizar de uma defesa a cinco. Também, em organização ofensiva, as suas equipas nunca impressionaram. No Sp Braga onde foi forçado a assumir os jogos, foi um, prevísivel fracasso. NÃO.

Felipe Scolari. É um treinador com qualidades. Fantástico do ponto de vista motivacional, seria seguramente capaz de aumentar a auto estima leonina, e o número de espectadores em Alvalade. Não nos revemos, inteiramente, nas suas opções tácticas. As tais que consideramos como o mais decisivo no jogo moderno. Importante perceber, no entanto, que é um vencedor galardoado e consagrado em todo o mundo. TALVEZ.

André Villas Boas. Tendo em conta a pouca experiência, tudo o que possa ser afirmado será, seguramente, especulativo. Parece ter conhecimentos para uma carreira de grande nível, e é inegável que num espaço tão curto de tempo, a Académica transfigurou-se totalmente. Para melhor, bem entendido. A pouca experiência poderá ser um entrave. Porém, quem sabe se não causaria impacto? TALVEZ.

Co Adriaanse. Tem experiência, tem conhecimentos, tem ideias e não se coíbe de as colocar em prática. Astuto tacticamente, e com um perfil de liderença bem definido, o holandês seria uma excelente aposta. SIM.