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sábado, 23 de agosto de 2014

Na estreia de Nani...

É Esgaio quem mais ordena. Primeira parte de grande qualidade do miúdo da academia. A mostrar aos graúdos qual é o caminho a seguir. Se eu não tinha dúvidas de que no ano passado ele já não estava na segunda divisão a fazer nada, estes primeiros quarenta e cinco minutos demonstram exactamente o porquê. É um miúdo que tem muito futebol nos pés, e o único caminho para continuar a evoluir é o aumento do estímulo competitivo nos treinos, e nos jogos.
E percebendo-se que nesta primeira parte o Sporting só quer jogar por fora, não seria melhor ter , no lugar de quem estraga 95% dos ataques da equipa (Nani, Carillo, Jefferson), 4 Esgaios nos corredores laterais?!

sábado, 16 de agosto de 2014

No meio campo é que se joga. E que médios tens tu Marco!

Este exercício é meramente especulativo. Mas o que seria do Sporting se aproveitasse todo o potencial que tem no seu meio campo? Será assim tão descabido alterar o sistema, colocando mais um médio, tendo em conta que os melhores jogadores do Sporting são de facto os médios? E sabendo-se da falta de qualidade dos extremos.

Sobre o Sporting de Marco Silva há que realçar alguns aspectos:
1) O regresso dos ataques pelo corredor central. Que curiosamente ressuscita Montero (que faz de quarto médio) e André Martins!

2) Montero ganha cada vez mais preponderância no modelo. É a primeira referência para a transição ofensiva do Sporting, bem como para retirada de pressão. Não poderia de facto cair em melhores pés, os inícios dos ataques leoninos.

3) A liberdade criativa (ao nível da tomada de decisão) que dá aos jogadores, permite-nos perceber cada vez melhor a qualidade excepcional de Montero e William, com André Martins a prometer voltar a tudo o que esperámos dele.

4) Na pressão no meio campo adversário, quando a bola entra no corredor lateral, pressiona o homem da bola e os restantes fecham os adversários. Percebe-se que o objectivo é que o adversário, sem soluções, jogue na frente sem qualidade. Mas, se alguém bate aquela contenção está imediatamente criada superioridade numérica, e os jogadores ficam demasiado longe para tapar a progressão.

5) Estranho a missão defensiva de André Martins. Quando a bola entra no meio campo do Sporting fica HxH com o médio defensivo adversário.

6) O Sporting dividiu o jogo com a Académica. Pelos erros em posse, que possibilitaram várias saídas em transição, e a expulsão de William. Derivado da falta de qualidade de alguns dos executantes. Mas, também porque a Académica dava tanto espaço que era muito complicado não cair na tentação de ir rápido para frente. Com um passe estava no meio campo adversário, com dois alguém tinha espaço para progredir contra a defesa contrária. Tivessem os executantes da maior parte desses lances sido outros (que não Adrien, Carrillo, Heldon, ou Capel) e dava facilmente para ter goleado. Assim, mais vezes a equipa se encontrou desorganizada por jogar "sempre" na vertigem, sem grandes pausas, sem tempo para se posicionar de forma adequada.

7) A equipa não estava preparada para jogar com 10 jogadores.

8) Os problemas com os centrais somados à lesão de Cédric e à expulsão de William são demasiados imponderáveis que o treinador não controla. E o que dizer do golo sofrido?

Seria interessante, dado a falta de qualidade dos centrais do Sporting, ver Rossel como central. É impossível pedir alguma coisa a Capel que não seja baixar a cabeça, correr em frente, e cruzar ou chutar. Carrillo continua inconstante, alterna entre lances de grande qualidade e lances onde decide de forma horrorosa. Montero, William e André Martins simplesmente fabulosos. Sarr, com algumas dificuldades posicionais, e em jogar com qualidade sob pressão. Preciso ainda assim de ver com mais atenção, em mais jogos.  

terça-feira, 6 de maio de 2014

Curiosidades.

