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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Ataque ganha jogos, defesa ganha campeonatos. United ao fundo. Uma questão de escolhas.

Há Rooney, Falcao, Van Persie, Mata, Di Maria e outros tantos. Com a queda recente do United, surgiu um investimento desmedido. Ignorando-se porém duas premissas decisivas. As equipas não se constroem da frente para trás e é necessário alguém com grandes qualidades para das individualidades formar um colectivo. 

"Defensivamente, o Southampton é magnífico, apenas sofreu 15 golos no campeonato até agora. O mesmo não se pode dizer da defesa do United, composta por três jogadores: ela é patética. Há demasiados espaços entre os centrais e eles não sabem defender. Não param de cometer erros." Robbie Savage

No United tudo pareceu errado desde o início. Das contratações à grande escolha. A do treinador. No Mundial e ainda que tenha realizado uma prova extraordinária (em resultados), percebeu-se que os princípios defensivos de Van Gaal eram maus. É o risco de contratar aos resultados e não ao modelo.

Se vai escolher alguém para treinador, é bom que avalie o comportamento das suas equipas nos diversos momentos de jogo. Que avalie a organização e não que compare currículos com resultados, ignorando os contextos dos mesmos. Quando contrata jogadores, não o faça por internacionalizações ou altura e peso. Perceba que só fugindo aos habituais chavões poderá escolher bem. E escolher bem é a base de todo o sucesso.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Curtas internacionais

É possível perceber que um treinador opte por vender a sua ideia e filosofia de jogo, em prol de um determinado contexto. Em competições curtas, onde não há tempo para treinar, onde as individualidades e os detalhes jogam um papel importante "vale tudo", dizem. O que não percebo é o motivo pelo qual os treinadores que têm "sucesso" com uma determinada forma de jogar não consigam analisar o contexto, e perceber que o sucesso foi mais obra dos detalhes e das individualidades, que da  força da organização. Não percebo como é que não se conseguem desligar do "momento" e melhorar.
Em tempos Van Gaal dizia, na previsão da final da Liga dos Campeões contra o Inter de Mourinho, que o ele propunha à sua equipa e desafiava os seus jogadores a fazer era mais difícil do que aquilo que Mourinho fazia. Hoje, não sei se isso corresponderá à realidade. Ou haverá algo mais fácil do que bater na frente, e assim ter sempre toda gente atrás da linha da bola?

Quando é que os gajos do Ballet Branco percebem que não tem piada nenhuma deixar regularmente o seu melhor central no banco?

terça-feira, 20 de maio de 2014

Na pele de LVG, o que fazias com tanto $?


"O treinador holandês promete fazer história e espera recuperar de forma rápida a glória do clube. Para isso, terá o apoio de 245 milhões de euros para gastar no mercado de transferências."



Partindo do principio que LVG se vai manter as suas ideias (e que é por isso que foi contratado), quem fica no plantel e quem entra?

Com este orçamento dá praticamente para tudo.

domingo, 26 de dezembro de 2010

De Mourinho a Paulo Sérgio.

“Di Maria é especialmente forte jogando no lado direito, procurando combinar com o avançado central, fazendo uso do seu pé mais forte.” José Mourinho.

Quando um treinador começa a definir a dinâmica e os princípios do seu modelo de jogo, ofensivamente há que partir sempre da premissa de que o caminho correcto para chegar ao golo é o da baliza. Deve procurar-se sempre o caminho mais rápido. O corredor central é o caminho para lá se chegar. As variações até aos corredores laterais surgem somente em virtude do possível bom posicionamento do adversário conseguir tapar o caminho inicial.

Então, procura-se o corredor lateral, mas sempre com o intuito de voltar ao central. Esta ideia de jogo é a principal justificação para que treinadores como Mourinho, Louis Van Gaal e Guardiola procurem retirar mais rendimento dos seus extremos colocando-os nos corredores laterais contrários ao pé dominante (Robben, Messi e Di Maria na direita. Ronaldo, Pedro e Ribery na esquerda).

Procurar “ganhar” a linha de fundo em drible ou em velocidade, para servir os avançados para uma possível finalização. Crer que os avançados servem somente para esse tal momento de rematar à baliza, não os envolvendo nas combinações colectivas da equipa é hoje algo que não faz qualquer sentido. Mais do que finalizar, a forma como os avançados podem desposicionar as defesas adversárias é algo que deve ser explorado.

Quando o modelo de jogo de um treinador é incorrecto logo desde o primeiro princípio ofensivo (progressão), é impossível crer que as suas equipas possam ser bem sucedidas.