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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sair a jogar.

Super interessante chegar a Luz e ver em acção o que tinha acabado de ler aqui

"P. ¿Por eso siempre busca superioridad en esa zona, como poner a un lateral de mediocentro en la salida del balón?
R. Sí, porque con eso abrimos una línea directa al extremo y el que marca al lateral no sabe qué hacer. Eso se lo vi hacer al Bayern de Guardiola y al principio pensaba: ‘¿Dónde está Alaba? Ah sí, cerca de Ribéry en el centro del campo…’. Y me di cuenta de que eso es muy difícil de entender para el extremo que le marca. En otras ocasiones metemos a un lateral al medio cuando el balón está en el otro lado. Son soluciones de salida del balón ante la presión rival. Así, si un día no va una, ok, probamos otra."

Guardiola (ou Perarnau), no "Herr Pep" também fala sobre isso, e a solução para um dos problemas que tinha foi puxar o Alaba e o Rafinha para dentro, para continuar a ter superioridade no corredor mais importante, mantendo a largura de jogo na saida de bola.

Esta noite, principalmente na segunda parte, o Benfica saiu estranhamente "baixo", com Jardel ao meio, Luisão a direita e Samaris a esquerda, Enzo como referência central, mas com os laterais mais dentro do que seria normal e a não darem tanta profundidade quanto isso.

Muito estranho baixarem tanto as linhas para sair a jogar porque... se juntas as linhas e ainda por cima as apróximas da baliza, não estás também a chamar os defensores para te pressionarem em cima? Veremos nos próximos jogos se o que se passou hoje foi estratégico, ou vá.. adaptado ao adversário, ou se é uma nova abordagem a saida de jogo. Algo que não seria possivel com o Artur a jogar, o "avozinho" dá uma qualidade a saida de bola tremendamente superior.

Se conseguirem explorar mais o corredor central (o tal que é o mais importante), vão, tal como o FCP, conseguir um nivel de jogo bem superior ao apresentado até agora. 

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Final da Taça da Liga. Saídas para o ataque. Boas ou más opções?


Ainda a Taça da Liga.

No jogo do Algarve, Paulo Bento e Quique, um pouco contra a natureza daquela que tem sido a filosofia de Sporting e Benfica ao longo da sua história, decidiram-se por sair para o ataque, através de futebol directo.

Ao longo de todo o jogo, o Sporting optou por colocar o seu Guarda Redes, a marcar o pontapé de baliza, de forma directa para o meio campo adversário. A opção passou por colocar a bola na zona de João Moutinho, que foi o jogador mais solicitado para disputar a 1a bola. Uma opção, algo estranha, tendo em conta a morfologia de Moutinho, mas que teve o seu momento alto, no lance que culminou com o golo de Pereirinha. Tal como em quase todos os pontapés de baliza leoninos, Moutinho recuou alguns metros para disputar a 1a bola, ao mesmo tempo que Vukcevic e Derlei ocuparam o espaço entre os defesas e os médios encarnados. Moutinho ganhou a 1a bola, colocando-a nos pés de Vukcevic. Uns segundos depois, o Sporting inaugurava o marcador.

Importante referenciar também, a principal oportunidade do Sporting, para além do golo obtido por Pereirinha, construída de forma similar. Pontapé longo de Tiago, Moutinho de cabeça serve Vukcevic, que recebe a bola no mesmo espaço (entre os defesas e médios do SL Benfica), e termina a servir Liedson, para um remate que David Luiz acaba por cortar próximo da linha de golo.

Tal como Paulo Bento, o treinador do SL Benfica, optou por uma saída em futebol directo para o ataque.

Se na primeira parte, o alvo terá sido o corredor lateral direito, na procura de Reyes, para a 1a bola, na segunda parte, a estratégia alterou-se.

O lance comum a quase todas as saídas para o ataque do SL Benfica na segunda parte, foi o pontapé de Quim, dirigido para o corredor central, onde Suazo recuava uns metros, e disputava a 1a bola. Enquanto isso, Nuno Gomes primeiro, Di Maria depois, procuravam a profundidade, nas costas da defesa do Sporting e Reyes, Aimar e Katsouranis aproximavam-se da zona onde a 1a bola era disputada. Os primeiros ainda próximos dos corredores laterais, o grego, garantindo a cobertura ofensiva a Suazo.

Também o golo do SL Benfica, nasce na sua saída típica para o ataque. Pontapé longo de Quim, Suazo ganha a 1a bola, colocando-a no caminho de Di Maria.

Se é certo que este tipo de estratégia pareça promover mais contacto físico, intensidade e emotividade ao jogo, também não se pode dissociar a qualidade reduzida de jogo na final da Taça da Liga, das opções dos seus treinadores.

Ter talento na equipa, e optar por futebol directo, é sempre uma decisão lamentável. Ainda que em determinados momentos, se perceba a ideia.