Estou muito curioso para perceber como se vai reorganizar o Porto, tendo em conta o desastre da época actual. Sendo que Luís Castro tem zero de responsabilidades neste processo, paga-se o preço de uma escolha errada para liderar a equipa no terreno de jogo. Com o treinador certo, a equipa poderá novamente aproximar-se da vitória, fazendo com que os resultados da equipa deixem de ser completamente aleatórios, e demasiadamente dependentes de imponderáveis como a inspiração individual de alguns dos seus jogadores, ou da sorte. Será também curioso perceber como se processará o ataque ao mercado de transferências. Sendo que a equipa, no modelo em que tem jogado nos últimos anos, necessita de extremos de grande qualidade. Um médio criativo, e um ou dois centrais (dependendo da saída de Mangala) também serão necessários.
Mas tudo começará na escolha da figura do treinador.

Por outro lado, curiosidade para ver que mudanças Leonardo Jardim vai operar no seu modelo de jogo. Sendo que, as dificuldades exibidas nos últimos 10 jogos tenderão a piorar caso não mude nada. Isto porque os adversários começam a perceber melhor a forma de "encaixar" no Sporting, pelo maior conhecimento que vão tendo dos processos da equipa ao longo do ano. Outro factor que obrigará à essas mudanças, é o facto de os adversários terem, novamente, ganho o respeito outrora perdido pelo Sporting. Significa isso que não vão arriscar tanto, contra o Sporting, vão expor-se menos, reduzir espaços, baixar linhas, defender com muitas atrás da linha da bola. Com maior responsabilidade ofensiva por parte dos Leões, serão obrigados a jogar constantemente em ataque continuado. Não é que Jardim não quisesse que a sua equipa fosse dominante, e dominasse o jogo com a posse de bola. Mas, o Sporting voltou a impor respeito, e agora, ninguém vai jogar para ganhar contra eles. Assim sendo, haverá necessidade de envolver mais jogadores no processo ofensivo, e procurar outras formas de desequilibrar ofensivamente. Será também necessário muito treino da transição defensiva (reacção à perda de bola, e defender com poucos com muito espaço).

No Benfica, perceber se Jesus fica ou sai. E que rumo irá seguir o clube, pela escolha do treinador, que terá um trabalho muito difícil. Manter o nível que a equipa tem demonstrado, ao nível da organização, não se afigura fácil. Caso fique, perceber se faz evoluir o modelo para controlar mais o jogo com bola, do que controlar sem bola. Fazer a equipa gerir os ritmos conforme for favorável, descansar com bola, tornar-se ainda mais dominante. Seria a machadada final no modelo de Jesus, fazendo-o regressar +/- ao que era no seu primeiro ano de Benfica. Se não ficar, quem será o próximo?!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Reforços para o Sporting 2014/2015

O maior reforço para o Sporting da próxima temporada terá de ser o treinador. Não obstante da maravilhosa temporada que fez, desafiando todas as probabilidades, com uma equipa sem grande qualidade individual, e muito desequilibrada em algumas posições, a melhoria terá de surgir de Leonardo Jardim. Para melhorar ainda mais os resultados, para que seja mais consistente em todos os jogos, para que crie mais situações de golo, e não deixe criar tantas, pedem-se alterações no modelo de jogo. Ao nível da proximidade das linhas de passe, por forma a permitir um maior controlo da transição defensiva. A linha defensiva também deve ser melhorada, ao nível dos princípios que utiliza. Isso tudo, subjacente a um melhor controlo dos espaços, com e sem bola, bem como com uma maior proximidade entre sectores. Atacar para defender, defender para atacar.

Não é necessário fazer um grande esforço financeiro, tendo em conta a realidade do Sporting, para que consiga melhorar o plantel de forma substancial.

Começando pela linha defensiva, é o sector obrigatório e que carece de mais atenção.
Aposta incondicional em Dier. É o melhor central do Sporting, e anda no banco de suplentes. 
Na próxima época, apostaria em Ricardo Esgaio para concorrer com Cédric. Esgaio "perdeu" um ano na equipa B. Não aprendeu lá "nada". É um jogador que deveria ter rodado na primeira liga, para que este ano integrasse o plantel. Ainda assim, seria uma das minhas apostas para reforçar o plantel principal.
Nuno Reis, regressado do empréstimo. Se mais estável do ponto de vista emocional, ficaria no plantel.
Yohan Tavares, central do Estoril. Parece-me, este, também bastante melhor que os actuais titulares do Sporting, com e sem bola. Domina os comportamentos defensivos zonais, tem conforto com a bola nos pés.

No meio campo defensivo, João Mário. De volta do empréstimo, para concorrer com William, na equipa principal. 
Caso William saia, Filipe Augusto e Fernando Ferreira (Belenenses) na linha da frente.
No meio campo ofensivo, a grande e melhor contratação que poderiam fazer é Evandro do Estoril. Fora os 3 grandes, é o melhor jogador da Liga, este ano. Com entrada directa, por exemplo, no onze do FC Porto. Criatividade, critério, técnica, jogo entre-linhas. Filipe Augusto, do Rio Ave, poderia ser também uma alternativa. Tiago Silva, também seria uma possibilidade, mas só se existisse uma mudança de sistema táctico.
Melhor aproveitamento de André Martins. É jogador para jogar de frente para o jogo. Descobrir soluções com o jogo de frente, enquadrado. Aí, seria fácil de explorar as suas melhores qualidades.
Filipe Chaby, talento. Também faria parte do plantel principal. A treinar com os melhores, adaptando-se aos estímulos e maior exigência de um patamar competitivo superior, acelerando o seu futuro.

Na frente, entendo que o melhor extremo do Sporting é Carlos Mané (Muito potencial para evoluir, grande temporada que fez). Pelo que são necessários reforços na frente, no sentido de colmatar um Capel que não tem qualidade para o Sporting, e um Carrillo que tarde em mostrar aquilo que "pode". Um Héldon que não trouxe nada de nova à equipa, e um Wilson Eduardo que não tem espaço nem na equipa B.
Iuri Medeiros, talento. Faria definitivamente parte das minhas escolhas para ficar no plantel, pelos mesmos motivos de Chaby. Acelerar o seu crescimento.
Seba. Muita qualidade individual. Técnica, velocidade. Muito competente na tomada de decisão. Responsável defensivamente.
Ricardo Horta. Qualidade técnica, velocidade. Muito por onde evoluir dado a tenra idade, não obstante de se ter já apresentado a um nível bastante interessante esta época. Seria também o jogador ideal para jogar na posição actual de André Martins, no modelo actual.
Maior aproveitamento de Montero, para que a qualidade do futebol apresentado aumente.

Na minha opinião, dispensaria Piris, Shikabala, Magrão, Capel, Carrillo, Maurício, Wilson Eduardo, Héldon. Aproveitava, também, para inflacionar Rojo e Slimani, depois do mundial.

O plantel teria no máximo 22 jogadores. Isto, para que possam ser integrados regularmente nos treinos/jogos jogadores da equipa B.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

"Evolução brutal a nível colectivo"

A frase é de Cédric e justifica, bastante mais do que as melhores individualidades, uma diferença abismal de uma época para outra do Sporting.

Houve esta época duas individualidades que constituíram um reforço tremendo de qualidade face à época transacta (Montero e William), uma outra (que havia sido recomendada aqui em Janeiro de 2013, em detrimento do medíocre Joãozinho. Curioso que agora que Jefferson é do Sporting quem tanto criticou a opinião é capaz de concordar...) que acrescentou bastante (o lateral brasileiro, claro) e um outro reforço que foi (é?) bastante eficaz mas que pelas suas características (defeitos e qualidades) não deveria ser tido em conta para mais do que um plano B (Slimani). Na segunda volta emergiu também aquele que é o melhor extremo do Sporting. Carlos Mané. Porque Carrillo não sai do limbo onde se encontra desde que aterrou em Portugal.

Mas foi sobretudo no aumento da qualidade colectiva (que potenciou individualmente alguns jogadores que haviam tido uma época terrível no passado) que o Sporting cresceu. Já tinha crescido na temporada passada com Jesualdo (seis vitórias nos últimos oito jogos (as duas derrotas foram no campo do 2º e 3º classificado), quando antes tinha somado mais derrotas que vitórias), depois das fases Sá Pinto e Vercauteren.

A Jardim cabe perceber que o seu Sporting não é um produto acabado. Colectivamente há que melhorar o controlo dos espaços no meio campo. Apesar da impressionante pontuação, não impressiona o controlo que o Sporting tem sobre os jogos. Depois de ultrapassada a primeira pressão, há sempre imenso espaço para jogar entre sectores e William não recuperará todos os jogos centenas de bolas. 

Curioso que o treinador leonino em todas as épocas da sua carreira fez sempre mais pontos do que a qualidade do seu modelo faria pressupor. Iniciar uma segunda época no mesmo clube onde foi bem sucedido (face à expectativa inicial) será uma novidade numa carreira brilhante em termos de resultados. Veremos uma evolução no seu modelo, ou esbater-se-à o impacto inicial que sempre teve em todo o lado?

A questão de uma época mais carregada com jogos, poderá eventualmente ser prejudicial, mas não em termos físicos. É no retirar do foco e no tempo de preparação para cada jogo que tal se poderá reflectir. Por exemplo, na presente época as unidades de treino da quinta e da sexta feira do Sporting são planeadas e executadas unicamente direccionadas para a especificidade do adversário que encontrará ao fim de semana. O foco e o planeamento serão perturbados. Será diferente estares desde 3a feira a pensar no adversário que enfrentarás e dedicares algumas sessões de treino pensando num momento específico de competição, a jogares,  recuperares e com pouquíssimo tempo de antecedência virares o foco para novo adversário. Fisicamente até será benéfico os jogadores serem obrigados a um estímulo maior. E quão maior será nos jogos do meio da semana, comparativamente aos domésticos. 

domingo, 16 de março de 2014

Curtas do Classico! Sporting x Porto

Grande jogo do SCP esta noite.

Dominou claramente o meio campo, com William Carvalho a ser impressionante. Não chega inverter o triangulo para as coisas acontecerem por magia, faltou dinâmica no FCP para conseguir construir com segurança. Foram constantes as perdas de bola sempre que a bola entrava no sector do meio campo.

Fernando expulso e Danilo de fora no próximo jogo. A recuperação do FCP e luta pelo 2º lugar não se mostra nada facil, com os azuis e brancos a demonstrarem uma falta de controlo emocional pouco habitual.

Quaresma entre o zero e o muito mau. Previsivel e fácil de defender. Sempre focado no seu umbigo, não foi o jogador que o FCP necessitava.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Jogo de erros


Quando falámos aqui das variáveis que o treinador controla, relativamente à organização da equipa, continua-se a interpretar mal as nossas palavras. Por exemplo, continuam a existir respostas do tipo "ah, se é bom por que motivo não ganha?". Isto porque a maioria ainda não entendeu, verdadeiramente, que o futebol é um jogo de erros. A natureza do jogo é essa porque é jogado por homens. E dentro das organizações de qualidade (trabalho do treinador) vão continuar a existir erros por parte de quem tem a responsabilidade de interpretar as ideias. 

Quem ouviu a conferência de imprensa de Jesus depois do jogo com o Estoril, naquilo que foi importante reter da sua mensagem, percebeu isso. O treinador do Benfica diz que podia ter goleado. Disse ainda que Lima esteve duas vezes na cara do GR. Ora, se o jogo tivesse terminado empatado o Benfica já teria feito um mau jogo? O Benfica já não teria criado situações de golo? O treinador do Benfica já tinha feito um mau trabalho? A organização já tinha falhado naquilo que se diz ser essencial? Já se podia diagnosticar à equipa pouco trabalho de finalização ao nível do treino? Eu não acredito nisso. O treinador não tem culpa de ter criado ferramentas e os jogadores dentro da sua responsabilidade não terem conseguido utiliza-las.

Acho que, neste momento ninguém duvida que o Benfica tem o melhor plantel do campeonato. Ninguém duvida também que as individualidades mais relevantes, ao nível da qualidade técnica e criatividade, jogam no Benfica. Facilmente se percebe que a equipa com a melhor organização de jogo, no ataque e na defesa, é a do clube da luz. Então, como é que se explica que organizações com processos inferiores, como é o caso do Porto e do Sporting, com menor qualidade individual (mais que evidente nas unidades ofensivas), tenham mais golos marcados que o Benfica? A que se deve isto afinal? Simples. Ainda são os jogadores que jogam. E os jogadores são homens. E os homens erram.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

"Onde anda esse prodígio chamado André Martins?"

Na sequência de um comentário num post recente, parece que se continua sem perceber a relação entre as qualidades do jogador e modelo de jogo.
As funções que André Martins desempenha no modelo de jogo de Leonardo Jardim em nada favorecem as suas melhores qualidades. Defensivamente, não há problema. Pede-se que jogue como avançado, pressionando os centrais, os GR, e por vezes os laterais, adversários. O problema surge com o tipo de movimentos para que tem sido treinado quando a equipa tem a bola. Joga como segundo avançado, mas não tem liberdade de movimentos para baixar, jogar ente linhas, ou pegar o jogo atrás. Está longe de ser o terceiro médio que toda gente diz ter faltado na luz. Esse posicionamento "não existe" no modelo do Sporting, parece-me que por ordem do treinador, e por ele não ter "capacidade" para se libertar de tão rígidas funções.
As desmarcações que faz mais vezes, são de ruptura, no corredor central, e sobretudo para o corredor lateral. No corredor central, corre para ocupar uma das 3 zonas de finalização, definidas pelo modelo de Jardim. Quando vai em apoio, é "sempre" no corredor lateral, mas apenas com a missão de temporizar para a entrada do lateral, e consequente cruzamento. Quando recebe no espaço, no corredor lateral, é sempre para procurar os jogadores colocados na área. As soluções diferentes que André Martins poderia trazer ao jogo, como se vê no vídeo abaixo, desaparecem, tal é a formatação e rigidez que Jardim quer no seu processo.


Esse tipo de movimentos afasta-o do jogo, dos colegas, da baliza. Desenquadra-o na maior parte do tempo, não lhe permite tempo e espaço para perceber o contexto, coloca-lhe sempre pressão com ele encurralado na linha lateral, torna-o previsível como o futebol do Sporting.

A criatividade simplesmente não aparece, porque não há espaço para ela. Cada lance tem uma resposta igual treinada. E André Martins não é nada disso. É um jogador que precisa de liberdade de acção para aparecer "onde quiser", criar as linhas de passe "que quiser", para receber, enquadrar, e participar activamente no processo de criação da equipa. Na "pior" das hipóteses, teria de ser Martins com as funções de Adrien. Isto para que ele transformasse cada lance em construção num ataque com imenso potencial. André Martins é jogador para jogar no corredor central! E é aí, mais em apoio do que em profundidade, que ele pode ser verdadeiramente relevante.



Respondendo ao nosso leitor, o prodígio André Martins, anda por zonas onde a dificuldade em aparecer (pelo tipo de movimentações que lhe é imposto) é imensa. E isso é caso para eu perguntar, o que andas a fazer do André Martins oh Leonardo Jardim?

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Onze inicial do Sporting na Luz

Poderá dizer-se que Leonardo Jardim arriscou? Nem por isso.
A colocação de Montero e Slimani, em simultâneo, em nada altera as dinâmicas defensivas do Sporting. Para quem acompanha desde o início da época, que se percebe que a equipa defende com dois homens nos dois centrais adversários para evitar a saída de bola, e duas linhas de quatro (4-4-2).
Mesmo quando defende no meio campo defensivo, duas linhas de quatro, e André Martins só quando consegue chegar da pressão no central.
No ataque a opção por Slimani deverá ser para garantir maior agressividade no ataque as zonas de finalização. Montero e André Martins estão super habituados a pisar o corredor lateral, com as trocas posicionais que fazem com os extremos.












sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Benfica - Sporting, as diferenças

«Tenho jogadores com muita qualidade no ataque», palavras de Jesus antes do derby.

E essa é a diferença fundamental entre as duas equipas. Qualidade individual que nunca mais acaba, no Benfica. Quantos jogadores do Sporting entrariam no onze de Jesus?!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Shikabala

Ponto prévio, esta análise é baseada em vídeos soltos vistos no Youtube e no único jogo completo que consegui encontrar dele.

O novo reforço do Sporting acrescenta qualidade técnica, relativamente a Wilson Eduardo, sendo que as suas principais características são o drible e o remate. Apresenta-se como um jogador que não joga o jogo de forma colectiva. Procura, sobretudo, soluções individuais para os problemas que encontra no jogo. Essas características não são alheias ao facto, de ter passado onze dos quatorze anos da sua carreira no futebol africano. Futebol esse que propicia doses elevadas de sucesso nas iniciativas individuais, pela falta de qualidade colectiva das suas formações. Nota-se que, a cada toque na bola Shikabala quer sempre fazer algo fantástico. Quer ser notado, e resolver o jogo em cada lance, aparecendo em todos os momentos de decisão.
Aos 27 anos de idade vai ter dificuldades em impor-se, num campeonato imensamente superior aos que já disputou, ao nível de organização colectiva, e qualidade individual.

Fica a análise do jogo